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Listinha da Semana – Castas Ibéricas autóctones

1 de novembro de 2013

Portugal

(branco)NOSSA Calcário Branco 124,00 – uvas: Bical e Encruzado. onde:  winestore 

(branco) BOSSA  DE Maria Gomes 50,00  – uva: Maria Gomes –  onde : winestore

(tinto) Dão Quinta dos Correios da Quinta dos Roques – uvas: jaen, touriga nacional, alfrocheiro, tinta roriz. R$ 45,00 onde: decanter

(tinto) Plansel Selecta Special Edition: uva: Trincadeira. R$ 65,00

Espanha

Peique tinto – uva: Mencia 77,00 onde: decanter

Laderas e El Sequé – Monastrell R$ 73,00 onde: mistral

imagesÁUDIOS DA SEMANA

28/10/2013 – Direto da Espanha, em uma conferência de vinhos, Alexandra Corvo dá dicas mais atualizadas de vinhos

29/10/2013 – Abençoados por bom solo e bom clima, chilenos são vinhos deliciosos por natureza

30/10/2013 – Vinhos australianos têm preço bom e são gostosos, indica colunista

 

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Esperando 2012 – EWBC

24 de novembro de 2011

Faltando apenas 4 dias para a divulgação oficial do lugar onde acontecerá o próximo European Wine Bloggers Conference, aproveito para mostrar para vocês o vídeo de levantamento do que foi a edição 2011, do incrível evento. Não percam na revista ADEGA do próximo mês, uma nota sobre o evento. E, divirtam-se com o vídeo (em inglês) . Ele realmente resume bem a variedade e qualidade do conteúdo e a vibração gostosa dos participantes.

EWBC – Terlan Cantina – Alto Adige

1 de novembro de 2011

Terlan Kellerei (site)

No domingo, último dia de Conferência do EWBC, depois de estar na região de Tramina, seguimos em direção norte, para a pequeniníssima região de Terlan. Na vinícola local, também em forma de cooperativa a produção está focada em vinhos de altíssima gama. Ela existe desde 1893 e há mais de 100 associados fornecendo uvas, sempre cultivadas por métodos “naturais”.

On Sunday, the last day of the Conference EWBC, after being in the region of Traminer, we headed north to the tiny region of Terlan. In the local winery, also working as cooperative, production is focused on wines of the highest range. It exists since 1893 and there are more than 100 members providing grapes, always cultivated by “natural” methods.

O solo é MUITO mineral...entendemos

Pudemos conferir o orgulho pelos solos, pela terra e pelas tradições locais. Mas, principalmente pelo solo tão mineral, como a placa no chão na entrada da vinícola demonstra. Estamos falando de solos de origem vulcânica, ao pés das montanhas Tschöggelberg, entre 250 e 900 metros de altitude. Os vinhedos estão sobre uma rocha vulcânica com pedaços grandes de minerais conhecidos como quartzos porfíricos. Na superfície, que não é muito profunda, há areia bem solta e porosa, e um pouco de silte.
A produção aqui é basicamente de brancos, com níveis de acidez altíssimos e com potencial absurdo de envelhecimento. Tomamos vinhos de 1959 até 2010, numa degustação vertical, quase no sentido físico, com vinhos muito intensos e vertiginosos. Por causa dessa acidez e densidade, a maioria dos vinhos brancos aqui, depois de fermentados, ficam algum tempo sobre as leveduras, dependendo do estilo de vinho que se quer produzir. A idéia deles não é buscar tanto os aromas primários, mas sim os secundários de terciários. Os vinhos podem ficar em tanques de inox, tanques de madeira, ou barricas. O que também influencia muito o estilo dos vinhos é o tempo passado em contato com as leveduras, que pode, tranquilamente, chegar a 10 anos.

We were able to check out their pride for the soil, land and local traditions. But mainly they are proud of the mineral soil, as the plate on the floor at the entrance of the winery shows. We’re talking about soils of volcanic origin, at the foot of the  Tschöggelberg mountains between 250 and 900 meters. The vineyards are on volcanic rock with large pieces of mineral known as quartz porphyry. On the surface, which is not very deep, there’s  loose and porous sand, and a little silt.
The production here is basically white, with very high levels of acidity and an absurd potential of aging. We had wines from 1959 to 2010, a vertical tasting, almost in a physical sense, with very intense and vertiginous wines. Because of its acidity and density, most white wines here, after fermentation, get some time on the yeast, depending on the style of wine that you want to produce. Their idea is not to seek both primary aromas, but the secondary tertiary. Wines can be matured in stainless steel tanks, wood tanks or small oak barrels. What also greatly influences the style of the wines is the time spent in contact with the yeasts, which can easily get to 10 years.

Eles têm uma linha básica, “classic line” para ser tomada mais jovem. A linha “Vineyard Line” vem de vinhedos selecionados e ficam em grandes barricas de madeira. A linha mais top é apenas dos vinhedos de maior qualidade e geralmente ficam por uns 10 anos sobre as leveduras…muita classe e cremosidade.

They have the “classic line” to be tasted younger. The “Line Vineyard” comes from selected vineyards and are in large wooden barrels. The top line is just from the vineyards of higher quality and are usually aged for about 10 years on the yeast … classy and creaminess.

e naõ estão todos aqui...and they're not all here. photo:kellerei-terlan.com. tks!

Vale dar uma olhada no site deles para mais info,e aqui vão minhas impressões em 24 jóias impressionantes, algumas com mais de 50 anos. Com Klaus Gasser, que apresentaou a degustação, aprendi uma palavra que dá pra usar bastante: tensão. Nestes vinhos se aplica bastante, pois são brancos de textura apertada, principalmente quando jovens. É uma textura que lembra à dos taninos, mas não no sentido de adstringência, mas no sentido de que sua mucosa fica apertado…então lá vai:

It is worth taking a look at their website for more info, and here are my impressions on 24 stunning jewels served, some of more than 50 years. With Klaus Gasser, who presented the tasting, I learned a word that is really important to describe these wines: tension. For these wines we can use this expression a lot, because they have this truly tight texture, especially when young. It’s a texture that reminded me of those from firm tanins, not in the sense of astringency, but in the sense that the mouth gets that tight feeling … so here it goes:

PINOT BIANCO

2010: nariz explosivo com flores brancas e pêra. Na boca tem muuuuita acidez, cremosidade, uma nota de chá verde final encorpado e quente. Enorme. Explosive nose with white flowers and pear. In the mouth it is soooo acid, with creamy texture, notes of green tea,  a full-bodied and warm aftertaste. Huge.

Vorberg Riserva 2009 – garrafa magnum. Do vinhedo Vorberg. Delicado, com aromas de mel, uvas em calda e um toque bem mineral. Na boca é fresco e estruturado, saboroso e cremoso. From Vorberg vineyard. Delicate, with aromas of honey, grape syrup and a touch of mineral. The palate is structured and fresh, tasty and creamy.

Vorberg Riserva 2006 – garrafa magnum. é bem maduro, com mel, baunilha e pêra em calda. Na boca é bem cremoso, tem menos acidez, é quente e ricão, seco e duro no final, que também é longo. It is very ripe, with honey, vanilla and pear in syrup. The palate is very creamy, it has less acidity, is warm and rich, dry and hard in the end, which is also long.

Vorberg Riserva 2004 – garrafa magnum. Nariz amanteigado, com cedro, é alcoólico e tem um toque mineral mais evidente. Na boca é super expressivo, muito saboros, longo e cremoso, com grande acidez. Buttery nose, with cedar, its more alcoholic and has a more evident   mineral touch. The palate is super impressive, very tasty, long and creamy, with great acidity.

Vorberg Riserva 1999 – garrafa magnum. Safra mais fria, o nariz é bem mineral, tem menos fruta e um toque tostado, com bastante álcool. Conforme ganha temperatura, lembra mais pedra de isqueiro e leveduras. Na boca é ácido, salgado, saboroso e bem tenso, apertado. Cooler harvest, the nose is more mineral,less fruity and a toasty touch, with plenty of alcohol. When it gets warmer, it resembles flint and yeasts. In the mouth it  is sour, salty, tasty and very “tense”, tight.

Terlano 1987 – aromas de cera de abelha, geléia de fruta cítrica e palha…na boca é muito seco e alcoólico, lembra um destilado envelhecido, whisky talvez. Tem um final longo e cítrico. Aromas of beeswax, citrus jelly and straw. In the mouth it is very dry and alcoholic, reminds me of aged distillate , maybe whiskey. It has a long and citric  finish.

Terlano 1959 – pé de moleque, casca de queijo, um toque de fermento velho, muito tostado, com notas de pedras quentes. Na boca é cremoso, muito intenso, retrogosto gigante, com notas de mel com própolis, mel, castanhas caramelizadas, grande estrutura, alcoólico e perfumado. Ficou horas evoluindo para notas mais minerais, meladas e tostadas. Caramelized walnuts, cheese bark, a touch of old yeast, very toasty with notes of warm stone. The palate is creamy, very intense, giant aftertaste, with notes of honey and propolis, caramelized nuts, great structure, alcohol and fragrant. It evolved for hours into more mineral notes, like caramel of brown sugar.

Garrafas mais antigas.Some of the oldest bottles. photo:kellerei-terlan.com. tks!

CHARDONNAY

Kreuth 2009 – do vinhedo do mesmo nome. Bem perfumado e limpo, com um toque floral. Na boca é delicado, cremoso e com um toque frutado saboroso. Um pouco de leveduras e álcool no retrogosto.From the vineyard of the same name. Very clean and perfumed with a floral touch. The palate is delicate, creamy and tasty with a  fruity touch. A bit of yeast and alcohol in the aftertaste.

Terlano 1998 – nariz discreto, com um toque cítrico e mineral, estilo Chablis. A safra teve clima fresco e percebe-se. Na boca tem acidez metálica, com grande estrutura, quadrado, “tenso”…Discrete nose with a hint of citrus and mineral, Chablis style. The vintage was cool and we can smell it.  Steely acidity in the mouth, with great structure, square structure, “tense”..

Terlano 1996 – nariz muito explosivo, perfumado, com muita fruta (maçã e pêssego) e baunilha. Na boca é fresco e equilibrado, com uma mistura de cremosidade e tensão. Very explosive nose, fragrant with lots of fruit (apple and peach) and vanilla. The palate is fresh and balanced with a blend of creaminess and tension.

