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Folha de São Paulo: Bordeaux-zinho

20 de maio de 2016

folha

Bordeaux-zinho?

Será que é possível concebermos algo como um “Bordôzinho”? Bordeaux, a região francesa produtora de vinhos cujo nome causa frisson até no mais desavisado bebedor de vinhos, é famosa por seus grandes tintos, de altas cifras. Bordozões, diríamos.

Acontece que, se olharmos bem a divisão do sistema de denominação de origem, o termo isolado Bordeaux não quer dizer muita coisa, pelo menos em termos de estilo de vinho.

O sistema de denominação de origem divide a região em níveis que dizem respeito à demarcação geográfica de origem das uvas e produção de vinhos. Quando um vinho vem de uma cidade específica em Bordeaux –por exemplo, Pauillac, Margaux ou St. Émilion–, significa que as uvas cresceram ali, sendo influenciadas pelo clima, solo e regras de produção e, portanto, têm um estilo que representa aquela cidade.

No caso da denominação Bordeaux, não há uma origem específica. As uvas podem vir de qualquer lugar de quase 40 mil hectares da zona. O termo “Bordeaux Superieur” não indica nada de muito diferente, apenas que os vinhos vêm de vinhas um pouco mais velhas, mas também de toda a região.

Ou seja, há uma variedade enorme de estilos. Como não sabemos de onde vêm exatamente –que solos ou qual microclima–, por mais importante que a palavra Bordeaux (ou Bordeaux superieur) soe, não sabemos exatamente como o vinho será.

O sindicato de produtores de Bordeaux criou nos anos 1970 uma “Maison de la Qualité” que se encarrega de degustar todos os vinhos que são lançados no mercado. Ao total, são em torno de 10 mil exemplares degustados que devem passar por testes de qualidade e tipicidade mínimos para poderem levar o termo “Bordeaux” no rótulo.

Se há algo que esses tintos simples de Bordeaux têm em comum é uma certa mordida. Sim, taninos presentes: nunca são fáceis e frutadinhos. Geralmente melhoram com comida. Variam muito no nariz, às vezes mais florais, às vezes mais vegetais, com algo de frutas, sem que seja essa a principal característica.

Robert Giraud Chateau Timberlay 2011
Morangos no nariz e boca, taninos fininhos e firmes, com final frutado
QUANTO R$ 102,99
ONDE Wine Store; winestore.com.br

Grand Theatre Univitis 2014
Mentol. Taninos fininhos, picadinha alcoólica. Precisa ser decantado e fica melhor acompanhado de brie
QUANTO R$ 93,50
ONDE Ravin; tel. (11) 5574-5789

Le Clos de Reynon 2011
Um Bordeaux simples, mas típico. Nariz discreto, com um pouco de flor seca, algo de pimenta, cedro e chá. Na boca, é bem frutado e cheio, tem bom frescor, mas taninos bem secos
QUANTO R$ 81
ONDE Casa Flora; tel. (11) 3327-5167

Domaine du Bouscat Caduce 2012
Perfumado, floral, com violetas e rosas brancas. Macio, fácil, com um final sequinho e firme e boa fruta
QUANTO R$ 98
ONDE De la Croix; tel. (11) 3034 6214

O triunfo dos vinhos de garagem – Revista Alfa

26 de junho de 2013
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O lado floral de Bordeaux (Folha de SP)

31 de maio de 2012

Comentei semana passada como sempre associamos os vinhos da região de Bordeaux a vinhos duros e potentes e esquecemos que a região é cheia de recortes de peculiaridades. Talvez um dos pedaços mais charmosos de Bordeaux seja a cidade de Saint-Émilion e seus vinhos, bem como a vizinha Pomerol.

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Passeando por Bordeaux (Folha de SP)

29 de maio de 2012

Quando pensamos em Bordeaux, logo nos vêm à mente os grandes tintos, feitos à base de cabernet sauvignon, encorpadões e raros. Mas, na verdade, estamos pensando no Médoc, a região ao norte da cidade de Bordeaux. É lá onde foi realizada a classificação de 1855 que deu origem aos “grand crus classés” , ou seja, propriedades classificadas e agrupadas de primeiro a um quinto nível (de “première” a “cinquième” “grand cru classé”).

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Folha de São Paulo

ERREI!!!!: no terceiro parágrafo, quando menciono a “comuna mais setentrional” estou me referindo a St.-Éstephe. St.-Julien é que fica mais ao sul, entre Pauillac e Margaux. 

Ouça: que vinho harmonizar com ragú de porco.

17 de maio de 2012

Hoje o prato do Wessel foi um ragú de porco.
Descubra quais os vinhos dos satélites de Saint-Émilion (ainda em Bordeaux) que harmonizam.

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Boa surpresa de uma “sub” região

23 de setembro de 2010

Na verdade, verdadeira, não é uma subregião, mas uma denominação de origem, uma AOC. O que quero dizer com “sub” é que ela está dentro de Bordeaux e é muito menos conhecida do que outras logo ao lado.

Refiro-me a Premières Côtes de Blaye, uma pequena AOC no nordeste de Bordeaux. Geralmente os vinhos levam uma porcentagem alta de merlot no corte, mas neste caso, ele é 100%, o que, em si, é raro de encontrar. O nariz tem um toque de café com leite, chocolate recheado de cereja e uma notinha tostada, meio mineral. Na boca tem estrutura, extrato, fruta, acidez delicada. É um pouco quente, com um toquezinho amargo no final, mas nada incômodo.

Essas regiões são sempre excelentes dicas para fugir dos preços das zonas mais conhecidas e super valorizadas. Segundo o site da Cave Jado, esta propriedade foi citada ” no Féret (famoso guia dos vinhos de Bordeaux) na edição de 1874″

 

foto: chateau-bellevue-gazin.fr

 

A importadora, Cave Jado, vem fazendo um trabalho sério, mas sem alarde, “low profile” e consistente trazendo rótulos de regiões francesas que geralmente não têm destaque. Todos os sábados organizam degustações de seus vinhos, assim dá para provar antes de comprar. Essencial.  E, pelo menos neste caso, o preço é excelente.  Château Fredignac 2007. R$ 49,00.  Vai lá


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