Posts Tagged ‘vinho italiano’

Nero d’Avola, Don Corleone e outras coisas

8 de outubro de 2010

Não sei bem o que escolher pro feriado, não sei que clima vai fazer. Mas, como o vinho que estou tomando agora é este, vou deixar esta sugestão para o feriado.

Os vinhos sicilianos provavelmente geram fascinação por causa de sua origem, a Sicilia. E acho que a Sicilia gera um certo tesão porque é a terra do Poderoso Chefão, meu filme preferido de todos os tempos. Tem uma cena, quando ele já está bem doente, está conversando com o Michael e diz  “estou bebendo muito mais vinho do que antes” e o Michael diz “Isso é bom, pai”. Acho que é isso. Se não for, não importa, o que importa é o que eu lembro da cena.

thanks to: letsnottalkaboutmovies.blogspot.com/

Enfim, estou tomando um Nero d’Avola, a uva emblemática da Sicilia, e está fenomenal. Tem tabaco, tem castanhas portuguesas, tem couro e tem uma fruta preta que não consigo identificar. Na boca tem aquela textura terrosinha de café turco, tem mais fruta, maturidade, uma certa dureza e, não poderia deixar de faltar, força alcoólica. Muita. Ricão, siciliano. Para beber sempre mais. Fatasciá Nero d’Avola – Sicilia IGT. Na Decanter, por R$ 48,00. va bene.

E, como tive uma quinzena pauleira, pela imagem do que acaba me acontecer ( o copo virou do no nada), acho que tá na hora de eu sair daqui. O vinho derrubado, é o vinho acima descrito. Acho que chega. Vou pro feriado.

mensagem do além: vá descansar

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Listinha de compra para o finde prolongado

2 de setembro de 2010

Leitores queridos. Gostaria de compartilhar com vocês a delícia de ver meu filho Benjamin completar 1 ano, neste dia 3 de Setembro. Portanto, irei celebrar com ele e com a família um churrasquinho modesto.
Coincidentemente os três vinhos escolhidos para o feriado e comemoração são da Casa Flora que está com um catálogo cada vez melhor. Os três vinhos harmonizam bem com calor, os três combinam com carne, os três são interessantes e típicos das regiões de onde vêm.
Greco di Tufo – publiquei aqui o por que

O Cava Don Román Reserva Imperial é delicioso, encorpado, com fruta e uma nota de evolução, bom corpo. Nunca tomei com carne, mas vou experimentar no feriado e depois conto.

O terceiro vinho é o Duorum, meu queridinho do dia a dia, frutado, com toques de baunilha, adora maresia, fica mais frutado na praia do que na sala de aula. Um tinto delicioso, de corpo meio leve, mas com taninos e retrogosto perfumado que vai combinar com o climão do feriado e a festa do filhote.

Portanto, provavelmente vocês não me leerão nos próximos dias. Perdoem me.

Meus alunos meus professores

29 de agosto de 2010

foto: lacasitaverde.blogspot.com

Acho que foi o Winicot, pediatra- analista, que escreveu no prefácio de um livro dele algo como “obrigado a meus pacientes por me ensinarem”. Eu tenho a sorte de vivenciar isto todos os dias: meus alunos são meus maiores professores.

Na última quinta feira foi a segunda aula do nosso curso básico em Harmonização. O tema eram as carnes, os cortes e como harmonizar com diferentes tipos. Coloquei uma costela, carne com osso e, portanto, com um sabor característico e um mignon, clássicão, molinho, suculento, com um molho de mostarda bem levezinho. Coloquei 4 vinhos para harmonizar. Um branco e três tintos. Fomos degustando e descobrindo como diferentes tipos de vinho combinam com as diferentes estruturas das carnes, uns funcionam com umas, outros funcionam com outras. Já tínhamos feito todas as combinações possíveis ((8 no total) e o branco tinha mostrado força e extrato suficiente para as duas carnes, ficando muito bom com o mignon. Bom, até que um aluna minha decidiu pegar a decoração do prato, um raminho de tomilho-limão ultra fresco e colocar em cima da carne e voltar a experimentar com o vinho branco…. a sensação?

BOOOOOMMM na boca! Uma explosão de sabor da carne, um retrogosto maravilhoso do vinho que ficou gigantesco por ter sido elevado a uma potência monumental pela presença dos aromas do tomilho, tão parecidos aos do vinho. O vinho em questão? Um Greco di Tufo do produtor Vesevo.

foto: firstpress.blogspot.com

Greco di Tufo é uma das três DOCG da região da Campania (as outras duas são o também branco Fiano di Avelino e o tinto Taurasi). Greco é o nome da uva e Tufo é o nome de uma das cidades que compõem a região da DOCG, mas também é o nome de um solo, um tipo de calcário típico dali. O vinho tinha um extrato incrível, muito frutado, muito saboroso e os aromas da Itália, que são sempre os das ervas típicas daquele país, incluindo as ervas aromáticas tipo tomilho. Daí a feliz combinação. Vinho branco com carne? Sim, por favor.

Corvina veronese em estado puro

2 de agosto de 2010

Sexta feira almocei no Friccó. Na carta de vinhos, um Corvina Veronese puro me chamou a atenção. Me chamou a atenção porque geralmente ela aparece em corte e não pura. Ela é a uva do Valpolicella, Amarone, Bardolino, enfim, é a grande tinta do Vêneto. Mas, em todos esses e casos e na maioria dos vinhos é acompanhada de Rondinella e Molinara.

Boa surpresa. Ameixa preta e tabaco no nariz. Na boca, taninos apertados, como a gente conhece bem da Valpolicella, excelente acidez, boa fruta, bom extrato, rico. Não é super encorpado, mas tem força. Comi com um prato que vinha bochecha de javali. Ficam bem juntos: a carne é gordinha e firme, o vinho é alcoólico e tem boa acidez. Pena que só veio um pedaço pequeno.

Preço bom. R$ 76,00 na carta.

Na Decanter custa R$ 56,70.


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