Três brancos incríveis!

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Ontem aqui na aula da nossa formação de Sommellerie para Enófilos falamos de Alemanha e Austria, dois países complexos na geologia que, por ser bem explorada, acaba resultando em vinhos de estilos complexos. Pudemos desfrutar um pouco da mineralidade da Riesling em sua casa, ver diferenças no estilo das regiões e dos Kabinett  e conhecer o lado exótico e cítrico da Grüner Veltliner, a uva austríaca por excelência.

Da Áustria veio este primeiro.

1. Muito cheiro de pedra molhada, de praia, quando o vinho está bem frio. um toque de pedra de isqueiro, fumaça de fósforo. Fica mais verde, lembra folha pisada, louro, um leve toque de menta fresca e casca de limão.

Tem grande acidez quando entra na boca, é cremoso, tem uma leve doçura cítrica, é cheio, rico, tem muito extrato, parece que mordi uma grapefruit, com um amarguinho também de fruta cítrica no final. O que fica é uma sensação firme de álcool e um extrato longo e frutado. no retrogosto, sobe também um aroma tostado que se mistura com a frutosidade da boca. Um vinho rico. É feito com a uva austríaca Gruner Veltliner, do produtor Wilhelm Bründlmayer.

Ele vem da região de Kamptal, onde os solos são basicamente loess e pedregulhos, com uma partes onde se vê a rocha e partes de origem vulcânica. O microclima aqui é bem quente para o padrão da Áustria. Tem um vídeo legal do site deles. Está aí e está em inglês.

2. Bem frutado, com notas de manga, exótico. Notas lácteas. depois de um tempo aparece um aroma de areia, de pedra quente. Depois voltam as notas mais exuberantes  que, conforme o vinho vai ganhando temperatura, vão se amenizando. E só depois de uns 10 minutos aparece a mineralidade, lembrando giz, cal, mas é bem sutil.Quando a temperatura sobe mesmo, aí dá para sentir bastante a pedra quente, um cheiro de cimento. E se você tiver paciência, mais para o finalzinho, vai começar a sentir uns florais. Incrível.

Na boca é super frutado, parece que mordi uma maçã verde. É cremoso e acidinho, refrescante, cheio de sabor de casca de maçã,e tem força de álcool, sem se deselegante, todo o contrário . Em geral, é um pouco mais curto que o anterior, mas bem suculento enquanto está na boca.

A graduação alcoólica dele é 12,00 e no caso dos KABINETT é bem importante olhar antes de comprar pois quanto mais baixa a graduação, mais açúcar residual (não fermentado) o vinho terá. Este vem da mítica região de Rheingau, do vinhedo Hölle  e o produtor é o Künstler.

No próximo vinho a graduação é de 9,5 e setniremos muito mais esse açúcar residual. Kabinett é o primeiro nível na classificação de vinhos alemã. Ele se refere à quantidade de açúcar no mosto no momento da colheita.

3. Um nariz exótico e cheio de aromas curiosos. Pão, levedura, areia, um lado frutado meio verde, pera verde, morango verde. Aparece um pouco de madeira nova queimada, parece um cheiro de barrica nova, movel novo. Sobretudo, o aroma de levedura. Depois de um tempão aparece um toque de cinza, um pouco de fumaça, que lembra uma nota mineral, um pouco de praia – mas não diria que é o estilo ou o aroma principal do vinho.

Na boca tem um doçura perfeita, alinhada com a acidez fresca, como se comêssemos um morango maduro que tem açúcar e frescor. É muito saboroso, com um toque doce que pede uma comida salgada. Apesar de ser um vinho delicado e sutil, tem o sabor longo, muito comprimento, ficamos com seus aromas e sabores um tempão.

Por causa deste comprimento, como falei, pede  um queijo bem sequinho e salgado ou, como comemos aqui em aula, uma linquiça de porco Nuremberg do Diethelm Maidlinger, chef do restaurante Bierquelle que prepara para a gente para esta aula sobre Alemanha e Austria. A linguiça é cheia de especiarias e o chucrute tem acidez – combinados com a frutosidade deste vinho, ficou incrível. O vinho deixa mais evidente o sabor da carne e o chucrute joga mais acidez e frescor, trazendo à tona o sabor do vinho e da carne também.