Terlano 1994 – beeem mineral, com notas de giz e terra. Depois aparecem umas notas de manteiga e fruta, com pêssego branco. Na boca é redondo, liso, cremoso, fundido, longo e equilibrado. Exemplo incrível de como o tempo fez bem ao equilíbrio em boca deste vinho. Reeaaaly mineral, with hints of chalk and earth. Later come a few notes of butter and fruit, with white peach. The palate is round, smooth, creamy, melt, long and balanced. Incredible example of how time did well to the balance in the mouth this wine

SAUVIGNON BLANC

Quarz Terlano 2009 – Os Quarz são uma seleção de vinhas com mais de 50 anos de vinhedos com mais minerais de quartzo no solo. Os vinhos ficam em grandes barricas de carvalho usado, sobre as leveduras. Este é bem típico da Sauvignon em solo super mineral: grama cortada, aspargo, mas com um lado mais maduro. Na boca é muito ácido, tem muito sabor, muito extrato, mas tudo ainda muito arisco, falta que os elementos se fundam. The Quarz line is a selection of vineyards of over 50 years. They have more quartz minerals in the soil. They age in large used oak barrels, and rest on the yeast. The nose is typical of  Sauvignon in super mineral soils: cut grass, asparagus, but with a more mature side. The palate is very acid, has tons of flavor, very pointy still,some time in bottle and the elements will melt together. 

Quarz Terlano 2008 – bem diferente, aparecem mais as notas de leveduras e uns toques de pedra, de tostado, tudo bem mineral. Na boca tem um acidez absurda, como uma agulha no maxilar, achei que ele ia rachar no meio. Mas o vinho é bem saboroso, como uma limonada fresca. Tem anos pela frente. Quite different, there are more notes of yeast and touches of stone, something burnt, really mineral.  In  mouth has an incredible acidity , like sticking a needle  in the jaw, I thought my teeth were gonna break so pointy was the wine.  But the wine is very tasty like a fresh lemonade. It will last many years.

Quarz Terlano 2006 – bem perfumado e cítrico. Na boca é mais redondo, com uma textura doce, acidez mais fundida, bem frutado, só que um pouco mais curto.Very fragrant and citric. In mouth it is round,with a sweet texture, acidity more fused and fruity, just a little shorter.

Terlano 1991 – safra fresca, não é dos vinhedos de Quarz. O vinho é menos aromático , mais simples. Mas tem boa fruta em boca, parece que mordi um pêssego fresco, bem frutado. From a cool vintage, it is not from Quarz vineyards. The wine is less aromatic, simpler, but it has good fruit in the mouth, as if I’m bitting on fresh peaches. 

24 joias líquidas minerais...24 mineral liquid jewels.

TERLANER

O Terlaner é um corte típico da região, com uma base em média de 60% de Pinot bianco, 30% de Chardonnay e o resto de Sauvignon Blanc. Terlaner is a typical blend from the region, with approximately 60% Pino bianco, 30% Chardonnay e the rest Sauvignon blanc.

Nova Domus Riserva 2008 – Nova Domus é o nome de um castelo construído em no século XIII que fica no pico de uma montanha e se vê da vinícola. O vinho tem umas notas de leveduras, na boca é cremoso e, de novo, tem muita acidez, é frutado, com um final longo e picante. Nova Domus is the name of a castle built in the thirteenth century at the peak of a mountain and we can see it from the winery. The wine has a few notes of yeast in the mouth is creamy and, again, has a lot of acidity, is fruity, with a long and spicy finish.

Nova Domus Riserva 2005 – Garrafa magnum. Nariz mais cítrico, mas mais quente e alcoólico. Na boca é mais duro e tenso, com um final ainda pouco fundido, um pouco curto. Citric nose, but warmer, more alcoholic. In the mouth is hard and tense, with a finish little melted, a little short. 

Nova Domus Riserva 2003 – Garrafa magnum. Nariz mais perfumado, com toques florais e um pouco lácteo. Na boca é bem cremoso, tem ótima acidez, bem cremoso e tenso. Tem final seco, picante, lembra pimenta rosa e carvão. More perfumed nose with floral touches and a little milky. The palate is creamy and has great acidity. It has a dry finish, spicy, pink pepper and a touch of charcoal .

Nova Domus Riserva 1999 – Garrafa magnum. Amanteigado, tostado, com toques de baunilha, camomila e muito mineral. Buttery, toasty, with hints of vanilla, chamomile and very mineral.

Terlaner 1986 – safra equilibrada. Nariz com toques de pêssego grelhado, amanteigado e toques de pedra. Na boca é cremoso, frutado e fresco, longo e fundido. Nose with touches of peach grilled, buttery and touches of rock. The palate is creamy, fruity and fresh and long.

GEWURZTRAMINER

Lunare 2009 – bem floral, com notas de mel, tudo muito intenso. Na boca é cremoso, com grande acidez, uma leve doçura, um toque amargo que lembra café e um final alcoólico, lembra pedas queimadas no retrogosto. Super floral with notes of honey, all very intense. The palate is creamy, with great acidity, slightly  sweet, a bitter touch, like coffee and an alcoholic final , the aftertaste reminds me of something burnt, like stones.

PINOT NOIR

Montigl Riserva 2009 – bem floral, lembra rosas e violetas, muito perfumado. Boca delicada, redondo, cremosa, com boa acidez e final bem tânico. Super floral, roses and violets, very fragrant. Delicate mouth, round, creamy, with good acidity and good tannic end.

LAGREIN

Porphyr Riserva 2008 – bem frutado, com jaboticaba e pimenta do reino. Toques de carne e violeta. Na boca é fresco, cheio, frutado, absurdamente tânico, com final terroso. Fruity, with cassis and black  pepper. Meaty and violety. The palate is fresh, full, fruity,absurdly tannic , with an earthy end.

Porphyr Riserva 2002 – notas de frutinhas vermelhas, como cereja e também uma nota de carne, presunto cru, com aromas mais abertos. Na boca é fresco, frutado, mais tânico, muito duro e seco, com pimenta do reino e tostado no final, mas com bastante fruta. Notes of red berries like cherries and also meaty, like jamón, more intense. The palate is fresh, fruity, more tannic, very hard and dry, with black pepper and something roasted in the end, but with enough fruit.

Usando tecnologia para melhorar a comunicação

29 de outubro de 2011

Aqui está um vídeo da palestra de Ryan Opaz sobre todas as ferramentas disponíveis na internet hoje em dia, para que você tenha um blog mais atraente e divulgue com mais eficácia. Se você ainda não sabe ou não entendeu bem pra que servem e o que é twitter, facebook, tumblr, posterous, youtube, qik,vimeo, etc, mas quer publicar on line, vale assistir

Este é seu vídeo. Ah, sim, sinto muito, mas está em inglês.

Storytelling Technology w/Ryan Opaz from Vrazon on Vimeo.

EWBC – Chianti Classico – Castelo di Brolio

24 de outubro de 2011

Brolio - Ricasoli. photo: magnus reuterdahl

“Brolio é um lugar mágico”. Com esta frase, ninguém menos que o Barão, Francesco Ricasoli nos recebeu em sua vinícola. E, logo depois da afirmação, muitas perguntas, mostrando grande curiosidade em conhecer os bloggers ali presentes. Fez perguntas como por que escrevemos (porque gostamos de comunicar nossas experiências), por que não escrevemos nas mídias convencionais (por que elas são locais e limitadas) quais de nós vivemos do vinho (a maioria são amadores, outros profissionais da área), enfim, deixou clara a abertura e curiosidade que a casa tem com as novas formas de comunicação. Ele e o viticultor Massimiliano Biagi explicaram em detalhes seus solos, suas diferenças, pois estão desenvolvendo várias pesquisas, num trabalho bem forte de localização de diferentes terroirs , separando os vinhedos em pequenas parcelas, tentando reconhecer seu caráter, praticamente num estilo bourguignon.

“Brolio is a magical place.” With this sentence, none other than Baron Francesco Ricasoli hosted us, bloggers, in his winery. Immediately after the statement, he asked many questions, showing great curiosity to get to know the bloggers in attendance. He asked questions like “why do you write” (because we like to communicate our experience), “why not write in conventional media” (because they are local and limited), which of us made a living out of wine (some are amateurs, others professionals), etc etc showing us some openness and curiosity that he and his  house have with the new ways of communication. He and Massimiliano Biagi. viticulturist,  explained their soils and their  differences in details . They have been doing  very indepth research work on the localization of different terroirs, separating the vineyards into small plots, trying to recognize their character, in an almost bourguignon style.

O Barão, o viticultor e seus vinhedos

O Castelo di Brolio é uma propriedade antiqüíssima, construída no século XI, destruída e reconstruída várias vezes porque fica bem no meio do caminho entre Firenze e Siena que, como contei em outro post, viviam brigando pela fronteira. O Bettino Ricasoli, que foi proprietário e viveu no século XIX no Castelo, era um grande estudioso da natureza, viticultura e enologia. Eu conheci o quarto de estudos dele, não se pode tirar fotos ali, mas há uma escrivaninha antiga cheia de livros (a maioria em francês, pois era onde já havia mais pesquisa) e, depois de muitos anos de estudo, criou o que ele considerava ser a fórmula ideal para Chianti Classico.

Castelo di Brolio is a very ancient property, built in the eleventh century, destroyed and rebuilt several times because it is mid- way between Florence and Sien and they were fighting all the time to define their border.  Bettino Ricasoli, who owned and lived on the property in the  nineteenth century was a great student of nature, viticulture and enology. I  visited his  room of studies, we were not allowed to take pictures in there, but we could see his antique desk full of books (mostly in French, because it was where there was more research). After many years of study, he created what he  considered to be the ideal formula for Chianti Classico.

