Harmonização da semana! Confit de frango e purê de cenoura com Merlot

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Confit de frango com cebola roxa e purê de cenoura com cardamomo

Marcela Tulmann
Ela fez estágio de três meses com um dos chefs mais renomados do mundo, Ferran Adriá, 50 anos, do badalado restaurante El Bulli, na Catalunha, Espanha. Marcela Tulmann, 30 – formada há seis anos em gastronomia pela Faculdade Anhembi Morumbi –, é quem comanda a cozinha do recém-inaugurado bufê Bibi Gastronomia, em São Paulo, e coloca em prática o que aprendeu. “É preciso ter seriedade com o ingrediente e fazer tudo com muito cuidado”, ensina ela. A rotina de Marcela exige bastante criatividade. “Mudo o cardápio diariamente, não repetimos. Então pesquiso muito em livros, revistas e sites especializados para ter algo diferente”, conta. A receita dessa edição é um exemplo. “As pessoas sempre fazem confit de pato. E agora quis experimentar fazer de frango, carne, codorna. É sempre muito bom ouvir do cliente quando acertamos”, completa a chef.

Clique na imagem para ampliar.

Confit é umas das formas mais gostosas de comer as coxas da ave. Elas ficam com o sabor mais pronunciado, além de desmancharem na boca. Aqui, ela não é somente cozida lentamente para chegar a uma textura molinha, como leva também em sua cocção, elementos aromáticos (louro, tomilho, zimbro, alho e pimenta do reino). Além deles, o  acompanhamento é adocicado, já que são cebolas em forma de chutney, de textura molinha e aroma picante. Precisamos então, de um tinto perfumado, cremoso, com sabor de frutas, de corpo delicado, sem ser leve. Por isso mesmo, indicarei o Finca La Linda Malbec (40 reais), feito da uva francesa Malbec, perfeito para este prato suculento que tem aroma frutado como ameixas em calda e um toque de geleia de jabuticaba.

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4 Respostas to “Harmonização da semana! Confit de frango e purê de cenoura com Merlot”

  1. Fernando Correa (@fernandomudinho) Says:

    Olá Alexandra, embora vc não acredite, a pergunta é séria. Qual vinho é melhor, o Chapinha ou o Campo Largo? Não tenho muita grana, vc poderia indicar vinhos de até 15 reais?

    • sommelierprofissional Says:

      para dicas de vinhos, é só ouvir as colunas na rádio, acompanhar as colunas da folha de sp e da revista contigo, todas postadas neste mesmo blog. divirta-se!
      sobre seus vinhos, explico: há os vinhos chamados, na legislção brasileira, de “finos” que significa que são feitos com uvas viníferas – aquelas apropriadas para a produção de vinhos e tema que eu conheço.
      Os vinhos produzdidos com uvas não viníferas – os dois citados por vc – não são de uvas viníferas e eu realmente não tive o prazer de tomá-los. sugiro que compre um de cada, coloque em duas taças, prove junto e decida por vc mesmo. abrç

  2. Fernando Correa (@fernandomudinho) Says:

    Olá Alexandra, muito obrigado pela resposta. Um outro grupo de sommeliers também me ajudaram. Se tiver interesse em ver a resposta, aqui está:

    Olá Fernando, já que a Alexandra Corvo não pode lhe dar uma resposta satisfatória, o Fatos preparou este post para orientar melhor você e outros apreciadores de vinho que nos leem. Fizemos, mais ou menos, como sugeriu a sommelier. Compramos algumas garrafas destes dois vinhos e experimentamos, primeiro o teste das taças. Colocamos duas taças uma ao lado da outra, servimos uma com Chapinha e outra com Campo largo.
    Cor: neste quesito o Chapinha levou a melhor, apresentando uma melhor aparencia.
    Cheiro: Chapinha novamente levou a melhor.
    Sabor: empate técnico. Cada um com suas propriedades é óbvio, apresentando o Campo Largo uma suavidade e uma gosto que aguça o paladar ao primeiro contato com a língua e, o Chapinha, mais denso tendo um gosto mais concentrado, mas demorando um pouco mais para salientars-se ao paladar, trazendo em poucos segundos seu explendor. No fim das contas consideramos que ambos possuem sabores satisfatórios no mesmo grau, mas cada um em seu devido lugar (logo logo explico melhor).
    Num segundo teste, nosso Chef Jão XXIII preparou algumas maravilhas para provarmos com estes vinhos. Lombo ao molho madeira, espaguete ao molho bolonhesa, estrombelete de pombo obeso e pipoca na manteiga, foram os pratos escolhidos.
    Lombo: Chapinha recebeu nota 8 e o Campo Largo, nota 6
    Espaguete: Chapinha (5), Campo Largo (9)
    Estrombelete: Chapinha (9), Campo Largo (10)
    Pipoca: Chapinha (0), Campo Largo (-2)
    Total: Chapinha (22), Campo Largo (23)
    Conclusão: Vinho não combina com pipoca.
    *Ps.: sei que parece estranho uma nota negativa numa escala de 0 à 10, mas nesta hora, um de nossos degustadores acabou vomitando.

    No ultimo e derradeiro teste, já que nos anteriores a disputa se acirrou, bebemos algumas garrafas de ambos e percebemos que, tanto um quanto o outro, te deixam bebado do mesmo jeito. Então o que temos para lhe dizer é: compre qualquer um dos dois, mas se tiver 15 reais, como disse, para investir em uma boa bebida, nossa recomendação é que não compre um vinho desses, mas três. Ah, também uma boa dica é tomar o Chapinha em ambientes que estiver com os amigos, principalmente se for trombar na praça pra uma curtição mais rock and roll, por ser um vinho mais “pesado” (dando um aspecto mais rebelde ao consumidor) e o Campo Largo para curtir com a gatinha. Forte abraço e boa degustação.

    *Os testes foram realizados com os vinhos suaves, breve divulgaremos com os secos também.

    http://www.fatossurreais.com.br/2012/07/o-papa-responde.html

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