Um almoço na Bourgogne

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Um almoço na Bourgogne

 No primeiro dia, nosso almoço de boas-vindas foi no Restaurante Ermitage de Corton, bem na frente das colinas famosas de Corton.

Tomamos um Crémant de Bourgogne Blanc de Blancs do Vitteaut Alberti super maduro, cheio de frutas no aroma, boca gorda, cheia, ricão.

To amando o Maranges

Logo, um Maragnes 1er Cru “La Fussière” branco, 2009. Estou bem apaixonada pelo Maranges. Assim que cheguei, no domingo, entrei num pequeno restaurante e fiz questão de pedir um tinto que não tinha a menor idéia de onde ficava. Era um Maranges AOC tinto. Super delicado e frutado, cheio de framboesas no nariz, delicado, lindo. Foi amor à primeira vista. A propósito, Maranges fica no extremo sul de Côtes de Beaune, fronteira com a Côte Chalonnaise.

Neste almoço pude provar o branco. Super fresco e delicado no nariz, com notas de frutas brancas frescas. Na boca é firme, cheio de sabor sem ser muito rico, refrescante, com um final delicado, quase me lembrou azeite de oliva. Com ele comemos um Gâteau de  foie de volaille au jus de langostine: uma espécie de pudinzinho quente de fígado, com um caldinho de lagostim em volta que ficou em evidência com o vinho.

Depois um Aloxe-Corton Les Chaillots 2009 do Domaine Arnoux Pere et fils, 2009. Os aromas de ameixa preta bem madura e um toque de especiaria, meio cravo, meio pimenta do reino. Na boca é firme, com taninos meio grudentos, muito finos, ainda jovem e cheio de calor – 2009 é uma safra de calor. Comemos com um peito de ave recheado de alho poro e tomates confitados que harmonizaram à perfeição com o vinho, deixando seus taninos escondidos e evidenciando a fruta que se fundiu super bem com o sabor doce do tomate.

Ai, Epoisse…toujours, encore…com Maranges, com Aloxe…

Depois o Epoisse….ah o Epoisse, o queijo da Bourgogne, picante, cremoso, super saboroso e ácido. Preferi tomar com o branco que ficou ultra cremoso e amanteigado e deixou o queijo se expressar. Depois, tentei com o tinto, que achava que não ia combinar pois tinha um álcool a mais. Ledo engano, ficou mais frutado, o álcool não apareceu mais.

Com vinho e comida, especialmente na Bourgogne, não dá pra “achar”. Tem que provar e comprovar.

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