Tem uma carta dele, de 1872, onde já menciona a importância da Sangiovese como uva principal e sugere, por exemplo, que a uva branca malvasia  é desnecessária (só tiraram as uvas brancas do corte definitivamente em 2006). Que interessante, leiam: Eu verifiquei os resultados dos primeiros experimentos, ou seja, que o vinho recebe a maior parte de seu aroma da Sangioveto (que é meu objetivo particular), bem como um certo vigor no gosto. O Canajuolo dá uma doçura que tempera a dureza do  primeiro, sem tirar qualquer um de seus aromas.Embora tenha um aroma muito próprio, o Malvagia, que provavelmente poderia ser omitida para os vinhos de guarda, tende a diluir o vinho feito de uvas dos dois primeiros, mas aumenta o sabor e torna o vinho mais leve e mais prontamente adequada para o consumo diário … “

There is a letter from him in 1872, where he already mentions  the importance of  the Sangiovese grape as main variety and mentions, for exemple that the white grape Malvasia is unnecessary  ( it was only definitely banned from the Chianti Classico blend in 2006). It is very interesting: “… I verified the results of the early experiments, that is, that the wine receives most of its aroma from the Sangioveto (which is my particular aim) as well as a certain vigour in taste; the Canajuolo gives it a sweetness which tempers the harshness of the former without taking away any of its aroma, though it has an aroma all of its own; the Malvagia, which could probably be omitted for wines for laying down, tends to dilute the wine made from the first two grapes, but increases the taste and makes the wine lighter and more readily suitable for daily consumption … “

Bem, como disse, quem nos recebeu foi Francesco, o 32º Barão de Brolio. O  castelo é a maior propriedade particular de Chianti Classico. Eles estão sobre solos bem variados, de 250 a 500 metros de altitude. Alguns vinhedos estão sobre Arenito ( onde não tem calcário) e outros sobre o clássico galestro. Montemorelo é um vinhedo perto de Firenze onde há um limestone diferente chamado alberese e nos vinhedos mais ao sul é aluvial com mais argila, portanto mais fresco. Perto dos rios mais a sudoeste, os solos são dejetos de rolamentos de avalanches antiqüíssimas e o resultado é um solo muito mineral.

Well, as I said, we were welcomed by Francesco, the 32nd Baron Brolio. The Castelo is the largest privately owned property in Chianti Classico region . They are on soils that range  from 250 to 500 meters. Some vineyards are on Sandstone (where there is almost no limestone) and others on the classic galestro. Montemorelos is a vineyard near Florence where there is a different limestone called Alberese and vineyards to the south have more alluvial clay, sot it is therefore cooler. Near the rivers  southwest of the region, the  soil has pieces of soils brought by avalanches millions of years ago, the result is a very ancient and very mineral soil.
Em termos de vinificação, tudo simples, fermentações um pouco mais frescas que o normal na região , 25-28 graus. Eles vêm testando com produtores de barricas qual é melhor para Sangiovese, qual é menos invasiva e que deixa evidente a expressão uva-solo.

Em geral os vinhos são musculosos por aqui, como as paredes do castelo. Densos, duros, precisam de horas para se abrirem, principalmente se forem muito jovens, como foi o caso aqui.

In terms of winemaking, all simple, fermentation processes a little cooler than normal in the region, 25-28 degrees. They have been experimenting with producers of barrels to find out  which is best for Sangiovese, which type of wood and barrique is less invasive and allows the best “grape-soil” expression.
In general the wines here are muscular, like the walls of the castle. Dense, hard,  need hours to open up, especially if they’re very young, as  was the case here.

Os musculosos vinhos de Brolio

BROLIO 2009

Nariz com um toque animal, bastante madeira e álcool. Com um pouco de oxigenação vai ficando mais frutado, a Sangiovese mais evidente, mas ainda predomina a baunilha, mesmo que delicada. A boca é cheia e com boa acidez, mas o meio de boca não é saboroso. O final é quente, um pouco agressivo, mas os taninos são finos. On the nose it has a  leathery type of smell, a lot of oak and alcohol. With a bit of oxygenation it becomes more fruity, the Sangiovese becomes more evident  but the vanilla touch still predominates, even though it’s delicate. The mouth is full, it has lots of good acidity, but the middle of mouth is a little tight, not too tasty. The finish is warm, a little aggressive, but the tannins are of  fine quality.

ROCCA GUICCIARDA 2008

Nariz muito alcoólico, aromas queimados, café torrado. Só abriu para um pouco mais de toffee, um toque de baunilha, mas o nariz predominante era queimado. Na boca, muito tânico, muito cheio, saboroso, com uma quantidade de taninos incrível, mas absurdamente finos. Ainda falta fundir tudo, a boca está um pouco desconexa, apesar de mostrar qualidade e estar tudo ainda meio tenso. Very alcoholic on the nose, toasty aromas, roasted coffee. Only opened for a little more toffee, a touch of vanilla, but the aroma was predominantly toasted. On the palate it is very tannic, very full, flavorful, with a huge amount of tannins, but incredibly thin. Still missing roundness, the mouth is a bit disjointed, despite its good quality, it is still a bit tense.

CASALFERRO 2008 – IGT Toscana. Produzem este vinho desde 1993. Passaram a engarrafar vinhos de vinhedos únicos. Este foi plantado em 1996, sobre limestone, 400-420 metros. É uma porção de um vinhedo maior de 20 hectares. Era um corte de Sangiovese com Merlot e desde 2007 passou a ser puro merlot, pois acharam que o merlot expressava bem a mineralidade do solo, mais do que apenas os aromas varietais da uva. They have  produced this wine since 1993, when they started bottling wines from single vineyards. This was planted in 1996 on limestone,at  400-420 metres. It is a smaller portion of a larger 20 hectares vineyard. It used to be a blend of Sangiovese with Merlot but since 2007 it has become pure merlot. They think that the Merlot in this area expresses the minerality of the soil well , more than just the grape varietal aromas.

E, realmente, eu pude sentir aquilo no aroma. Explico. Eu tinha estado a manhã inteira passeando no castelo, pegando naquelas pedras do chão, cheirando. É m hábito meu comum, que a maioria das pessoas acha estanho. Bem, quando degustei o vinho, dava para sentir exatamente os cheiros que senti naquele solo, aquele mineral no vinho, com um toque floral, lembrando algo de talco. Quando perguntei para  Massimiliano se o que eu sentia estava certo, ele me disse que era isso mesmo que ele buscava nos vinhos e que as pedras que peguei eram próximas daquele vinhedo. Em suma, além do mineral de toque floral de violeta no nariz, na boca é delicado, frutado, cremoso, super saboroso, com sabor de cereja e um finalzinho picante gostoso.

And really, I could feel it in the aroma. I’ll explain. I had been walking all morning in the castle, taking those stones on the ground, sniffing them . Is it a common habit of mine that most people find strange. Well, when I tasted the wine, I could feel exactly the smells that I felt in that soil, that mineral wine with a floral touch, something resembling talcum powder. When I asked Massimiliano if what I felt was right, he told me it was just what he was looking for in the wines and the stones that I picked up were near that vineyard. In short, besides the mineral, a floral touch of violet on the nose, the mouth is delicate, fruity, creamy, super tasty, flavored with spicy cherry and a spicy end.

Castello di Brolio é o Grand cru deles. A ideia é produzir um vinho ao estilo da vinícola: estrutura, elegância e força.  É  um vinho feito com as melhores uvas da safra, tudo é feito separado, vinificado, envelhecido mais ou menos 1,5ano depois da colheita decidem qual será o corte. Aí fica mais um ano mais ou menos na garrafa. Só produzido em grandes safras. Por exemplo, 2002 não produziram e em 2003 apenas pequena quantidade.  Enfim, um estilo bem peculiar e musculoso. Para quem gosta do estilo.

Castello di Brolio is their Grand cru. The idea is to produce a wine with the house style: structured, elegant and with lots of strength. It is a wine made with the best grapes of the harvest, everything is done separately: vinification, ageing (which is about 1.5 years after harvest) and then they decide what will go in the blend. Then it stays  another year or so in bottle. Only produced in great vintages. For example, 2002 they didn’t produce. 2003  produced only a small amount. Finally,the wine has a very distinctive and muscular style  For those who like the style.

CASTELLO DI BROLIO 2008

Bem parecidas as duas safras. Este está tostado e alcoólico, lembra pimenta do reino no começo. Vai aparecendo a fruta aos poucos, precisa de bastante oxigênio para a abrir. Na boca, tem cremosidade, taninos muito apertados, acidez nervosa, o álcool ainda não está fundido. Um bom tempo em garrafa deve fundir os elementos. Muito jovem, ainda.  This has a  roasted and alcoholic smell, reminds me of black pepper in the beginning. The fruit comes out slowly, needs a lot of oxygen to open up to fruit. In the mouth it is creamy, tight tannins, nervous acidity,  alcohol is not yet well rounded. Maybe with some time in the bottle should melt in all the elements. Still very young.

CASTELLO DI BROLIO 2005

Um pouco mais aberto, com notas de marrom glacê, pão torrado e licor de cereja. Também abre para mais fruta com a oxigenação. Precisa de muita aeração para se mostrar. Na boca tem boa acidez, é muito cheio, rico, alcoólico, taninos finos, final fundido, sequinho (com muito sabor) e álcool perfumado com retorgosto cheio de notas tostadas. A little more open, with notes of marron glace,  toasted bread and cherry liqueur. Also opens to more fruit with oxygenation. It needs lots of oxygen to open. The palate has good acidity, is very full, rich, alcoholic, fine tannins, the final is round, crisp (with lots of flavor) and alcoholic aftertaste, full of perfume and toasty notes.

EWBC – Trentino Alto Adige – Tramin Cantina

23 de outubro de 2011

Vinícola TRAMINER (site)

Da cidade de Brescia, na Lombardia,onde ficamos para o European wine bloggers Conference, subimos em direção ao Trentino-Alto Adige, precisamente para a cidade de Tramina. Produtores locais nos contam que o nome Gewurztraminer significa “uva aromática da região de Tramina”. Não há nenhuma documentação oficial de que a uva seja daqui, mas, de todas as maneiras, a uva é icônica na região.

 
From the city of Brescia, in Lombardy, where we stayed for the European Wine Bloggers Conference, we went up into the Trentino-Alto Adige, precisely  to the city of Traminer. Local producers tell us that the name  Gewurztraminer means ‘aromatic grape  from Traminer region”. There is no official documentation that the grape is from here, but in every way, the grape is iconic in the region.

Traminer é uma vinícola que trabalha em um sistema de cooperativa bastante interessante. Na verdade, todos os colaboradores, 170 famílias, aproximadamente 250 pessoas, são investidores. Eles põem seu dinheiro na empresa e participam dos projetos, que incluem treinamento para melhoria do cultivo, enologia, entre outros temas. Isto faz com que se comprometam com a empresa, sintam-se parte dela. Vendem suas uvas para a empresa que, por sua vez,  garante produzir grandes vinhos aplicando as melhores técnicas enológicas e viticulturais, posiciando os vinhos, depois, no mercado. Os produtores que trabalham melhor e garantem a qualidade das uvas, recebem mais por isso.

