EWBC – segundo dia. Os vinhos doces austríacos

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English text below:

Acordei com os sinos da igreja hoje. Foi incrível. O dia começou cedo, com um passeio do hotel Vittoria, onde estou hospedada até o Museu de Santa Giulia, que já foi um monastério e hoje guarda os segredos da cidade e suas ruínas romanas sobre as quais Brescia foi erguida.

Awoken by the sounds of church bells today. Incredible. The day started off early, with a walk from the Vittoria Hotel, were I am staying, to the Santa Giulia Museum, which was a monastary and today safeguards the city’s secrets and its Roman ruins on which Brescia was built. 

Piazza della Loggia

Na recepção do evento, vários expositores, incluindo Artis, com uns saca-rolhas lindérrimos, a foto fala por si.

Piazza della Loggia
At the reception of the event, a number of expositors, including Artis, with their beautiful cork openers, the photo says it all.

E, para melhorar, o dia começou com uma degustação de vinhos doces austríacos.
Não preciso mencionar que a organização austríaca foi perfeita. Folhetos com informações precisas, nada de desperdício, tudo bem desenhado e útil para acompanhar a degustação, conhecendo as regiões, métodos de produção e uvas. Como nada é perfeito, a organização do evento não nos deu tempo suficiente para degustar as jóias, como os austríacos gostam de chamar essas raridades produzida em minúsculas quantidades “liquid gold”. Quem apresentou a degustação foram Willi Klinger e Christian Zechmeister, responsáveis pela comunicação dos vinhos austríacos.
Primeira série de vinhos. Vinhos doces sem botritis.
1. Sommer 2010 – Gewurztraminer da região de Burgenland. Um vinho de 11 graus com “apenas” 50 gramas de açúcar por litro. Tinha um aspecto bem claro, prateado e verde, nem parecia que seria um vinho doce. Toques de leveduras, muito sutil, um floral que lembrava margarida e camomila. Na boca tem ótima acidez, é cremoso, muito frutado, com toques de levedura, retrogosto com camomila, final doce e cremoso, mas não muito longo.
2. Gesellmann 2009 – Welschriesling Eiswein.  Ou seja, um Riesling Itálico feito como um ice wine, um vinho de gelo, colhido em pleno inverno, com as uvas congelada. Nariz super denso, com notas de manga, cedro e manteiga, provavelmente porque foi parcialmente fermentado em barrica. Na boca é muito doce, pouca acidez, amanteigado, muito longo e doce, rico, longuissimo, mas falta acidez. Tem incríveis 294 gramas de açúcar por litro!
3. Domaine Wachau 2009, da região de Wachau. Feito com Riesling, Gruner Veltliner e Muller Thurgau. É um Beernauslese com 102 gramas de açúcar por litro. Nariz com toques de manteiga, tostado, carvão e tâmaras. Na boca é bem equilibrado, ótima acidez, muito cheio, quase tânico, estruturado, longo, incrível equilíbrio e comprimento.
4. Wenzel 2004 da região de Burgenland. Feito com Grauer Burgunder (pinot gris) Sauvignon Blanc, e Welschriesling (Itálico). Nariz tostado, lembra brioche, e o álcool de whisky, amadeirado. Também foi fermentado em carvalho. A boca é muito cheia, muito doce, com acidez, final quente, rico, menos acidez, mas ainda bom frescor. Final muito longo com calor de álcool.

Segunda série de vinhos – Com botrytis.

