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Listinha da Semana: 10 de Junho de 2016

10 de junho de 2016

Namorados  Clássicos

– Bordeaux Château Bel Air 2013 Petits Châteaux  – Mistral
– Bourgogne Nicolas Potel Rouge Vieilles Vignes 2013  – Premium Wines
Namorados Esportistas 

–  Austrália Richland Shiraz  – Kmm vinhos
– South Eastern Hardys Nottage Hill Cabernet Sauvignon 2012  – wine.com.br
Namorados que gostam de novidades – Orange Wines
– Dettori Renosu Bianco Romangia IGT – Decanter
– Gravner Ribolla Gialla 2006  – Decanter
Harmonização Wessel
– Fiulot Barbera D’Asti 2014 – Winebrands
– Batasiolo Barbera d’Alba DOC 2013 – wine.com.br
Clique aqui e ouça os áudios da semana.

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Folha de São Paulo: Revolução Verde

6 de maio de 2016

folha

Revolução verde

A primeira coluna que escrevi para este jornal, há pouco mais de quatro anos, foi sobre a região que volto a abordar hoje. Isso porque, voltando de lá, fico feliz em ver a (r)evolução qualitativa que esses vinhedos vêm passando.

Estou falando da região dos Vinhos Verdes, a mais setentrional de Portugal. Não custa frisar, “Vinho Verde” é o nome da região, não a cor do vinho ou das uvas com as quais é feito.

Dali saem essencialmente vinhos brancos, mas tintos, rosés e espumantes compõem um pequena parte da produção também.
Conhecidos por serem leves, simples, para serem tomados gelados na piscina, os Vinhos Verdes estavam longe de ser referência em grandiosidade entre os brancos do mundo.

Não que haja nada de mal em ser deliciosamente refrescante. Ao contrário. Os verdes continuam sendo isso. Mas a diferença é que agora eles não são só isso. Produtores querem expressar a diversidade de suas castas e subregiões.

Uma surpresa: a variedade Avesso. Mais encontrada na subregião de Baião, extremo sudeste da zona, encostadinha no Douro, (ou seja, uma parte mais protegida, não tão influenciada pelo Atlântico). Resultado, vinho densos, ainda delicados, que aliam mineralidade e notas de tangerina incomparáveis.

Outra linda surpresa: ver envelhecer esses vinhos. Pudemos degustar Alvarinhos com 5, 6, até 11 anos de idade, na subregião de Monção e Melgaço, onde a casta reina protagonista. Pude assistir de perto.

E, sem dúvida, tintos da casta Vinhão, que quase não chegam ao Brasil. Arisca, tânica, ácida, quando bem vinificada, dá tintos roxos, muito densos, com aromas de amoras, carnudos, tostados, que funcionam tão bem com os embutidos –ou enchidos, como se diz na terrinha– vinhos que permanecem ainda como tesouros escondidos a serem descobertos.

Quinta do Ameal Clássico 2014
Frutas tropicais bem maduras, uma nota de amêndoas. Muito amplo em boca, textura seca mineral, complexo, longo e muito estruturado
UVA Loureiro
QUANTO R$ 117
ONDE Qualimpor; tel. (11) 5181-4492

Soalheiro 2014
Muito perfumado, com notas de pêssego, manga, pera e um final floral. Na boca é cremoso, com acidez delicada e muito longo e saboroso
UVA Alvarinho
QUANTO R$ 205,84
ONDE Mistral; tel. (11) 3372-3400

Covela Edição Nacional 2014
Tangerina, grapefruit, mineral tostado e uma nota de maresia. Cheio em boca, estruturado e saboroso e muito persistente
UVA Avesso
QUANTO R$ 98
ONDE winebrands.com.br

Pardusco Tinto 2012
Levemente frutado, com uma nota terrosa, delicadamente tânico e leve, pede para ser tomado com comidas gordurosas
UVA Alvarelhão
QUANTO R$ 119,80
ONDE Decanter; tel. (11) 3702-2020

 


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