Traminer is a winery that works in a very interesting cooperative system . In fact, all colaborators , 170 families, about 250 people, are investors. They put their money in the company and participate in projects that include, training to improve the cultivation, enology, among other topics. This makes them more  committed with the company, and they feel  part of it. They sell their grapes to the company, which in turn ensures production of great wines by applying the best enology and viticulture techniques , and  position the wines well in the market. The producers that work best and ensure the quality of the grapes receive more for it.

Para se ter uma idéia, um hectare de vinha pode ser comprado de 6 a 35 mil euros, dependendo da qualidade.  Alguns dos vinhedos estão em biodinâmica, uma pequena porcentagem, mais experimental que outra coisa. Meus colegas bloggers europeus, principalmente mais do norte da Europa, faziam perguntas obcecadas sobre cultivo orgânico e biodinâmico, deixando evidente uma espécie de curiosidade febril. Mas, o que fica evidente em ambientes como esta região, é que falar em “orgânico” é secundário pelo fato de que sempre trabalharam em bastante sintonia com a natureza, usando métodos pouco invasivos de tratamento de doenças do vinhedo.

To get an idea, a hectare of vines can be purchased from 6 to 35 thousand euros, depending on quality. Some of the vineyards are biodynamic, a small percentage, more experimental than anything else. My fellow European bloggers , especially the ones from further north, were obsessed with questions about organic and biodynamic farming, making it  a sort of feverish curiosity. But what is evident in environments such as this region is that talking about “organic” is secondary due to the fact that it seems that they always worked well  with a respect for nature, using  invasive methods minimally for  treatment of diseases of the vineyard.

Vinhedos da Tramin

Trabalham várias uvas brancas, mas a Gewurztraminer é uva icônica da vinícola, dando vinhos cheios de expressão e mineralidade. Os vinhedos estão perto dos Alpes, e de algumas regiões vemos  seus picos. O solo vulcânico com dolomita, com bastante calcário, algo de argila, com zonas com mais sílica. Nas partes mais baixas, mais aluviões. E, nas planícies, apenas se plantam maçãs. O clima é bem continental, absurdamente seco e ensolarado (90% da região tem sistema de irrigação, usado apenas em caso de emergência no verão). O vento Ora sopra o ano todo, na primavera vem morno do sul e no verão tempera a região.

They work several white grape varieties, but the Gewurztraminer grape is iconic to the winery, making wines full of expression and minerality. The vineyards are near the Alps, and in some regions we can see its peaks. The volcanic soil with dolomite, has plenty of limestone, some clay, with areas with more silica. In the lower parts, there is more aluvial soils. And on the plains, they only grow apples. The climate is continental, absurdly dry and sunny (90% of the region has irrigation system, used only in case of emrgency in summer).  The “Ora” wind blows all year round, in the spring it is warm and in the summer it makes the region less hot.

Pudemos degustar uma gama gigantesca desta vinícola que, além de fazer um trabalho revolucionário em termos de cooperativa, é lindíssima na arquitetura que privilegia a paisagem local. Ela é toda de vidros de onde, pelo lado de dentro podemos apreciar toda a beleza do ambiente externo. Enfim, fomos recebidos pelo responsável pela comunicação e pelo enólogo, Willi Sturz,  enólogo, eleito  melhor enólogo da Itália pelo Gambero Rosso, mais importante publicação italiana sobre vinhos. Foi uma super degustação de 20 vinhos pra lá de expressivos.

We were able to taste a huge range of wine that, in addition to a revolutionary work in a cooperative, has this beautiful architecture that favors the local landscape. From its big windows in the inside we can appreciate the beauty of the external environment. Finally, we were hosted by the the person responsible for the communication and the winemaker, Willi Sturz, named best winemaker in Italy by Gambero Rosso, the most important publication on Italian wines. It was a super tasting of 20 wines incredibly expressive.

O enólogo Willi Sturz (esquerda) e a paisagem ao fundo

  1. “T – Bianco” 2010: discreto, com um toque de pêra em calda. Na boca é sequinho e cremoso, com bom frescor, mas bem simples. Discrete, with a touch of pear in syrup. The palate is crisp and creamy, with good freshness, but very simple.
  1. Pinot Grigio 2010: bem delicado, com notas de maçã e algo floral e um toque mineral. Na boca é simples, quase diluído, um finalzinho quente, apesar de ser fácil de tomar. Very delicate, with notes of apple and a touch of something floral and mineral. In the mouth is simple, almost diluted, a  very hot end, despite being easy to drink.
  2. Moriz Pinot bianco 2010: . Moriz é uma referência a Santo Maurizio, patrono da região. Pinot bianco é uma uva muito tomada localmente. O vinho tem nariz mais neutro, com um toque defumado, tostado, algo de cal e um pouco de fruta, de pêra. Na boca é bem cítrico, com pouca acidez, boa cremosidade. Moriz is a reference to St. Maurizio, patron of the region. Pinot Bianco wines are  very consummed locally. The wine has a more neutral nose, with a touch of smoky, toasty, limestone smell  and something a little fruity, like  pear. The palate is quite citric, low acidity, good creaminess.
  3. Gewurztraminer 2010: nariz bem típico de rosa branca, mas com um toque alcoólico, lembra um cognac, com um toque de leveduras. Na boca é cremoso e saboroso, cheio, com um finalzinho seco e amargo, mas elegante. Typical white roses nose , but with an alcoholicside , resembles a cognac and has a touch of yeast. The palate is creamy and tasty, full,  ends with a dry and bitter taste, but it’s elegant.

Stoan (significa pedra no dialeto local). É um corte de uvas, basicamente Chardonnay, com um pouco de Sauvignon Blanc, Pinot Blanc e Gewurztraminer. A idéia é dar uma noção do solo que é bem mineral. Eles fermentam o vinho em tanques e deixam sobre as leveduras até maio do ano seguinte à colheita. Stoan (meaning stone in the local dialect). It is a blend of wines, mostly Chardonnay with a bit of Sauvignon Blanc, Pinot Blanc and Gewurztraminer. The idea is to give a sense of how mineral the soil is . They ferment the wine in tanks on the yeast and leave it until May of the year following the harvest.

5. 2010: é bem queimado, com cheiro de pedra e flores brancas secas. Tem toques frutados e sente-se bem as leveduras. Na boca é fresco, muito saboroso, com retrogosto tostado, lembra pedras quentes, com bastante estrutura em boca, final quente e longo com toques de mel e leveduras. Smells toasty, and has a touch of stones and dry white flowers. It has a fruity touch and we can smell the yeasts. The palate is fresh, very tasty with roasted aftertaste reminders of hot stones, with enough structure in mouth, long and hot ending and  with a touch of honey and yeast.

6. 2006: é o mais exótico e expressivo, com aromas de geléia de laranja, um pouco de areia. Quando ganha temperatura, mostra mais o tostado e uma nota exótica de abacaxi com coco. Na boca é muito fresco e frutado, é bem firme e estruturado, cremoso, mas fino, com um final crocante, longo, lembra café e tem força alcoólica. It’s the most exotic and expressive, with aromas of orange marmalade, and a smell of sand. When it gets wramer, shows a more exotic and  toasty note, also  pineapple with coconut. The palate is fresh and fruity, and is tightly structured, creamy but fine, very crisp, long, and reminds me of coffee, with  alcoholic strength at the end.

7. 2004: um pouco mais fechado, com notas de cera de mel e pêra em calda. Na boca é bem cremoso com ótima acidez, toque doce, também tem uma nota amarga e o final é mais quente. Apesar de ser maior em boca, é mais curto. A little more closed in aromas, with notes of honey wax and pears in syrup. The palate is creamy with great acidity, sweet touch also has a sour note and the end is hotter. Despite being fuller in the mouth, is shorter.

Unterebner Pinot Grigio.  É um vinhedo bem alto, fresco, com rendimentos baixíssimos, colheita de uvas bem maduras, quase a ponto de colheita tardia. Unterebner Pinot Grigio. This vineyard is higher, fresher,producing very low yields, harvesting very ripe, almost late harvest type of grapes.

8. 2010: super expressivo no nariz, com notas de mel, manteiga, e fruta amarela muito madura. Na boca é cheio, amanteigado, estruturado, muito saboroso, com toques de levedura e mel no retrogosto. 2010: super expressive nose, with notes of honey, butter, and very ripe yellow fruit. The palate is full, buttery, structured, very flavorful, with hints of yeast and honey in the aftertaste.

9. 2002: uma safra que foi péssima na maior parte da Itália, aqui foi ótima. Nariz super tostado, com notas de laranja, um toque mineral que lembrava diesel, folha pisada, me pareceu um pouco de alface…  Na boca é bem fresco, bem defumado, tem um pouco gosto de fermento, parece a casca de um brie, com final frutado e seco, uma nota amarga gostosa e retrogosto perfumado, com nota de brioche e alcoólico. 2002. A harvest that was bad in most of Italy, here was great. Super toasty nose, with notes of orange, a touch of mineral that reminded me of  diesel, bruised leaf, maybe something a bit like lettuce … The palate is very fresh and smoked, has a little taste of yeast, it seems like the skin of  brie cheese, with fruity, dry bitter note, a hot and perfumed aftertaste with notes of brioche and alcohol.

10. Montan Sauvignon Blanc 2010: bem exótico no nariz, com nota de maracujá e um toque animal e de leveduras. Na boca é cremoso, com pouca acidez, mas fresco, delicado. Apesar de não ter muito meio de boca, o final bem seco e perfumado, com notas torradinhas e de maracujá. Very exotic nose, with notes of passion fruit and an animal and yeasty  touch .The palate is creamy, low-acidity, yet fresh and delicate. Despite not having much intensity in the mouth, the end is very dry and fragrant, with notes of passion fruit and toast.

Nussabaumer Gewurztramineré uma linha de alguns vinhedos que têm bastante mineralidade. Em boca são todos cremosos e frutados, com um toquezinho de açúcar residual bem delicado.  Quando são jovens, a tipicidade de uva fica mais evidente, mas com os anos em garrafa, e são vinhos que envelhecem super bem, a mineralidade vai aparecendo.Pudemos comprovar isto na degustação.

