Malbec do berço

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Caçando trufas em Cahors. photo: http://www.pinotnow.com

Pimenta do reino…terra seca…café turco…vermute….açucar mascavo…flores secas…e os aromas se modificam e começam a se manifestar de novo. É assim que um vinho da uva Malbec, quando vem de sua terra natal, Cahors, se manifesta. A região fica no sudoeste de França. Completamente diferente dos vinhos da nossa vizinha Argentina – mais abertos, florais e “geleiosos”, os Cahors são a essência do lado negro deste vinho, que desde o século XII é conhecido como Vin Noir. (Basicamente, o que aconteceu – e deixou o vinho famoso – foi que Eleanor de Aquitânia, que era dali,  se casou Henry Plantagenet, que viria a ser rei da Inglaterra e o vinho ganhou uma super fama no mercado inglês como o Black Wine).

Malbec Ancestral

Black pepper…..dry earth…. Turkish coffee … vermouth. … Brown sugar….dried flower. Aromas change anda start all over again. That’s how a wine from the Malbec grape, when it comes from his native Cahors, manifests itself. The region is located in southwestern France. Completely different wines from our neighboring Argentina – more open, floral and jammy, the Cahors are the essence of the dark side of this wine, since the twelfth century is known as Vin Noir. (Basically, what happened – and the wine became famous – was that Eleanor of Aquitaine, who was from there, married Henry Plantagenet, who became king of England, so the wine became super famous in the English market as the Black Wine).

Não só o nome ele é negro. Os aromas que mostra são de coisas negras, interessante. Na boca, um porém: pode ser, na juventude, difícil: crocante e tânico como se comêssemos terra ou tomássemos as borras do café turco. Duro e com pouco extrato. No entanto, precisamos lembrar que este vinho se desenvolveu em uma cultura gastronômica onde a gordura e os sabores intensos dão o tom: os patos, ganso, o foie-gras, porcos, aves de caça, cogumelos de todos os tipos.

Not only in the name he is black. It has aromas are of black things, so interesting. In the mouth, one little thing, thoug: it may be a little harsh when too young: crisp, sandy texture and tannic, like eating earth or drinking the “mud” of Turkish coffee. Tight and with little fruitiness. However, we must remember that this wine comes from a strong food culture in which fat and intense flavors set the tone:  duck, goose, foie gras, pigs, game birds and mushrooms of all kinds to mention only a few.

O que pode parecer um vinho duro sem a companhia de comida, se revela assim que se encontra com ela. Quando tomamos o vinho sozinho, gengivas e céu da boca se ressecam e temos dificuldade até de falar (o que pode ser bom em alguns casos). Assim que comemos um prato rico e com gordura, é esse elemento que absorve os taninos (como se impermeabilizasse nossas mucosas) e deixa em evidência não só os sabores do vinho, como também os da comida. Às vezes tendo a ser ortodoxa e acho que o vinho tem que ser perfeito por si só, não deveria precisar de comida. Mas, a experiência me obriga a, diariamente, rever meus conceitos acabar com meus preconceitos. Este é um vinho que se expressa só com comida. Se bem harmonizado, com sabores fortes de trufas negras, pimentas negras, carnes de aves com forte sabor a caça, Cahors será, com certeza, seu vinho preferido para clássicos do sudoeste da França. Eu descordo com a descrição do site sobre o vinho “Têm perfumes sutis e fruta do bosque vivaz, emoldurados por bom frescor e taninos elegantes” mas o melhor que você pode fazer é provar o vinho e tirar suas próprias conclusões.

What may seem a harsh wine without food, really reveals itself as soon as it in fact meets food. When we drink the wine alone, gums and roof of the mouth dry out and we can hardly speak (which can be good sometimes). When we eat a plate of good and fatty food, it is fattines that absorbs the tannins and make not only the wines flavors more evident and smooth, as well as the food’s.

Sometimes I tend to be orthodox and  think the wine has to be perfect  itself, and should not need food. But my experience forces me daily to review my ideas and put an end to my prejudices. This is a wine that comes out better with food. If paired well with strong flavors of black truffles, black pepper, gamey poultry, Cahors will definetely be your favorite wine for classic southwestern Franch gastronomy.

I disagree with the importers description of the wine “Perfumes are subtle and lively fruit of the forest, framed by elegant tannins and good freshness.”, but, the best you can do is drink it and take your own conclusions.  

Um ótimo exemplo, o Château Lamartine, importado pela Premium

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