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Folha de São Paulo: O Mundo das uvas Autóctones

29 de julho de 2016

folha

O novo mundo das uvas autóctones

Não sei se vocês sabem, mas o mundo do vinho tem modinhas e tendências.

Pra vocês terem uma ideia, nos anos 1990, seguindo os trilhos da enologia supertecnológica criada na universidade de Bordeaux no pós-guerra e desenvolvida por várias universidades do mundo, os vinhos eram superextraídos, encorpados, muito concentrados e alcoólicos. As passagens longas por pequenas barricas de carvalho novo ainda adicionavam notas intensas de tostados, baunilhas, tabaco, chocolate e café.

Além do mais, todo mundo decidiu plantar as mesmas variedades de uva —que ficaram então conhecidas como “variedades internacionais”. Em sua maioria, variedades francesas cabernet sauvignon, syrah, pinot noir, merlot, chardonnay entre algumas outras.

Era cabernet sauvignon pra tudo que é lado, com sabores achocolatados e mega encorpados. Brancos de chardonnay fermentados em barricas novas a torto e a direito com notas amanteigadas que pareciam pipoca doce.

E apesar de a qualidade dos vinhos ter crescido de maneira vertiginosa, a verdade é que os vinhos ficaram todos muito parecidos. Um chardonnay da Umbria era igual a um da Borgonha e um cabernet feito no Maipo chileno poderia ter as características de um Bordeaux clássico. Legal, mas faltava identidade.

Esse tipo de vinho hoje já não predomina sozinho. Ele existe, é uma opção pra quem gosta do estilo, mas a boa nova é que surgem muitos outros estilos. E assistimos a uma busca por identidade que se satisfaz com o ressurgimento da produção de variedades autóctones.

Essas variedades, encontradas em lugares muito específicos, são todo um mundo a ser explorado. E pra nossa sorte —nós que gostamos de ter opções— produtores de várias regiões têm se empenhado em pesquisar variedades que ficaram pra trás, esquecidas e praticamente extintas.

Variedades que desapareceram seja por que eram difíceis de produzir, porque não rendiam muito volume ou simplesmente eram tão desconhecidas que era praticamente impossível apresentá-las ao mercado.

A Itália, sem dúvida, lidera essa nova cruzada, mas não está sozinha. Todos os países europeus têm recuado um pouco na evolução qualitativa x quantitativa. Hoje, prestam mais atenção à toda riqueza de sabores que essas variedades podem oferecer e menos com um retorno monetário imediato. Não basta o vinho ser bom, gostoso, bem feito. Uma boa história de queda e ascensão por trás de cada taça dá mais prazer a cada gole.

Duas Castas (Roupeiro e Alvarinho) Esporão 2015
Muito aromático com notas de pêssego, abacaxi e fruta madura. A boca é bem fresca e cremosa, é intenso com uma picadinha alcoólica saborosa no final
REGIÃO Portugal
QUANDO R$ 95
ONDE Qualimport; tel. 11 5181-4492

Lemberger Alemanha Herzog von Wurttemberg 2011
Frutadinho, cheiro de chiclete, tutti frutti, depois mostra umas especiarias como cardamomo e páprica. Acidinho, sequinho, magrela, bom pra beliscar comidinhas.
REGIÃO Alemanha
QUANDO R$ 130
ONDE Vin D`Ame; tel. 11 2384-6946

Rapsani Grand Reserve 2009
UVA Xinomávaro, Stavrotó e Krassáto
Perfumadão, com aromas de baunilha, caramelo, uma nota de cinzas, meio tostado, balsâmico. Muito cheio em boca, taninos bem fundidos e final achocolatado
REGIÃO Grécia
QUANTO R$ 132
ONDE Free Way; freewayecommerce.com.br

Puglia Cantine Due Palme 2013
Aroma que lembra maçã, pera e óleo aromático. Na boca é bem cremoso, com uma notinha de mel e final que lembra peras frescas
UVA Falanghina
REGIÃO Itália
QUANTO R$ 96
ONDE La Pastina; tel. 0800 721 8881

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/alexandracorvo/2016/07/1795239-o-novo-mundo-das-uvas-autoctones.shtml

Listinha da Semana! o5.o6.14

6 de junho de 2014

Uvas Autóctones Espanholas

 