Nussabaumer Gewurztraminer is a line of wines made  from some vineyards with lots of minerality. In mouth they are all creamy and fruity with a touch of residual sugar and very delicate. When they are young, the typical grape is more evident, but over the years in the bottle (and these are wines that age very well) the minerality gets more evident on nose.We could taste this in the wines.

11. 2010: super rosa branca, típico. Na boca é levemente doce, bem frutado, com um toque de levedura e mel, final muito longo, perfumado, com um leve toque tostado. Typical white roses nose. The palate is slightly sweet and fruity with a touch of yeast and honey, very long end, fragrant,  with a light toasty touch.

12.2009: bem floral também, só que menos delicado, mais alcoólico e mais frutado. Na boca é muito exuberante, toques de manga, final quente, perfumado, longo e amargo gostoso. Also very floral, but less delicate, more alcoholic and more fruity. The palate is very exhuberant, with touches of mango, hot, fragrant, long and bitter end, very tasty.

13.2006: mais fechado, vai abrindo com notas de manga, mas sempre discreto. Este falta um pouco de acidez, tem um toque alcoólico no final, lembra um whisky, algo de milho, num estilo mais secão. More of a closed smell, opens with little notes of mango, but always discreet. It lacks a little acidity, with a touch of alcohol in the end, resembling a whiskey, something of corn, in a more dry style end.

14.2003: nariz mais verde e fresco, com um toque de maracujá, um pouco de areia e pedra quente. Na boca é super equilibrado, rechonchudo, final bem estruturado, com tudo bem fundido. Greener and fresher nose , with a touch of passion fruit,  sand and hot stone. The palate is super balanced, creamy, with a well-structured end, with everything well rounded.

15. 2000: muito mineral, com notas de pedra quente, molhada, um toque animal impressionante, na boca é bem delicado, final com acidez e álcool integrados, mas já um pouco mais curto. Very mineral, with notes of wet, warm stone,  an impressive animal touch. The mouth is very delicate, final with integrated acidity and alcohol, but  slightly shorter than the others.

Onde os tintos descansam...

16. Maglen Pinot noir.De dois vinhedos pequenos que somam uns 3 hectares no total. O 2008 é bem mineral, com notas de giz, um cheiro de sal e baunilha. Estranho. Na boca é tânico e um pouco magro, com finalzinho que lembra aniz. From two small vineyards that total about 3 hectares. The 2008 is quite mineral, with notes of chalk, a smell of salt and vanilla. Strange. The palate is a bit thin and tannic, with a end that resembles anise.

17. Urgba Lagrein 2008: feito com a uva local Lagrein, que dá muita matéria colorante, com vinho lindíssimos, mas não é tão potente quanto o olho pode sugerir. Este vem de vinhas com mais de cem anos sobre um solo bem profundo e arenoso. O nariz é bem frutado, com muuuuita jaboticaba e um toque de baunilha. Na boca tem uma textura doce, taninos finos, mas bem presentes e em grande quantidade. Apesar de o vinho ser cremoso, o final é secão. Made with the local grape Lagrein, which gives it lots of  deep colour, beautiful wine, but not as powerful in mouth as the eye can suggest. This comes from vineyards of more than one hundred years on a very deep, sandy soil. The nose is very fruity, with lots of black fruits and a touch of vanilla. The palate has a sweet texture, fine tannins, but very present in large quantities. Although the wine is creamy, the end is very dry

Terminum Gewurztraminer. É colheita tardia, sem ataque de botritis, de um vinhedo bem pequeno, logo em frente à vinícola, que forma uma espécie de bacia, onde o vento Ora não bate e as uvas podem secar sem a umidade. Não é algo comumente produzido aqui, é mais experimental. It’s a late harvest, with no attack of botrytis, from a very small vineyard, just outside the winery, which forms a sort of basin, where the wind ORA does not hit and the grapes can dry without moisture. It is not something commonly produced here, it is more experimental.

2009 é super frutado, com notas de manga e leveduras que encontramos também em boca. Apesar de faltar acidez, é fresco, super longo, com toda a fruta e um retrogosto de nozes caramelizadas delicioso. It is super fruity, with hints of mango and yeasts that I also found in the mouth. Despite missing acidity it is fresh, super long, with all the fruit and a delicious aftertaste of candied walnuts. O 2006 tem um aroma de resina, cera de mel e um pouco de fruta. Na boca é mais fresco, também frutado e cremoso, com álcool bem integrado, cheio de aromas de fruta. The 2006 has a smell of resin, wax, honey and some fruit. The palate is fresher also fruity and creamy with well integrated alcohol, full of fruit aroma.

EWBC – Chianti Classico

20 de outubro de 2011

Marco Pallanti, pres. Consorzio Chianti Classico e enólogo a Castello di Ama

(to read in English, please scroll down)

Cheguei com o grupo dos European Wine Bloggers na região de Chianti Classico e fomos recebidos no monastério de Santa Maria al Prato que acaba de ser reformado pelo consorzio de Chianti Classico para ser a sede dele. Fomos recebidos por Silvia Fiorentini, responsável pela comunicação e pelo presidente do consorzio, Marco Pallanti que resumiu bem Chianti Classico. “hoje há ótimos vinhos no mundo todo. Mas mais do que ser um bom vinho, precisamos nos perguntar: o vinho tem alma? Ele conta, com seus aromas e sabores, de onde vem, a cultura de onde vem?” A resposta é que Chianti Classico tem uma riqueza enorme de microclimas que dão uma variedade de estilos interessantíssimos, sempre mantendo algo em comum entre eles, o frescor dos solos de Galestro, o perfume da Sangiovese, tão sensível às mudanças de solos, mas sempre com frutas e, quando temos um bom exemplar, um pouco de flores…

I arrived with the group of European Wine Bloggers in the region of Chianti Classico and were greeted at the monastery of Santa Maria al Prato, that has just been renovated by the Consorzio Chianti Classico to be its headquarters. We were greeted by Silvia Fiorentini, responsible for communication and the president of the Consorzio,  Marco Pallanti that defined Chianti Classico well. “Today there are great wines in the world. But more than being a good wine, we must ask ourselves: Does the wine have a soul? He says, with aromas and flavors, from where it comes and the culture from where it comes ? ” 
The answer is that Chianti Classico has a great variety of microclimates that give it a very interesting variety of styles, always keeping something in common between them, the freshness Galestro of soil, the scent of the Sangiovese, so sensitive to changes in soil, but always with fruit, and when we have a good bottle, some flowers …

A região de Chianti Classico foi definitivamente separada da bem maior região de Chianti em 1996. Elas são bem diferentes, até porque aqui é consideravelmente menor, os solos são mais definidos, apesar de bem variados. Há um calcário em camadas, que se quebra facilmente, conhecido com Galestro, um arenito azulado chamado Macigno, e argila, em quantidades variadas. Os vinhedos estão em altitudes que vão de 300 a 600 metros de altitude. Desde os anos 80, com o projeto Chianti Classico 2000, os produtores investem em pesquisa para melhorar a qualidade geral do vinho. Assim, uma seleção de 7 clones de Sangiovese vêm sendo plantadas dependendo do micro clima. De todas as maneiras, a lei da DOCG obriga que todo Chianti Classico tenha pelo menos 80% Sangiovese.

The region of Chianti Classico was finally separated from the much larger region of Chianti in 1996. They are quite different, because here it is considerably smaller, soils are more defined, although very varied. There is a type of limestone soil that is all layered, which breaks easily, known as Galestro, a bluestone called Macigno, and clay in varying amounts. The vineyards are at altitudes ranging from 300 to 600 meters. Since the 80’s, with the project Chianti Classico 2000, producers invest in research to improve the overall quality of wine. Thus, a selection of seven clones of Sangiovese are being planted depending on the microclimate. In every way, the law requires that all of DOCG Chianti Classico has at least 80% Sangiovese.

Antigamente uvas brancas eram autorizadas, como até hoje é na região do Chianti, mas desde 2006 é totalmente proibido. Apenas, como uvas complementares, Colorino (cada vez mais em voga) e Canaiolo, uma muito antiga e tradicional variedade. Vi bastante vinhos com Malvasia nera, que vem sendo replantada dentre as complementares. Tomamos vinhos de várias regiões diferentes espalhadas dentro da região e os estilos variam bastante. As safras de 2007 e 2009 foram excepcionais, a de 2008 mais simples e os vinhos estão mais prontos. Este ano, 2011, foi extremamente quente e os vinhedos mais frescos, em altitude terão provavelmente mais equilíbrio e potencial de envelhecimento por causa da acidez melhor.

Previously white grapes were  authorized, as today it is in the broader Chianti region, but since 2006 it is strictly prohibited. As complementary grapes, Colorino (increasingly in vogue) and Canaiolo, a very old and traditional variety. I saw many wines with Malvasia nera, which has been replanted among other complementary varieties . We had different wines from various regions within the region and the styles vary greatly. The vintages of 2007 and 2009 were exceptional, 2008 was more simple, and the good thing about it is that wines are more ready. This year, 2011, was extremely hot and the coolest vineyards in altitude will probably have more balance and aging potential because of the better  acidity.

Só como curiosidade, o símbolo do Consorzio, o galo negro, vem de uma história interessante de quando Florença e Siena brigavam pela fronteira. Para decidir a fronteira de maneira pacífica, 2 cavaleiros sairiam pela manhã, com o cantar dos galos e cavalgariam até se encontrarem e ali seria a fronteira. Siena, muito rica e poderosa, pegou uma grande galo, gordo, de porte e branco para cantar para o cavaleiro. O florentinos, mais espertos, pegaram um galo negro e o deixaram numa gaiola alguns dias sem comer. Assim, no dia combinado o galo negro acordou mais cedo e cantou muito forte porque tinha fome. O cavaleiro saiu antes e ganhou muito mais espaço para a fronteira, por isso a fronteira está a apenas 12 quilometros de Siena. Fica aí a curiosidade.

Just out of curiosity, the symbol of the Consorzio, the black rooster, comes from an interesting story of when Florence and Siena fought over the border. They decided to fight for the border peacefully. So the deal was that two knights would leave in the morning when the roosters sang and they should ride until they met. And so there would be the border. Siena, very rich and powerful, got a big white rooster, fat and strong to sing for their knight. The Florentines, smarter, took a little black  rooster, put it in a cage and left it a few days without eating. Thus, on the combined day, the black cock woke up a lot earlier and sang very strong because he was hungry. So that knight from Firenze, that woke up earlier and started riding earlier, covered ​​a lot more space to the border, so the border is just 12 km from Siena. There is this curiosity.