5.Feiler-Artinger 2009. Da região de Burgenland, um Beernauslese feito com Chardonnay, Weissburgunder (pinot Blanc)e Welschriesling. Bem claro no aspecto visual. Nariz com leveduras, chá verde, mas discreto. Boca cremosa, muito rico no retrogosto, com toques de chocolate branco, depois tostado, muito rico, mas tem pouca acidez, o que deixa o vinho um pouco curto.
6. Ernst Triebaumer 2007, de Burgenland. Nariz com notas de mel, e de resina, típico de vinhos com botritis.  Na boca é fresco e cremoso, cheio, geleia de tangerina, final bem doce, lembra açúcar mascavo. No final deixa um toque quente e picante.
7. Kollwentz 2006 de Burgenland, feito apenas com Chardonnay. Tem um nariz exótico, meio animal, um toque de queijo, notas delicadas de mel, um pouco fechado. Na boca é fresco, mas rico, picante, alcoólico, cheio de fruta fresca na boca, ótimo frescor e um calorzinho no final.
8. Hans Tschida 2008, da região de Neusiedlersee. Feito com a uva Scheurebe. Tem aromas de maracujá,  geléia de frutas tropicais e violeta (típico da uva Scheurebe,segundo Christian), muito exótico. Na boca é enorme, com grande acidez, muito saboroso, com maçã, pêssego, mel, retrogosto com figos secos, damasco, e final extremamente longo.

Terceira série de vinhos – Eiswein. Uvas colhidas congeladas em pleno inverno e Strohwein/Schilfwein, vinhos de uvas secas sobre esteiras de palha ou cana.

9. Weinrieder 2008 da região de Niederosterreich, puro Riesling. Eiswein. Nariz bem fechado. Na boca tem ótima acidez, bem vertical, cítrico, com doçura fresca, final com equilíbrio entre cremosidade e frescor. O final tem um toque de maracujá.
10. Stolzerhof 2009, da região de Burgenland, feito com Muscat Ottonel. Eiswein. Nariz com notas de folha de louro, um floral que lembra margarida e camomila. Na boca é bem doce, um pouco pesado, com toques tostados, final muito doce, um pouco pesado.
11. Sepp Moser 2008, da região de Neusiedlersee, feito com Scheurebe. Schilfwein. Nariz denso, fechado, um pouco de legume cozido, chucrute, zimbro, lembra um gin. Boca com toque fresco, álcool perfumado, e o mesmo toque de gin no retrogosto. Bem picante e acídulo.
12. Willi Opitz 2008, da região de Neusiedlersee. Schilfwein. Nariz floral, com uma nota de resind. Na boca é denso, fresco, cremoso, frutado, lembra figos frescos, laranja, toques tostados, muito longo e perfumado. Retrogosto tostado, com caramelo e maçã assada.

EWBC-day two. The sweet wines of Austria.



And to make things better, the day started off with a tasting of sweet Austrian wines.
I don’t need to mention that the Ausrian organization was perfect. Pamphlets with concise information, no waste, everything very well designed and useful to accompany the tasting, to know of the regions, production methods and grapes. But as nothing is that perfect, the organization of the event did not give us time enough to taste the jewels, as the Austrians like to call these rarities produced in minuscule quantities “liquid gold”. The tasting was presented by Willi Klinger and Christian Zechmeister, responsible for the communication of the Austrian wines.

The first series of wines. Sweet wines without botrytis.
1. Sommer 2010 – Gewurztraminer from the Burgenland region. A 11 degrees wine with “only”50 grams of sugar per liter. It had a really clear aspect, silver and green, it did not even look like a sweet wine. Touches of yeast, very subtle, a floral that reminds one of daisies and camomile. On palate it has excellent acidity, is creamy, very fruity, with touches of yeast, camomile aftertaste, finish is sweet and creamy, but not very long.
2. Gesellmann 2009 – Welschriesling Eiswein. In other words, an Italian Riesling made like an ice wine, an ice wine harvested at the height of the winter, with the grapes frozen. Nose super dense, with notes of mango, cedar and butter, probably because it was partially fermented in barrel. On palate it is very sweet, little acidity, buttery, very long and sweet, rich but the acidity is missing. It has an incredible 294 grams of sugar per liter!