Rias Baixas

– Señorio da Regas 2011  – Cultvinho
 
Bierzo
– Lagar de Robla Premium 2008 – Vinci
 
Bobal
– Domínio De La Vega 2010 – Viníssimo
 
Utiel Requena
– Makor 2007 D.O Utiel Requena – Wineexress
 
Yecla
– Altos del Cuadrado 2009 – Almeria
 
Jumilla
– Hecula Monastrell 2011 – Almeria
 
Catalunha
– Punto y Coma 2009  – Almeria

Listinha da Semana – Castas Ibéricas autóctones

1 de novembro de 2013

Portugal

(branco)NOSSA Calcário Branco 124,00 – uvas: Bical e Encruzado. onde:  winestore 

(branco) BOSSA  DE Maria Gomes 50,00  – uva: Maria Gomes –  onde : winestore

(tinto) Dão Quinta dos Correios da Quinta dos Roques – uvas: jaen, touriga nacional, alfrocheiro, tinta roriz. R$ 45,00 onde: decanter

(tinto) Plansel Selecta Special Edition: uva: Trincadeira. R$ 65,00

Espanha

Peique tinto – uva: Mencia 77,00 onde: decanter

Laderas e El Sequé – Monastrell R$ 73,00 onde: mistral

imagesÁUDIOS DA SEMANA

28/10/2013 – Direto da Espanha, em uma conferência de vinhos, Alexandra Corvo dá dicas mais atualizadas de vinhos

29/10/2013 – Abençoados por bom solo e bom clima, chilenos são vinhos deliciosos por natureza

30/10/2013 – Vinhos australianos têm preço bom e são gostosos, indica colunista

 

Ouça: Listinha! Os vinhos autóctones

18 de setembro de 2012

Listinha de uvas autóctones:

Uva monastrell:

100% Mourvèdre:

Canonnau:

  • Cannonau di Sardegna “I Fiori” – Cellar

Para harmonizar com a costela:

  • Pinotage Hartenberg – Wine

Clique e ouça o áudio.

Ouça: Uva Ramisco, uma pequena jóia de Portugal.

12 de setembro de 2012

Ainda na semana das uvas autóctones, hoje é a vez da uva Ramisco.

Clique na imagem para ouvir o áudio.

Monastrell ou Mourvèdre? não importa.

5 de agosto de 2010

foto: originalverkorkt.de

Adorei o vinho que tomei sábado  no Chou. Cartinha de vinhos simples, serviço normal, ainda bem que não preciso de ajuda com a carta. Pedi um vinho de precinho amigo( R$ 62,00) chamado Al Muvedre, de Alicante, do lado de Valencia e Murcia. Como a uva de Murcia é basicamente a Monastrell, que na França é conhecida como Mourvèdre, supus que seria isso. Isso mesmo. Só que um caráter mais leve, mais diluído da uva.  Vinho frutado, com um toque apimentadinho, firme em boca, com boa acidez, alcoólico, mas tudo equilibradinho, certinho. Para quem gosta de sair do arroz e feijão dos vinhos (malbec e cabernet ) e aprecia uma novidade, pode ir. Como disse, preço bom. Na carta R$ 62,00, na importadora R$ 40,30. da mistral.

Corvina veronese em estado puro

2 de agosto de 2010

Sexta feira almocei no Friccó. Na carta de vinhos, um Corvina Veronese puro me chamou a atenção. Me chamou a atenção porque geralmente ela aparece em corte e não pura. Ela é a uva do Valpolicella, Amarone, Bardolino, enfim, é a grande tinta do Vêneto. Mas, em todos esses e casos e na maioria dos vinhos é acompanhada de Rondinella e Molinara.

Boa surpresa. Ameixa preta e tabaco no nariz. Na boca, taninos apertados, como a gente conhece bem da Valpolicella, excelente acidez, boa fruta, bom extrato, rico. Não é super encorpado, mas tem força. Comi com um prato que vinha bochecha de javali. Ficam bem juntos: a carne é gordinha e firme, o vinho é alcoólico e tem boa acidez. Pena que só veio um pedaço pequeno.

Preço bom. R$ 76,00 na carta.

Na Decanter custa R$ 56,70.


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