E, alguns bons vinhos degustados.

Chianti Classico.....

1.VILLA DEL CIGLIANO – San Sasciano Val di Pesa 0 2009,(com canaiolo e colorino 10% cada). Região norte, , perto de Florença. Alcoólico. Torrado leve, cereja no álcool, ainda fechado, vai abrindo, ficando mais frutado e brilhante, com notas de suco de fruta. Na boca é tânico, cheio, ainda apertado, bom extrato, bem seco. comprimento médio, final tânico.

Northern region, near Florence. Alcoholic, lightly roasted, reminds me of cherry in alcohol, still closed, but opens slowly,  becoming more fruity and bright, with notes of red fruit juice. The palate is tannic, full, yet tight, good extract and dry. medium length, tannic  final.

2.PODERE DI CASTELLINUZZA – 95% Sangiovese + canaiolo. Todo fermentado em tanques de cimento. Greve in Chianti – 2009. Super frutado, explosivo, bala de morango, super divertido. Boca mais mole e fresca, cremoso, mais fundido, ainda bem tânico, bem ácido, final um pouco mais longo, alcoólico e bem frutado.

All fermented in cement tanks. Greve in Chianti – 2009. Super fruity, explosive, strawberry candy, super fun. Palate softer and fresh, creamy, deeper, and still tannic and acidic, late a little longer, and alcoholic and fruity.

3.TENUTA DI CAPRAIA  RISERVA – 2008 – Castellina in Chianti, mais ao sul, perto de Siena. Altitude de 300 m. Puro sangiovese. Envelhecimento (ou comoe eles preferem: amadurecimento) em barricas francesas, 8 meses.Pequeno rendimento para o padrão da região: 5mil plantas hac. 1kg por planta. Boa mistura de fruta e Madeira. Cereja, toques tostados, bem brilhante, toque alcaçuz, canela, baunilha. Boca delicada, fundida, ótima fruta, redonda, fresco, bem tânico, ainda duro e alcoólico, mas belo extrato, com finalzinho de cereja amarga. Guloso, suculento.

Further south, near Siena. Altitude of 300 m. Pure sangiovese. Aging (or like they prefer, maturing) in French barrels, 8 months. Small yield for the region’s standard : 5 thousand plants per hectare with 1kg per plant. Good mix of fruit and oak. Cherry, roasted tones and bright, touch of licorice, cinnamon, vanilla. Delicate mouth, mellow, great fruit, round, fresh still  tannic and alcoholic , a little  hard, but beautiful extract, bitter cherry at the very end. Juicy.

Seis vinhos diferentes dentro de Chianti Classico

4.CAPANELLE RISERVA – Gaiole in Chianti 2008. Sudeste da região. 90 % Sangiovese + 10% Colorino e Canaiolo. Tanques de 1600 litros de carvalho esloveno.
Nariz mais apimentado, couro, mais alcoólico, cheiro de vinho em fermentação.. Abre para toques de alcaçuz, aniz, vai abrindo, ficando mais perfumado, pimenta do reino . Boca tânica, secante, bom extrato, um pouco escondido pelo tanino. Precisa de um pouco mais de garrafa.

Southeast region. 90% Sangiovese + 10%and Canaiolo Colorino. 1600 liters Slovenian oak tanks.
Spicier nose, leather, alcohol, the smell of fermenting wine . Open for hints of licorice, anise, and keeps on opening up, becoming more fragrant with black pepper. Tannic in mouth, a little drying, good extract, somewhat hidden by tannin. Needs a little more time in bottle to get more supple.

5.MONTERAPONI RISERVA 2007 – Radda in Chianti. Pequena propriedade em altitude, 8 hac, 90% Sangioves + 8 % canaiolo. Orgânico.
Muito tostado, café, cereja amarga, floral, toque animal bem delicado, manteiga. Rosa. Vai abrindo para mais fruta, Estilo delicado, fresco, folha, Boca cheia, redonda, mas bem tânico, toque fresco. Gostoso, com fruta e café, mas sutil, e um pouco curto.

Small property at high altitude, 8 hac, Sangiovse 90% + 8% Canaiolo. Organic.
Very toasty, coffee, bitter cherry, floral, animal and delicate touch, butter. Roses. Opens to more fruit, delicate style, fresh leaf, mouth full, round,but  tannic with a cool touch. Tasty with hints of fruit and coffee, but subtle, and a little short.
6.FATTORIA DE LAMOLE RISERVA 2007 – Castello di Lamole (tipo um cru) só 1 hac.
Nariz um pouco fechado, torrado. Vermute, ervas secas, cedro.
Boca cheia, ótima acidez, liso, rico. Final longo, tânico, bem fundido, com toques tostados e um pouco de fruta. Retrogosto tostado, carnoso, final cheio, lembra um vermute.

It’s 1 hectare, like a cru. Nose a bit closed, roasted. Vermouth, dried herbs, cedar.
Mouth full, great acidity, smooth, rich. Long finish, tannic, round, with touches of toast and some fruit. Roasted aftertaste, fleshy, full end, resembles a vermouth.

Franciacorta – o grande espumante italiano

14 de outubro de 2011

Franciacorta!!!

English test below

A região de Franciacorta está localizada na Lombardia, norte da Itália. É uma região de solos influenciados pela presença dos Alpes, cuja formação está ligada ao rolamento de dejetos glaciais. Ela está delimitada entre os rios Oglio e Mella, ao sul do Lago Iseo. A cidade de Brescia, onde estamos para o European Wine Bloggers Conference esta a leste da região.  O nome tem origem provável no século XI, quando monges de Cluny, da Bourgogne se estabeleceram na região. Eles eram tão importantes que não precisavam pagar impostos à Igreja local. Daí a expressão Franchae – livre de pagar impostos e Curtae, de côrte. Uma Corte Franca, Franciacorta.

A região ganhou status de DOCG em 1995 e é a única DOCG que produz vinhos espumantes pelo método clássico. No entanto, nos rótulos aparece apenas Franciacorta, considerado suficiente para definir o território, método, uvas e produção. As uvas autorizadas são Chardonnay, Pinot Nero e Pinot bianco, que pode entrar em até 50% do corte. Não adianta querer comparar estes vinhos com Champagne. Não têm absolutamente nada a ver em termos de estilo, apesar de terem o mesmo nível de qualidade. São vinhos de estilo discreto, delicados, com bastante cremosidade e sutileza em boca.

O método de produção começa com colheitas manuais. As uvas são esmagadas inteiras e os vinhos bases são produzidos. Eles podem fermentar em barricas de carvalho ou tanques de inox, depende do estilo que será produzido. Logo fazem o de corte destes vinhos base e fazem a “tirage”, adição de uma mistura de açucares e leveduras para depois engarrafar e obter a segunda fermentação em garrafa.

Todos os Franciacorta passam no mínimo 18 meses por este processo. Para os Non-Vintage  Satèn e Rosé, o mínimo é de 24 meses. Os que levam indicação de safra (Vintage) devem ficar pelo menos 30 meses sobres as leveduras e os Riserva, 60 meses. O estilo Satèn, que faz menção à palavra “seda” ou “cetim”  é feito exclusivamente com Chardonnay e tem menos gás carbônico. Muitos dos que provei são extremamente delicados e quase parecem vinhos brancos tranqüilos.

De maneira geral, os Franciacorta são extremamente longevos e aos 5, 6 anos de idade mostram grande frescor e potencial para mais tempo em garrafa.

Os estilos podem ser Non-dosé, com até 3 gramas de açúcar por litro, Extra brut, até 6g, Brut at´12, Exxtra dry de 12 a 17g e Sec, de 17 a 32 gramas de açúcar por litro.

Franciacorta-the great Italian Espumante.

The region of Franciacorta is located in Lombardy, in the the north of Italy. It’s a region with soils influenced by the presence of the Alps, whose formation is due to the rolling of glacier debris. It is bordered by the Oglio and Mella Rivers, south of the Iseo Lake. The city of Brescia, where we are for the European Wine Bloggers Conference is west of this region. The name probably originates in the 9th century, when monks from Cluny, from Bourgogne established themselves in the region. They were so important for the region that they did not need to pay taxes to the local church. This is where the expression comes from Franchae-free from paying taxes, and Curtae, from “corta” or assemblage. A franc “corte”, Franciacorta.
The region got DOCG status in 1995 and is the only DOCG that produces sparkling wines via the classical method. However, on the label only Franciacorta appears, considered sufficient to define the terratory, method, grapes and production. The authorized grapes are Chardonnay, Pinot Nero and Pinot Bianco, that can be in upto 50% of the assemblage. It does not help trying to compare these wines to Champagne. There is no relation in terms of style, despite having the same level of quality. They are wines with a discreet style, delicate, with a lot of creaminess and subtlety on palate.
The production methos begins with the manual harvest. The grapes are crushed whole and the base wines are produced. They can be fermented in oak barrels or stainless steel tanks, depending on the style to be produced. Thats why they make these base assemblages and a sample, the addition of a mixture of sugars and yeast to later bottle and so get a second fermentation in bottle.
All the Franciacorta go through this process for at least 18 months. For the Non-Vintage Satèn and Rosé, the minimum is 24 months. The ones that indicate the vintage should remain at least 30 months in contact with the yeast and the Riserva, 60 months. The satèn style, that literally means “satin” or “silk” is made exclusively with Chardonnay and has less carbonic gas. Many of the ones I tasted are extremely delicate and almost appear to be mild white wines.

In general, the Franciacorta have extreme longevity and at 5, 6 years of age show great freshness and potencial for more time in bottle.
The styles can be Non-sweet, with upto 3g of sugar per liter, Extra Brut, upto 6g, Brut upto 12g, Exxtra Dry from 12g to 17g and Sec, from 17g to 32 g of sugar per liter.

AZIENDA AGRICOLA FRATELLI BERLUCCHI (site)

Pas Dosé 2007– nariz um pouco fechado, abre aos poucos para pêra madura. Na boca é fresco, bem seco com um finalzinho cítrico, levemente amargo.

