Posts Tagged ‘vinho branco’

Folha de São Paulo: Vinho para Feijoada.

25 de setembro de 2015

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Ouça: Bacalhau pede vinho branco, diz colunista

21 de junho de 2013

Bacalhau pede vinho branco, diz colunista

Band News

Vinho Verde e comida brasileira. Dá caldo.

30 de outubro de 2011

uma imagem leve e divertida para os Vinhos Verdes

De volta ao Brasil, curtindo ainda uma espécie de Toscana Blues, retomo as degustações por São Paulo e a primeira que aceito o convite é para dar uma olhada no que há de novo na região dos Vinhos Verdes em Portugal. Não só os produtos vêm melhorando bastante a cada ano, a comunicação visual está mais moderninha, jovem, puxando para um lado divertido e leve, colocando a região do Vinhos Verdes numa posição de produto para ser tomado jovem, informalmente com os amigos e acompanhado de boa comida. Pelo menos foi o que nos disseram os produtores que apresentaram os vinhos.

Vinho Verde and Brazilian food.

Back in Brazil, feeling a kind of Tuscany Blues, getting back to tastings in São Paulo and the first I accept is an invitation to check out what’s new in the Vinho verde region in Portugal. Not only are the products getting better every year, but the visual aspect is more modern, younger, bringing out a lighter more fun side and putting the region in a position of products to be enjoyed young, informally with friends or accompanied by good foood. At least this is what the producers that presented the wines told us.

Vinho verde e bolinho de arroz

O almoço foi no restaurante Brasil a Gosto da chef Ana Luiza Trajano que organizou um menu delicado e perfumado, com ingredientes super brasileiros , como é comum na sua cozinha. No aperitivo tomamos o vinho da Adega Cooperativa Ponte de Lima Seleção, feito com a uva Loureiro, que está super adaptada a esta subregião (vale do rio Lima). Os produtores não querem ainda entrar muito no tema de subregiões. Quando perguntei sobre a “sug-região”, percebei que eles ainda querem, neste primeiro momento, apresentar região como um todo, ou seja, uma região de brancos frescos e perfumados. Este primeiro vinho tinha as típicas notas de maçã verde, mas sobrava bastante álcool tanto no nariz quanto na boca.

Lunch was served at’ Brasil a Gosto’ a restaurant belonging to chef Ana Luiza Trajano, that organized a delicate and perfumed menu, with ingredients that are very typically Brazilian, and very common of her cuisine. As an aperitif we had a wine from the Adega Cooperativa Ponte de Lima Selecão, made with the Loureiro grape, which is very well adapted to this sub-region (Lima River valley). The producers don’t want to get into the subject of sub-regions. When I asked them about the sub-region, I felt that they still want for now, to present the region as a whole, in other words, a region of fresh and perfumed white wines. This first wine had the typical notes of green apple, but there was a lot of alcohol leftover on nose and on palate.

Vinho Verde com bobó de camarão

Para o primeiro prato, um palmito pupunha desfiado com manga verde, tomate, cheiro verde, tomamos o “Air” da casa de Mouraz,2010, de cultivo biológico. Começa discreto, tem umas notinhas de manjericão e é mineral. Na boca é quase adocicado, cremoso, fresco, bem intenso, rico, ficou muito interessante com o prato. O segundo, Quinta da Aveleda, também 2010, estava bem mais diluído, não tinha muito no nariz. Na boca tinha um toque doce e fatava frescro, com um finalzinho amargo. Não ajudou o prato.

The first dish was diced palm heart with green mango, tomatoes and parsley, we had the “Air” from Casa de Mouraz, 2010, biologically cultivated. It started off discreet, has little notes of basil and is mineral. On palate it is almost sweetened, creamy, fresh, really intense, rich, very interesting with the dish. The second wine was a Quinta da Aveleda, also a 2010, more diluted, not much on nose. On palate it had a sweet touch and freshness was missing, witha slightly bitter finish. Did nothing for the dish.

Um clássico dos Vinhos Verdes

O segundo prato, camarões enormes, com uma crostinha crocante, sobre um creme de bobó e um arroz de coco perfumadérrimo. O primeiro vinho, um Quinta das Arcas, pura Alvarinho, de 2010, ficou bem com o prato. Menos aromático e mais mineral, na boca é fresco, cremoso, com um finalzinho quente e saboroso. Faltou um pouco de intensidade para o prato, mas ficou melhor que o próximo, o Deu la Deu, um clássico da região, bem distribuído no Brasil. Ele era intenso demais, com muito floral e um toque de tangerina bem atraente. Na boca é quente, cremoso, rico, extremamente saboroso e longo, mas ficou um pouco pesado para o prato.

The second dish, enourmous prawns, with a fine crispy crust, served on a bed of  ‘bobó’ cream (yuka or manioc cream) and perfumed coconut rice.  The first wine, a Quinta das Arcas, pure Alvarinho, 2010, went well with the dish. Less aromatic and more mineral, on palate it is fresh, creamy, with a hot and tasty finish. It missed a little intensity for the dish, but it was better than the next wine, the Deu la Deu, a classic of the region, well distributed in Brazil. It was too intense, with a lot of floral and a touch of very attractive tangerine. On palate it is hot, creamy, rich, extremely tasty and long, but a little too heavy for the dish.

