Posts Tagged ‘borgonha’

Listinha da Semana – 09 de maio

9 de maio de 2014

Listinha da Semana – 09 de maio de 2014 – pras mães!

Mães Clássicas

Champagne Cattier Brut Quartz – R$ 183 – Onde: Wine.com.br

Champagne Pierre Gimonnet & Fils 1er Cru Brut – R$ 270 – Onde: Premium

Mães que gostam de novidades

Domínio da la Vega – DO Cava – Bobal 2010 – R$ 54 – Onde: Vinissimo

Para Harmonizar com a Dobradinha de feijão branco e carne seca

Saint-Véran “Les Crêches”AC 2012 – R$ 85 – Onde: Cellar

Ropiteau Bourgogne Chardonnay 2011 – R$ 80 – Onde: Wine.com.br

KITS DIAS DAS MÃES

Para mães animadas
Livro: Confissões de uma Amante de Vinhos (Jancis Robinson)
Vinho : 4 Tapas – tinto leve, frutado e delicioso para acompanhar petiscos
R$ 120,00

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Para mães poéticas
Livro: A Alma do Vinho
Vinho: Espumante Português Loridos Vintage – profundo, perfumado e rico em boca
R$ 145,00
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Para mães estudiosas
Livro: Como Degustar Vinhos
Jogo com 6 taças de cristal
Scara Rolhas

R$ 195,00
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Uma uva versátil

26 de fevereiro de 2014

folha

Uma uva versátil

Beaujolais… “Bô-jô-lé”…
Quem realmente gosta de vinho dá um sorrisinho maroto de quem esconde um segredo. Quem acha que conhece vinho, faz cara feia.

A região de Beaujolais, na França, ficou famosa pelas propagandas festivas e barulhentas de promoção de seus vinhos “nouveau”.

Eram os anos 1970 e todo mundo achava que vinho bom tinha de envelhecer. Como não era o caso do beaujolais nouveau, apesar do bom
resultado da propaganda, não tardou para que fosse tido como um vinho não sério.

A fama da gamay, uva do Beaujolais, é antiga. No século 14, Felipe 2º, duque da Borgonha, proibiu a plantação da uva na região por ela
ser “muito produtiva”.

Mas, ei, vamos combinar: os tempos mudaram. Hoje, viticultores controlam tranquilamente a produção da gamay, entregando vinhos de
excelente concentração e muito sabor.

Há grandes expressões dela nos dez “crus” do Beaujolais -Morgon, Fleurie, St. Amour, Chiroubles, Régnié, Brouilly, Côtes de Brouilly, Juliénas, Chénas e Moulin a Vent.

No Mâcon, região no extremo sul da Borgonha, divisa com o Beaujolais, há vinhos bem frutados e com preços legais. O vale do Loire tem tintos de estilo bem magrinho, em geral, com menos fruta.

Fora do país de origem, dá um vinho frutado leve chamado Dôle, na Suíça. Na Nova Zelândia e na África do Sul há vinhedos pequeninos de produtores apaixonados.

Encontra-se meio espalhada na Austrália, em Israel, no Líbano, nos Estados Unidos, no Canadá e no Brasil.

Versátil, a gamay sempre surpreende pela sutileza.

Fleurie “Les Moriers” – M. Chignard 2011
ORIGEM Beaujolais
Nariz bem frutado, exuberante, delicado em boca, com fruta marcante
QUANTO R$ 75
ONDE Cellar (tel. 11/5531-2419)

La Superbe Rouge 2010
ORIGEM Borgonha
Cerejas e algo de terra fresca. Na boca, parece que mordi uma cereja geladinha bem ácida
QUANTO R$ 98
ONDE Ravin (tel. 11/5574-5789)

Woodthorpe Gamay Noir 2011 (Te Mata)
origem Nova Zelândia
Fechado, lembra champinhom e terra e demora para mostrar a fruta. Taninos fininhos, final tostado e cheio
QUANTO R$ 139
ONDE Mistral (tel. 11/3372-3400)

Mâcon – Thorin 2010
ORIGEM Borgonha
Um pouco de groselha nos aromas. Magrinho, refrescante e com boa fruta
QUANTO R$ 55
ONDE Santa Luzia (tel. 11/3897-5000)

Ouça: Alexandra está passeando em Chablis

12 de julho de 2012

Conheça o norte da Borgonha e suas características tão específicas.