Brut 2007 – demora bastante para abrir. É amanteigado e na boca é bem fresco e delicado, com pouca espuma.

AZIENDA AGRICOLA FRATELLI BERLUCCHI 

Pas Dosé 2007- nose a little closed, it opens little by little to ripe peach. On palate it is fresh, very dry with a citric finish, slightly bitter.
Brut 2007 – it takes long to open. It is buttery and on palate it is really fresh and delicate, a bit of foam.

BERLUCCHI GUIDO (site)

É o maior produtor da região, com 500 hectares, quase 25% da região.

Brut – toques de pêssego branco bem discreto. Na boca é cheio, frutado, mas bem seco, mineral, apesar de um pouco curto.

Satèn: também tem um toque de fruta, pêssego e pêra. Na boca é delicado, de textura doce, lembra uma limonada, com um lado cítrico e bastante estrutura. O final é um pouco alcoólico e um toquezinho amargo, mas elegante.

BERLUCCHI GUIDO 
It is the biggest producer of the region, with 500 hectares, almost 25% of the region.
Brut – touches of white peach really discreet. On palate it is full, fruity, but reaaly dry, mineral, despite being a little short.
Satèn: also has a touch of fruit, peach and pear. On palte it is delicate, of sweet texture, reminds one of lemonade, with a citric edge and very structured. The finish is a bit alcoholic is a little bitter, but elegant.

LA VALLE

LA VALLE (site)

Extra brut Naturalis 2005 – tem 40 meses sobre as leveduras. Isso fica claro no nariz, bem maduro, com toques de mel e fermento de pão. Na boca, mais evidente ainda: é cheio, rico, bem cremoso, com um toque amargo que lembra café e uma textura que parece quase tânica, apesar da espuma delicada.

Rosé brut: nariz um pouco fechado, toques de manteiga e uma nota de cerejas amargas. Na boca tem bastante espuma, é cheio e cremoso, mas curto.

LA VALLE

Extra brut Naturalis 2005- it remains in contact with the yeast for 40 months. This is clear on nose, really mature, with touches of honey and bread yeast. On palate, more evidence: it is full, rich, really creamy, with a bitter touch that reminds one of coffee and a texture that is almost tannic, despite the delicate foam.
Rosé brut: nose a little closed, touches of butter and a note of bitter cherry. On palate it has a lot of foam, it is full and creamy, but short.

LE QUATTRO TERRE (site)

Brut: bem tostado, com notas de champignon fresco e uma nota láctea. Na boca é grande, cheio, com um toque tostado, ótima acidez, bem longo com um final que lembra ervas.

Dosaggio Zero 2007: o vinho base, puro Chardonnay, fermenta 6 meses em barrica antes da 2ª fermentação. Dá para sentir as notas tostadas, amanteigadas e uma nota de champignon. Na boca é cheio, salgadinho, tostado, lembra café, muito longo e com muita estrutura.

LE QUATTRO TERRE 

Brut: really toasted, with notes of fresh mushrooms and a lactic note. On palate it is big, full, with a touch of toast, good acidity, really long with a finish that reminds one of herbs.
Dosaggio Zero 2007: the base wine, pure Chardonnay, fermented for 6 months in barrel before the second fermantation. One can feel the toasted notes, buttery and a note of mushroom. On palate it is full, salty, toasted, reminders of coffee, very long and with excellent structure.

MAJOLINI

MAJOLINI (site)

Esta vinícola é pequena e seus vinhedos estão sobre um solo bem específico, calcário, chamado “medolo”.

Brut “Electo” 2005: fica 5 anos sur lie. O nariz começa fechado, depois aparece uma nota discreta da maçã verde. Na boca é bem mineral, com espuma fofa, é cheio, saboroso, fresco e longo.

Pas Dosé “Aligi Sassu” 2006: o nome é em homenagem a um escultor sardo, amigo da família, cuja última obra está na propriedade. E este vinho, segundo me explicou a produtora, é seco como era o artista, que não fazia nenhuma questão de ser “doce”. O nariz é bem mineral, tem umas notas de areia. Na boca é bem seco, firme, mineral, com um toque salgado e final também mineral, bastante pontiagudo.

MAJOLINI

This winery is small and its vines are planted on a very specific soil, limestone called “medolo”.
Brut “Electo” 2005: remains on lees for 5 years. On nose it starts off closed, then a discreet note of green apple appears. On palate it is really mineral, with a soft foam, it is full, tasty, fresh and long.
Pas Dosé “Aligi Sassu” 2006: The name pays homage to a Sardinian sculptor, family friend, whose last work is located on the property. This wine, as retold by the producer, is dry like the artist, who did not make a point of being “sweet”. On nose it is very mineral, has some notes of sand. On palate it is really dry, firm, mineral, with a salty touch and a mineral finish, very sharp.

QUADRA (site)

Brut: nariz muito intenso, o mais expressivo dos que provei. Bem lácteo, toques delicados de baunilha, também algo de maresia. Na boca é muito fresco, cremoso, cheio, lembra pêssegos frescos e tem retrogosto muito perfumado e longo.

Satèn 2007: nariz mais terroso, intenso, também lácteo. Na boca é incrivelmente cheio e frutado, muito fresco, com um toque de café no final e extremamente longo.

QUADRA
Brut: very intense nose, the most expressive of the ones I tasted. Very milky, delicate touches of vanilla, there is something of sea fog. On palate it is very fresh, creamy, full, reminders of fresh peach and a very perfumed and long aftertaste.
Satèn 2007: more earthy nose, intense, also lactic. On palate it nis very full and fruity, very fresh, with a touch of coffee in the finish and extremely long.

RICCI CURBASTRO (site)

Extra brut 2006: um pouco fechado, com notas de fermento de pão. Na boca tem textura doce, redonda, um toque cítrico e um finalzinho amargo, mas elegante, apesar de um pouco curto.

Satèn “Museum Release”2004: bem complexo, com notas de pão tostado, pão, maçã verde e toques minerai. Na boca tem textura doce, é cremoso, com ácido e delicadamente amargo de casca de maçã, com um final bem frutado que lembra pêssego fresco.

RICCI CURBASTRO 

Extra brut 2006: a bit closed, with notes of bread yeast. On palate it has a sweet texture, round, a citric touch and a small bitter finish, but elegant, despite a little short.
Satèn “Museum Release”2004: very complex, with notes os toasted bread, bread, green apple and mineral. On palate it has a sweet texture, creamy, with acid and and the delicately sour of apple rind, with a very fruity finish that reminds one of fresh peach.

VIGNENOTE (site)

Brut: bem aromático, com notas de flores brancas. Na boca é quente, rico, liso, cremoso, final frutado.

Satèn 2007: nariz limpo, delicado, com um toque de fruta fresca, maçã e pêssego. Na boca é fresco, delicado, tem pouca espuma, é firme e mineral e a sensação é de tomar um vinho branco tranqüilo.

VIGNENOTE 

Brut: very aromatic, with notes of white flowers. On palate it is hot, rich, smooth, creamy and a fruity finish.
Satèn 2007: clean nose, delicate, with a touch of fresh fruit, apple and peach. On palate it is fresh, delicate, has little foam, is firm and mineral and the sensation of drinking a mild white wine.

IL MOSNEL

No final da noite, pudemos conhecer a vinícola Il Mosnel, onde foi servido um jantar todo feito com vinhos da região, extremamente bem harmonizado. O chef, Stefano Cerveni é um jovem da região que cresceu trabalhando no restaurante de seu pai. Seu restaurante, Due Colombe tem uma estrela Michelin e sua comida é toda sutil. O primeiro prato, camarões (quase vivos de tão doces e delicados) com batatas violeta e um molho delicadíssimo à base de Franciacorta foi incrível com o Franciacorta Cellarius brut. Este mesmo vinho foi harmonizado com um Risotto mantecato com açafrão, burrata da Puglia e pó de alcaçuz. Impressionante como o vinho tinha a mesma cremosidade do prato. O toque de alcaçuz, doce e levemente amargo combinou com o toque de amargor delicado do vinho.

O segundo prato, um vitello demi-glace feito com Franciacorta foi harmonizado com o Berlucchi Cellarius Rosé 2007. Com a carne, muito delicada, não ficou perfeito, mas o molho, sim. A sobremesa surpreendeu pela harmonização, pois o vinho servido, um Palazzo Satèn também da Berlucchi, não tinha nada de doçura. Ainda, sendo um semifredo de mel de laranja com avelãs caramelizadas e azeite extra virgem tinham exatamente os mesmos aromas do espumante. A gordura do azeite absorveu um pouco a sensação das bolhas, o vinho ficou parecendo mais cremoso e aí, pronto, tudo combinou. Grande noite, grandes vinhos, grande chef e sommelier. Não anotei o nome do sommelier, mas vou atrás dele para vocês.

IL MOSNEL

At the end of the night, we got to know Winery Il Mosnel, where dinner was served that was all made with the wines of the region, extremely well balanced. Stefano Cerveni, the chef, is a young man from the region who grew up working in his father’s restaurant. His restaurant, Due Colombe has one Michelin star and his food is very subtle. The first dish, prawns (so sweet and delicate they are almost alive) with violet potatoes and a delicate sauce made with Franciacorta, was incredible with the Franciacorta Cellarius brut. This same wine was harminized with a Risotto Mantecato with safron, Burrata from Puglia and licorice powder.
The second dish, a demi-glace veal made with Franciacorta was harmonized with a Berlucchi Cellarius Rosé 2007. With meat, very delicate, not perfect but with the sauce yes. Dessert surprised for its harmonizing, as the wine served, a Palazzo Satèn also from Berlucchi, had no sweetness. Although it was a semi freddo of honey with caramel hazelnuts and extra virgin olive oil, it had exactly the same aroma as the espumante. The fat of the olive oil absorbed the sensation of the bibbles a little, the wine became creamier and then everything harmonized. A great night, great wines, great chef and great sommelier. I did not get his name but I promise I will.

EWBC – segundo dia. Os vinhos doces austríacos

14 de outubro de 2011

English text below:

Acordei com os sinos da igreja hoje. Foi incrível. O dia começou cedo, com um passeio do hotel Vittoria, onde estou hospedada até o Museu de Santa Giulia, que já foi um monastério e hoje guarda os segredos da cidade e suas ruínas romanas sobre as quais Brescia foi erguida.