Depois, um Pirarucu grelhado, com purê de abóbora e molho de coco, gengibre e capim limão. Tomamos o Quinta de Gomariz 2010, nariz tostado, maduro, com notas de abacaxi. Na boca é cheio e frutado, mas falta um pouco de frescor. Ficou interessante com o prato, mais fresco, menos pesado. O outro vinho foi o Quinta da Lixa 2010. Aromático, refrescante, com toques de levedura, manjericão, frutas tropicais. Na boca tem frescor, sabor, bem equilibrado, com firmeza de álcool, final longo, saboroso. Ficou perfeito com o prato, principalmente quando comemos o peixe com o pure de abóbora, que dá mais cremosidade e sabor ao conjunto.

Then we had a grilled Arapaima or Pirarucu, with pumpkin purée and coconut sauce, ginger and lemon grass. We tasted a Quinta de Gomariz, 2010, really toasted nose, mature, with notes of pineapple. On palate it is full and fruity, but a little freshness missing. It was interesting with the dish, fresher, less heavy. The other wine was a Quinta da Lixa 2010. Aromatic, freshening, with touches of yeast, basil, tropical fruit. On palate it has freshness, flavour, well balanced, firm alcohol, long finish, tasty. It was perfect with the dish, especially when we had the fish with the pumpkin purée, it makes the combination creamier and more tasty.

A sobremesa era uma incrível mistura de docinhos brasileiros, como cocada, Romeo e Julieta, tortinha de caju, bananada com sorvete de nata. tomamaos um Quinta de Linhares, feito exclusivamente com a uva Azal – super perfumada, pode dar vinhos incríveis. Este era bem perfumado, com toques de maçã verde, muito elegante. Mas na boca não é tão fresco, é mais cheio, quase adocicado. Com as sobremesas mais refrescantes, como o Romeo e Julieta, que tinha uma caldinha cítrica de maracujá, ficou interessante. Mas com outros mais doces, não dava, ele ficava aguado. O rosé, à base de Espadeiro era bem frutado, lembrava uma casca de maçã vermelha e na boca é bem frutado e cremoso, com uma leve doçura. Não combinou com nada precisamente, mas é um vinho agradável e equilibrado, com um finalzinho lembrando morangos frescos.

Dessert was an incredible mix of Brazilian sweets, like ‘ cocada’ ( coconut ice), ‘Romeo e Julieta’ ( guava jam and cheese ),’ tortinha de caju’ ( cashew tartlet ), ‘bananada com sorvete de nata’ ( caramel banana with milk curd sorbet ). We had a Quinta de Linhares, made exclusively with the Azal grape-extremely perfumed, can make incredible wines. This was really perfumed, with touches of green apples, very elegant. On palate it is not as fresh, it is fuller, almost sweetened. With the fresher desserts like the ‘ Romeo e Julieta’ that had a citric syrup of passion fruit, it was intertesting. But with the other sweets it did not go, it gets diluted. The rosé, made from Espadeiro, was really fruity, reminded one of red apple rind and on palate it is really fruty and creamy, with a slight sweetness. It did not harmonize with anything exactly, but it is a pleasant wine and balanced, with a finish that reminds one of fresh strawberries.

Em suma, são vinho deliciosos e refrescantes. Podem combinar com pratos delicados, de temperos sutis, como foi o caso do almoço, mas podem ser ótimos acompanhamentos para petiscos menos elaborados, que comemos no calor. Sim, a região dos Vinhos Verdes, não esqueçamos, está num clima atlântico, sobre solos graniticos e o resultado disso são vinho fresquísismos, perfeitos para serem tomados no verão porque têm esse frescor, essa mineralidade, esse perfume que a tão peculiar conjunção solo – clima – uvas dá.

To sum up, they are delicious refreshing wines. They can harmonize with delicate dishes, with subtle spices, as was our lunch, but they can very well accompany less elaborate meals , that we have in hot weather. Yes, let’s not forget that the Vinho Verde region is located in an Atlantic climate, on granite soils and the result of this are very fresh wines, perfect to be had in the summer because they have this freshness, this mineralness, this perfume that the so peculiar conjunction soil-climate-grape gives.

Peixinho com branco…clássico.

2 de setembro de 2010

Hoje na aula de Sommellerie para Enófilos, tivemos a oportunidade de falar das regiões do vale do Loire e da Alsace. E, claro, os cinco vinhos degustados eram destas 2 regiões.

O prato da harmonização foi um saint pierre feito no papillote com tomilho e um pouco de laranja. O prato ficou perfumado e delicado no sabor, com um retrogosto aromático intenso da casca da laranja e do perfume verde do tomilho. Degustamos um Riesling da Alsace, um Vouvray, um Pinot Blanc, também da Alsace, um Chinon (tinto de Cabernet franc) e, o vencedor, um Pouilly Fumé. Ele tinha as notas clássicas de aspargos brancos, um toque mineral e, na boca, um equilíbrio de frescor e cremosidade, com um retrogosto refrescante de maracujá, até com uma certa textura cítrica que lembrava o sabor das sementinhas da fruta. E são esses os fatores que fizeram com que a harmonização desse certo. A cremosidade do vinho fazia com que a a textura do peixe não ficasse fibrosa (vinhos com menos estrutura de cremosidade deixaram o peixe fibroso). A acidez levantou os perfumes no restrogosto, deu mais força para os aromas. Os aromas frescos que lembravam fruta tropical (como o do prato, que tinha laranja) passearam de mãos dadas pela boca. Perfeição… na Premium.

Agora, cá entre nós, se você gosta muuuito de tinto, o Chinon não fez tão feio. É verdade, adicionou suas notas de pimenta preta  ao prato, e tirou um pouco dos aromas sutis, mas totalmente dá para tomar, pois se funde bem às texturas do peixe. Um vinho com taninos fininhos, delicados, acidez fresca e corpo magro. Do Bernard Baudry, no club du taste-vin


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