Posts Tagged ‘Mercurey’

Listinha da Semana! 29 de Agosto de 2014

29 de agosto de 2014

Chile
– Viña Casablanca Nimbus Pinot Noir 2011 R$83,00 – Wine Store

Argentina
– Vinho Domaine Bousquet Reserva Merlot Tinto – Tupungato R$51,00 – Santa Luzia
Bourgogne
– Mercurey, Les Vignes de Maillonge 2009 R$150,00 – Tastevin
Harmonização Wessel
– Cadus Partida Limitada Bonarda 2010 – Mendoza – R$108,00 – Wine Store
Clique aqui e ouça os áudios da semana.

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Mercurey – Generosidade rústica mal interpretada.

11 de julho de 2012

prof. Renard na entrada do domaine

Na manhã do segundo dia de estudos, viajamos até Mercurey onde visitamos o Domaine de Suremain. Como já comentei, os vinhos de Mercurey são extremamente mal compreendidos e tidos como rústicos, geralmente porque são tomados muito jovens. Os de AOC Comunal (Mercurey apenas) ainda são um pouco mais faceis, mas os 1er cru, apesar de mudarem bastante com a safra, precisam do tempo em garrafa.

Yves de Suremain, o proprietário do domaine,  nos ofereceu uma mega degustação de seus 1er Crus, onde dava para ver bem a diferença da expressão dos solos nos vinhos.

Mercurey Villages 2009 – frutas negras e pimenta do reino. Bem frutado em boca, fácil, com bastante tanino bem maduro.

Mercurey Villages 2008 – um ano mais classicão da Bourgogne, sem tanto calor como o 09. É menos intenso e a expressão é de fruta mais fresca. Na boca também, tem mai frescor, apesar de parecer uma fruta mais verde, ter uma certa dureza, que deve se amaciar com o tempo.

Les Crets 1er Cru – 2009 – ótima fruta, bem denso e expressivo, aberto. Na boca é redondo, com muita fruta, muito sabor, final cheio de taninos jovens.

Les Croichots 1er Cru – 2009- mais verde e fresco, só com fruta, sem a pimenta do reino que senti nos outros. Na boca tem boa fruta, mas menos que o anterior, mais secante.

Le Clos Léveque 1er Cru – 2009 – é o cru mais conhecido da região. Tem uma nota de pimenta verde, bem fechado. Mas na boca é redondo, cheio com taninos frutados.

Le Clos Léveque 1er Cru – 2008 – bem mais aberto com mais fruta no nariz. Na boca é mais fresco, também mais duro pela acidez, taninos mais grudentos, menos redondo que o anterior.

Le Clos Léveque 1er Cru – 1999 – bem mais notas de champignon, aniz, um toque animal e tostado, queimado. Na boca é bem impressionante a doçura que o vinho desenvolve depois de 13 anos. Fica redondo, fundido, não sentimos os taninos grudando, muita generosidade, mas um toque ainda seco no final, que é bem longo e cheio dos aromas que apareceram no nariz.

O proprietário Yves e o psor

Se você tem dúvidas sobre a origem marinha dos solos da Bourgogne, olhe na foto, sobre a lareira, o tamanho do fóssil encontrado nos seus vinhedos.

La Bondue 1er Cru – 2009 – amoras e tostado intenso, açúcar mascavo. Boca bem redonda, taninos super finos, muito extrato, ainda duro, mas com uma doçura evidente.

La Bondue 1er Cru – 2008 – muita fruta e um toque floral, tudo menos intenso e menos maduro. Na boca é mais fino, mais fresco, lotado de frutas vermelhas frescas, sem a doçura do anterior.

En Sazenay 1 er Cru 2009 – bem menos frutado, com notas de pimenta do reino, cravo e flor seca. Na boca tem muita fruta, é fresco, tânico e duro.

En Sazenay 1 er Cru 2008 – pimento do reino, presunto cru, flor bem mais aromático que o 2009. Na boca é bem mais fresco, mais doce, com muita fruta e menos dureza.

En Sazenay 1 er Cru 2007 – meio fechado, senti algo de peixe e champignon, mas também um toque floral, precisa se abrir. Bem firme e seco em boca.

En Sazenay 1 er Cru 1998 – bem evoluído, muito champignon, um toque de fruta cozida, quente, bastante animal, lembrando carne. Já na boca é generoso, com uma doçura e tudo fundido, fino, elegante e intenso.

Uma vista da propriedade.

Indo para a Bourgogne

8 de julho de 2012

Fui convidada pelo BIVB (Bureau Interprofessionel de Vins de Bourgogne – o órgão oficial dos vinhos da Bourgogne) para fazer um curso de formação para ser Instrutora Oficial dos vinhos da Bourgogne no Brasil.

Não sei se vocês sabem, mas estudei vinhos na Suiça e, nesta viagem, viajei pela Swiss, que é uma senhora companhia aérea. No avião, já pude matar um pouco das saudades do bom (e difícil de encontrar) vinho suiço. Um Pinot Gris, produzido na região de Zurich não me deixou dúvidas sobre a crescente qualidade dos vinhos daqui. Notas de amêndoas, toques de geleia de fruta cítrica. Na boca é cheio, gordo, cremoso, mas totalmente fresco e com um acabamento impecável, muito longo.

Um grande Pinot Gris suiço, da região de Zurique

Aproveitei que cheguei por Geneve e fui visitar uma grande amiga, Onne Guelbenzu, filha do grande produtor de vinhos espanhóis. Fomos dar uma volta pela cidade, que estava ensolarada e convidativa para um Dôle Blanche, um vinho simpaticíssimo, tipicamente suiço, da região do Valais. Eles vinificam a Gamay e a Pinot noir em branco, ele fica levemente rosé e é um drinque perfeito para dias quentes “au bord du lac Léman” – à beira do lago, como eles adoram ficar no verão!

Geneve é infinamente deliciosa….ah, La Dôle blanche!

Uma viagem de trem depois e estava na linda cidade de Beaune, onde vou ficar pelos próximos dias estudando os vinhos e a gastronomia da Bourgogne. Os Bourguignons são muito hospitaleiros e, ao chegar ao quarto, uma garrafa de um branco 1er Cru “En Sazenay”2009 da região de Mercurey, produzido por Tupinier – Bautista me esperava. É ele que estou tomando enquanto compartilho com vocês as primeiras sensações de estar na Bourgogne com os melhores profissionais do vinho. O vinho alia à perfeição um lado amendoado, com um toque de frutas brancas, uma nota mineral e um toque levemente tostado, muito leve. na boca é cremoso, fresco, com um toque firme de álcool todo perfumado, muito longo, com um potencial de envelhecimento evidente. Por hoje é só. Tentarei mantê-los informados, já que a agenda vai ser apertada! Au revoir.

As boas vindas, com um lindo 1er Cru de Mercurey


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