Awoken by the sounds of church bells today. Incredible. The day started off early, with a walk from the Vittoria Hotel, were I am staying, to the Santa Giulia Museum, which was a monastary and today safeguards the city’s secrets and its Roman ruins on which Brescia was built. 

Piazza della Loggia

Na recepção do evento, vários expositores, incluindo Artis, com uns saca-rolhas lindérrimos, a foto fala por si.

Piazza della Loggia
At the reception of the event, a number of expositors, including Artis, with their beautiful cork openers, the photo says it all.

E, para melhorar, o dia começou com uma degustação de vinhos doces austríacos.
Não preciso mencionar que a organização austríaca foi perfeita. Folhetos com informações precisas, nada de desperdício, tudo bem desenhado e útil para acompanhar a degustação, conhecendo as regiões, métodos de produção e uvas. Como nada é perfeito, a organização do evento não nos deu tempo suficiente para degustar as jóias, como os austríacos gostam de chamar essas raridades produzida em minúsculas quantidades “liquid gold”. Quem apresentou a degustação foram Willi Klinger e Christian Zechmeister, responsáveis pela comunicação dos vinhos austríacos.
Primeira série de vinhos. Vinhos doces sem botritis.
1. Sommer 2010 – Gewurztraminer da região de Burgenland. Um vinho de 11 graus com “apenas” 50 gramas de açúcar por litro. Tinha um aspecto bem claro, prateado e verde, nem parecia que seria um vinho doce. Toques de leveduras, muito sutil, um floral que lembrava margarida e camomila. Na boca tem ótima acidez, é cremoso, muito frutado, com toques de levedura, retrogosto com camomila, final doce e cremoso, mas não muito longo.
2. Gesellmann 2009 – Welschriesling Eiswein.  Ou seja, um Riesling Itálico feito como um ice wine, um vinho de gelo, colhido em pleno inverno, com as uvas congelada. Nariz super denso, com notas de manga, cedro e manteiga, provavelmente porque foi parcialmente fermentado em barrica. Na boca é muito doce, pouca acidez, amanteigado, muito longo e doce, rico, longuissimo, mas falta acidez. Tem incríveis 294 gramas de açúcar por litro!
3. Domaine Wachau 2009, da região de Wachau. Feito com Riesling, Gruner Veltliner e Muller Thurgau. É um Beernauslese com 102 gramas de açúcar por litro. Nariz com toques de manteiga, tostado, carvão e tâmaras. Na boca é bem equilibrado, ótima acidez, muito cheio, quase tânico, estruturado, longo, incrível equilíbrio e comprimento.
4. Wenzel 2004 da região de Burgenland. Feito com Grauer Burgunder (pinot gris) Sauvignon Blanc, e Welschriesling (Itálico). Nariz tostado, lembra brioche, e o álcool de whisky, amadeirado. Também foi fermentado em carvalho. A boca é muito cheia, muito doce, com acidez, final quente, rico, menos acidez, mas ainda bom frescor. Final muito longo com calor de álcool.

Segunda série de vinhos – Com botrytis.

5.Feiler-Artinger 2009. Da região de Burgenland, um Beernauslese feito com Chardonnay, Weissburgunder (pinot Blanc)e Welschriesling. Bem claro no aspecto visual. Nariz com leveduras, chá verde, mas discreto. Boca cremosa, muito rico no retrogosto, com toques de chocolate branco, depois tostado, muito rico, mas tem pouca acidez, o que deixa o vinho um pouco curto.
6. Ernst Triebaumer 2007, de Burgenland. Nariz com notas de mel, e de resina, típico de vinhos com botritis.  Na boca é fresco e cremoso, cheio, geleia de tangerina, final bem doce, lembra açúcar mascavo. No final deixa um toque quente e picante.
7. Kollwentz 2006 de Burgenland, feito apenas com Chardonnay. Tem um nariz exótico, meio animal, um toque de queijo, notas delicadas de mel, um pouco fechado. Na boca é fresco, mas rico, picante, alcoólico, cheio de fruta fresca na boca, ótimo frescor e um calorzinho no final.
8. Hans Tschida 2008, da região de Neusiedlersee. Feito com a uva Scheurebe. Tem aromas de maracujá,  geléia de frutas tropicais e violeta (típico da uva Scheurebe,segundo Christian), muito exótico. Na boca é enorme, com grande acidez, muito saboroso, com maçã, pêssego, mel, retrogosto com figos secos, damasco, e final extremamente longo.

Terceira série de vinhos – Eiswein. Uvas colhidas congeladas em pleno inverno e Strohwein/Schilfwein, vinhos de uvas secas sobre esteiras de palha ou cana.

9. Weinrieder 2008 da região de Niederosterreich, puro Riesling. Eiswein. Nariz bem fechado. Na boca tem ótima acidez, bem vertical, cítrico, com doçura fresca, final com equilíbrio entre cremosidade e frescor. O final tem um toque de maracujá.
10. Stolzerhof 2009, da região de Burgenland, feito com Muscat Ottonel. Eiswein. Nariz com notas de folha de louro, um floral que lembra margarida e camomila. Na boca é bem doce, um pouco pesado, com toques tostados, final muito doce, um pouco pesado.
11. Sepp Moser 2008, da região de Neusiedlersee, feito com Scheurebe. Schilfwein. Nariz denso, fechado, um pouco de legume cozido, chucrute, zimbro, lembra um gin. Boca com toque fresco, álcool perfumado, e o mesmo toque de gin no retrogosto. Bem picante e acídulo.
12. Willi Opitz 2008, da região de Neusiedlersee. Schilfwein. Nariz floral, com uma nota de resind. Na boca é denso, fresco, cremoso, frutado, lembra figos frescos, laranja, toques tostados, muito longo e perfumado. Retrogosto tostado, com caramelo e maçã assada.

EWBC-day two. The sweet wines of Austria.



And to make things better, the day started off with a tasting of sweet Austrian wines.
I don’t need to mention that the Ausrian organization was perfect. Pamphlets with concise information, no waste, everything very well designed and useful to accompany the tasting, to know of the regions, production methods and grapes. But as nothing is that perfect, the organization of the event did not give us time enough to taste the jewels, as the Austrians like to call these rarities produced in minuscule quantities “liquid gold”. The tasting was presented by Willi Klinger and Christian Zechmeister, responsible for the communication of the Austrian wines.

The first series of wines. Sweet wines without botrytis.
1. Sommer 2010 – Gewurztraminer from the Burgenland region. A 11 degrees wine with “only”50 grams of sugar per liter. It had a really clear aspect, silver and green, it did not even look like a sweet wine. Touches of yeast, very subtle, a floral that reminds one of daisies and camomile. On palate it has excellent acidity, is creamy, very fruity, with touches of yeast, camomile aftertaste, finish is sweet and creamy, but not very long.
2. Gesellmann 2009 – Welschriesling Eiswein. In other words, an Italian Riesling made like an ice wine, an ice wine harvested at the height of the winter, with the grapes frozen. Nose super dense, with notes of mango, cedar and butter, probably because it was partially fermented in barrel. On palate it is very sweet, little acidity, buttery, very long and sweet, rich but the acidity is missing. It has an incredible 294 grams of sugar per liter!

3. Domaine Wachau 2009, from the Wachau region. Made with Riesling, Gruner Veltliner and Muller Thurgau. It is a Beernauslese with 102 grams of sugar per liter. Nose with touches of butter, toasted, coal and dates. On palate it is really balanced, great acidity, very full, almost tannic, structured, long, incredible balance and length. 

4. Wenzel 2004 da região de Burgenland. Made with Grauer Burgunder (pinot gris) Sauvignon Blanc, and Welschriesling ( Italic ). Toasted nose, reminds one of brioche, it is whiskey alcohol, woody. It was also fermented in Oak. On palate it is very full, very sweet, with acidity, hot finish, rich, less acidity, but still good freshness. The finish is very long with alcohol heat.
Second series of wines -with botrytis

5.Feiler-Artinger 2009. From the Burgenland region, a Beernauslese made with Chardonnay,Weissburgunder(pinot Blanc) and Welschriesling.Really clear visual aspect. Nose with yeast, green tea, but discreet. On palate creamy, very rich aftertaste, with touches of white chocolate, then it becomes toasted, very rich, but it has little acidity that makes it a little short.
6. Ernst Triebaumer 2007, from Burgenland. Nose with notes of honey, and resin, typical of a wine with botrytis. On palate it is fresh and creaamy, full, tangerine jam, finish really sweet, reminds one brown sugar. The finish has a hot touch.
7. Kollwentz 2006 from Burgenland, made with Chardonnay. It has an exotic nose, animal, a touch of cheese, delicate notes of honey, a little closed. On palate it is fresh, but rich, hot, alcoholic, full of fresh fruit on palate, great freshness and a little heat in the finish.

8. Hans Tschida 2008, from the region of da Neusiedlersee. Made with a Scheurebe grape. It has passion fruit aromas, tropical fruit jam and violets(typical of Scheurebe grape, according to Christian), very exotic. On palate it is enormous, with great acidity, very tasty, with apple, peach, honey, dried figs aftertaste, apricot, and an extremely long finish.
Third series of wines-Eiswein. Grapes harvested frozen at the height of the winter,Strohwein/Schilfwein, wines of grapes dried on straw mats ou cane.
9. Weinrieder 2008 from the region of Niederosterreich, pure Riesling. Eiswein. Nose really closed. On palate it has excellent acidity, really vertical, citric, with fresh sweetness, the finish has a balance between creamyness and freshness and a touch of passion fruit.

10. Stolzerhof 2009, from the region of Burgenland, made with Muscat Ottonel. Eiswein. Nose with bayleaf notes, a floral that reminds one of daisies and camomile. On palate it is really sweet, a little heavy, with toasted notes, finish very sweet, a little heavy.
11. Sepp Moser 2008, from the Neusiedlersee region, made with Scheurebe. Schilfwein. Dense nose, closed, a little cooked vegetables, sauer kraut, juniper, reminds one of gin. On palate there is a fresh touch, perfumed alcohol, the same touch as gin in the aftertaste. Really hot witha little acid.
12. Willi Opitz 2008, from the region of Neusiedlersee. Schilfwein. Floral nose, with a note of resin. On palate it is dense, fresh, creamy, fruity, reminders of fresh figs, orange, toasted touches, very long and perfumed. Aftertaste is toasted, with caramel and baked apples.


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