Clique na imagem e ouça o áudio.

Mercurey – Generosidade rústica mal interpretada.

11 de julho de 2012

prof. Renard na entrada do domaine

Na manhã do segundo dia de estudos, viajamos até Mercurey onde visitamos o Domaine de Suremain. Como já comentei, os vinhos de Mercurey são extremamente mal compreendidos e tidos como rústicos, geralmente porque são tomados muito jovens. Os de AOC Comunal (Mercurey apenas) ainda são um pouco mais faceis, mas os 1er cru, apesar de mudarem bastante com a safra, precisam do tempo em garrafa.

Yves de Suremain, o proprietário do domaine,  nos ofereceu uma mega degustação de seus 1er Crus, onde dava para ver bem a diferença da expressão dos solos nos vinhos.

Mercurey Villages 2009 – frutas negras e pimenta do reino. Bem frutado em boca, fácil, com bastante tanino bem maduro.

Mercurey Villages 2008 – um ano mais classicão da Bourgogne, sem tanto calor como o 09. É menos intenso e a expressão é de fruta mais fresca. Na boca também, tem mai frescor, apesar de parecer uma fruta mais verde, ter uma certa dureza, que deve se amaciar com o tempo.

Les Crets 1er Cru – 2009 – ótima fruta, bem denso e expressivo, aberto. Na boca é redondo, com muita fruta, muito sabor, final cheio de taninos jovens.

Les Croichots 1er Cru – 2009- mais verde e fresco, só com fruta, sem a pimenta do reino que senti nos outros. Na boca tem boa fruta, mas menos que o anterior, mais secante.

Le Clos Léveque 1er Cru – 2009 – é o cru mais conhecido da região. Tem uma nota de pimenta verde, bem fechado. Mas na boca é redondo, cheio com taninos frutados.

Le Clos Léveque 1er Cru – 2008 – bem mais aberto com mais fruta no nariz. Na boca é mais fresco, também mais duro pela acidez, taninos mais grudentos, menos redondo que o anterior.

Le Clos Léveque 1er Cru – 1999 – bem mais notas de champignon, aniz, um toque animal e tostado, queimado. Na boca é bem impressionante a doçura que o vinho desenvolve depois de 13 anos. Fica redondo, fundido, não sentimos os taninos grudando, muita generosidade, mas um toque ainda seco no final, que é bem longo e cheio dos aromas que apareceram no nariz.

O proprietário Yves e o psor

Se você tem dúvidas sobre a origem marinha dos solos da Bourgogne, olhe na foto, sobre a lareira, o tamanho do fóssil encontrado nos seus vinhedos.

La Bondue 1er Cru – 2009 – amoras e tostado intenso, açúcar mascavo. Boca bem redonda, taninos super finos, muito extrato, ainda duro, mas com uma doçura evidente.

La Bondue 1er Cru – 2008 – muita fruta e um toque floral, tudo menos intenso e menos maduro. Na boca é mais fino, mais fresco, lotado de frutas vermelhas frescas, sem a doçura do anterior.

En Sazenay 1 er Cru 2009 – bem menos frutado, com notas de pimenta do reino, cravo e flor seca. Na boca tem muita fruta, é fresco, tânico e duro.

En Sazenay 1 er Cru 2008 – pimento do reino, presunto cru, flor bem mais aromático que o 2009. Na boca é bem mais fresco, mais doce, com muita fruta e menos dureza.

En Sazenay 1 er Cru 2007 – meio fechado, senti algo de peixe e champignon, mas também um toque floral, precisa se abrir. Bem firme e seco em boca.

En Sazenay 1 er Cru 1998 – bem evoluído, muito champignon, um toque de fruta cozida, quente, bastante animal, lembrando carne. Já na boca é generoso, com uma doçura e tudo fundido, fino, elegante e intenso.

Uma vista da propriedade.

Sabores diferentes da mesma uva (Folha de SP)

23 de maio de 2012

Um dos conceitos mais difíceis de entender no mundo do vinho é o “terroir”. Na região da Borgonha, ele é levado ao extremo. Para eles, “terroir” é um pedaço de terra com características climáticas e geológicas tão específicas que ele é diferente daquele outro logo ao lado.

Clique na imagem para ampliar.

http://acervo.folha.com.br/fsp/2012/05/16/24//5787012


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