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Folha de São Paulo: Pinot Noir versátil.

11 de setembro de 2015

Folha

 

Pinot noir versátil

“Pinot noir expressa o terroir melhor que qualquer outra variedade. O que importa na Borgonha não é exatamente o gosto da uva, mas o gosto do terroir, das condições de clima e do solo onde ela cresce.”

Com afirmações como esta (neste caso, de ninguém menos que o proprietário da Romanée-Conti, produtor de um dos vinhos mais icônicos –e caros– da Borgonha) os bourguignons mantiveram a pinot noir praticamente como uma exclusividade deles –já que ela não poderia se expressar se não fosse naquele lugar.

Madame Bize-Leroy, lenda viva dali também, reforça: “Pinot noir tem um gosto. Mas ele não me interessa. Apenas vinhos de regiões menores têm vinhos com gosto da pinot. Temos um termo pejorativo para isso que é “pinoter” –ter gosto de pinot noir”.

Acontece que a pinot noir não expressa melhor o terroir que outras. Prove um vinho de Côte-Rôtie e de Cornas, regiões do vale do Rhône, ambos feitos com syrah e verá: nâo têm nada a ver. Ou prove um cabernet do Maipo ou do Maule, no Chile: são completamente diferentes.

Ou seja, mesmo fora da Borgonha, dá sim pra cultivar pinot noir que resulte em vinhos interessantes, de sabores variados. Sim, ela é difícil e, claro, os bourguignons levam uma vantagem de mais de 1.000 anos de “savoir-faire” sobre qualquer outro lugar.

Mas, qual o problema de um vinho ter apenas uma expressão frutada da uva, sem necessariamente expressar um terroir específico? São apenas interpretações humanas diferentes sobre como um vinho –independente de ter mas ou menos complexidade – pode ser simplesmente saboroso.

Givry 1er Cru Laurent Parize 2011
Pura delicadeza com notas de pétalas de rosa e pitanga, boca fresca e delicada
REGIÃO França – Borgonha
QUANTO R$ 174
ONDE Tastevin; tel. (21) 2633-8866

Nimbus Single Vineyards Pinot Noir 2012
Boa fruta, mas num estilo mais terroso e firme, robusto, com final cheio
REGIÃO Chile – Casablanca
QUANTO R$ 120
ONDE Casa Flora; tel. (11) 3327-5167

Cono Sur Bicicleta Pinot Noir 2014
Estilo mais tostadinho, com uma nota de geleia, taninos firmezinhos, pede uma comida mais gordurosa
REGIÃO Chile
QUANTO R$ 35,89
ONDE Pão de Açúcar; paodeacucar.com.br

Trapiche Pinot Noir 2013
Bem leve e delicado, com algo de groselha e amora, melhor se tomado fresco
REGIÃO Argentina
QUANTO R$ 42,49
ONDE Imigrates Bebidas; tel. (11) 5067-2700

 

Listinha da Semana! 17 de Abril de 2015

17 de abril de 2015
Bourgogne Velho
– Côtes de Nuits Villages, Vieilles Vignes Pierre Gille 2008 – Tastevin
– Domaine Roger Belland Bourgogne Pinot Noir 2010 – Decanter
Carmenère
– La Joya Carménère Gran Reserva Viña Bisquertt  2011 – World Wine
– Canepa Reserva Famiglia Carménère 2013 Valle del Rapel – Wine.com
Pinot Noir do Chile, Nova Zelândia e Alemanha
– Viña Casablanca  Cefiro Reserva Pinot Noir  – Winestore
– Trapiche Pinot Noir – Pao de Acucar
– Yealands Pinot Noir 2013 – Pão de Açucar
– Sanctuary pinot noir 2011 – Premium
– Meyer Nakel Spatburgunder 2013 – Decanter
Wessel Bordeaux genérico
– Vinho Château Verdelet A.B.C Tinto – Santa Luzia
– Denis Dubourdieu Domanies  Le Clos de Reynon – Winestore

Harmonização da semana! Galinha d’angola com Pinot Noir Argentino

21 de setembro de 2012

Galinha d’angola com legumes mediterrâneos

Fred Barroso
Filho de administradores de restaurantes, Fred Barroso cresceu dentro de cozinhas. Aos 25 anos, o chef comanda as panelas do italiano Figurati, do Grupo Le Vin, em São Paulo. “Era uma verdadeira gincana ver o que estava acontecendo, eu ficava correndo, era curioso e perguntava sobre tudo. Então foi um processo natural cozinhar”, conta. O chef carioca, que morou em Miami antes de aterrissar na capital paulista, estudou gastronomia em Florença, na região da Toscana, Itália. Para ele, não há muito segredo para as delícias italianas. “Se o produto é bom, o resultado é bom, a estrela sempre vai ser a comida”, explica ele, que tem paixão também por outros sabores. “Sou fissurado em comida japonesa e, como todo brasileiro, amo churrasco. Como sou solteiro e moro sozinho, não cozinho só para mim, então também sinto falta de arroz e feijão”, completa.

Clique na imagem para ampliar.

A galinha d’angola não é qualquer ave. É cheia de sabor e tem uma carne firme. Nesta receita ela é amaciada pelos temperos da marinada e também pelo cozimento lento na gordura de sabor forte, seja de pato, seja de porco. Os legumes dão um delicado sabor da terra ao prato. Resumindo: temos sabores simples, de ingredientes com personalidade, sem muita alteração de suas estruturas. Um vinho tinto de corpo médio é uma boa opção. Vou de Trapiche Pinot noir (25 reais). A Argentina produz vinhos de estilo mais encorpado. Mas a uva pinot noir dá um resultado mais leve e delicado, bem frutado, que funcionará perfeitamente nesta receita.


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