3. Domaine Wachau 2009, from the Wachau region. Made with Riesling, Gruner Veltliner and Muller Thurgau. It is a Beernauslese with 102 grams of sugar per liter. Nose with touches of butter, toasted, coal and dates. On palate it is really balanced, great acidity, very full, almost tannic, structured, long, incredible balance and length. 

4. Wenzel 2004 da região de Burgenland. Made with Grauer Burgunder (pinot gris) Sauvignon Blanc, and Welschriesling ( Italic ). Toasted nose, reminds one of brioche, it is whiskey alcohol, woody. It was also fermented in Oak. On palate it is very full, very sweet, with acidity, hot finish, rich, less acidity, but still good freshness. The finish is very long with alcohol heat.
Second series of wines -with botrytis

5.Feiler-Artinger 2009. From the Burgenland region, a Beernauslese made with Chardonnay,Weissburgunder(pinot Blanc) and Welschriesling.Really clear visual aspect. Nose with yeast, green tea, but discreet. On palate creamy, very rich aftertaste, with touches of white chocolate, then it becomes toasted, very rich, but it has little acidity that makes it a little short.
6. Ernst Triebaumer 2007, from Burgenland. Nose with notes of honey, and resin, typical of a wine with botrytis. On palate it is fresh and creaamy, full, tangerine jam, finish really sweet, reminds one brown sugar. The finish has a hot touch.
7. Kollwentz 2006 from Burgenland, made with Chardonnay. It has an exotic nose, animal, a touch of cheese, delicate notes of honey, a little closed. On palate it is fresh, but rich, hot, alcoholic, full of fresh fruit on palate, great freshness and a little heat in the finish.

8. Hans Tschida 2008, from the region of da Neusiedlersee. Made with a Scheurebe grape. It has passion fruit aromas, tropical fruit jam and violets(typical of Scheurebe grape, according to Christian), very exotic. On palate it is enormous, with great acidity, very tasty, with apple, peach, honey, dried figs aftertaste, apricot, and an extremely long finish.
Third series of wines-Eiswein. Grapes harvested frozen at the height of the winter,Strohwein/Schilfwein, wines of grapes dried on straw mats ou cane.
9. Weinrieder 2008 from the region of Niederosterreich, pure Riesling. Eiswein. Nose really closed. On palate it has excellent acidity, really vertical, citric, with fresh sweetness, the finish has a balance between creamyness and freshness and a touch of passion fruit.

10. Stolzerhof 2009, from the region of Burgenland, made with Muscat Ottonel. Eiswein. Nose with bayleaf notes, a floral that reminds one of daisies and camomile. On palate it is really sweet, a little heavy, with toasted notes, finish very sweet, a little heavy.
11. Sepp Moser 2008, from the Neusiedlersee region, made with Scheurebe. Schilfwein. Dense nose, closed, a little cooked vegetables, sauer kraut, juniper, reminds one of gin. On palate there is a fresh touch, perfumed alcohol, the same touch as gin in the aftertaste. Really hot witha little acid.
12. Willi Opitz 2008, from the region of Neusiedlersee. Schilfwein. Floral nose, with a note of resin. On palate it is dense, fresh, creamy, fruity, reminders of fresh figs, orange, toasted touches, very long and perfumed. Aftertaste is toasted, with caramel and baked apples.

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4 Respostas to “EWBC – segundo dia. Os vinhos doces austríacos”

  1. savio Says:

    A Austria talves seja hoje o pais mais organizado com relacao `a promocao de seus vinhos. Burgenland, Neseedlersee, por fim Rust e’ a melhor regiao de vinho doces Austriacos que sao espetaculares, porem nao tao sublimes como os produzidos pelos vizinhos, Deutschland.
    Zum Wohl und Gute Reise!

    Savio

  2. Savio Says:

    Aproveite a visita Alexandra! Independente da condicao do tempo, a Austria e’ maravilhosa e ao mesmo tempo uma viagem ao passado e futuro.

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