Este terceiro vinho é um dos meus favoritos, da região do Pfalz (Palatinado, em português), do vinhedo Mariengarten, em Forst. No rótulo você vai ver o nome da cidade Forst +er + o nome do vinhedo, assim FORSTER MARIENGARTER RIESLING KABINETT. O produtor é Eugen Muller.

Os dois alemães são da Decanter e o Austríaco é da Mistral

Three Amazing Whites

Yesterday at our course of Sommellerie for Enofiles we spoke about Germany and Austria, two countries that have complex geology and because they are well explored, they end up having complex wines. We tasted some of the mineralness of the homebred Riesling; saw the differences of the styles from different regions and between  Kabinetts. We also got to know the exotic and citric side of the Grüner Veltliner, the Austrian grape par excellence

From Austria we have this first wine. 

1.A lot of wet stone smell, of the beach, when the wine is really cold. A touch of lighter flint, and match smoke. It gets greener, reminding one of crushed leaves, bayleaves, a slight touch of fresh mint and lemon .

It has a lot of acidity when it enters the palate, it’s creamy, it has a light citric sweetness, is full, rich, has a lot of extract, it’s like taking a bite of a grapefruit, with a little bitterness also of citric fruit in the finish. What remains is a firm sensation of alcohol and a long fruity extract. In the aftertaste, a toasted aroma rises too, that mingles with the fruitiness of the palate. A rich wine. It is made with the Austrian grape Gruner Veltliner, from the producer Wilhelm Bründlmayer. 

It comes from the Kamptal region, where the soil is basically loess and gravel, some parts  where one can see rocks and other parts of vulcanic origin. The microclimate here is really hot by Austrian standards. There is a nice video on their site (above) .  

2. Really fruity, with mango notes, exotic. Lactic notes. After a while a sand aroma appears, of hot stone. Then the more exhuberant notes return, as the wine gains temperature, they lessen. Only about 10 minutes later does the mineral appear, reminding one of chalk, lime, but it is really subtle. When the temperature really rises, do we sense the hot stone a lot, a smell of cement. If you have the patience, towards the end, you will start to feel some florals. Incredible.

On palate it is really fruity, like I was biting a green apple. It’s creamy and acidy, refreshing, full of apple peel flavour, it has alcohol strength, without being inelegant, on the contrary. In general it is a little shorter than the previous one, but really succulent while it is in the mouth.

It’s alcohol level is 12% and in the case of the KABINETT it is really important to look before buying because the lower the level of alcohol, the more residual sugar ( not fermented ) the wine will have. This one comes from the mythical Rheingau region, from the Hölle vineyard and the producer is Künstler.

The next wine’s alcohol degree is 9,5 and we feel the residual sugar a lot more. Kabinett is the first level of German wine classification. It refers to the amount of sugar in the must at the time of the harvest.

3. An exotic nose and full of curious aromas. Bread, yeast, sand, a green fruit side, green strawberries. Some burnt young wood, a smell of new barrel, new furniture. Above all, we can smell the yeast aroma. After a long while a touch of ash appears, a bit of smoke, that reminds one of a mineral note – but I would not say that it is the main style or aroma of thye wine.

On palate it has perfect sweetness, aligned with a fresh acidity, as if we are eating a ripe strawberry that has sugar and freshness. It is really tasty, with a touch of sweetness that calls for salty food. Despite it being a delicate and subtle wine, it has a long flavour, a lot of length, the aromas and flavours remain for a long time.

Due to this length, as I said, it calls for a really dry and salty cheese or as we ate here in class, a Nuremberg   pork sausage from Diethelm Maidlinger, chef at Bierquelle Restaurant, who prepares it for us for this class about Germany and Austria. The sausage is full of spices and the sauerkraut has acidity-we paired with the fruitiness of this wine, it was incredible. The wine brings out the flavour of the meat and the sauerkraut brings in more acidity and freshness, highlighting the taste of the wine and the meat too.

This third wine is one of my favourites, from the Pfalz region ( English Palatinate ), from the Mariengarten winery, in Forst. On the label you will see the name of the city Forst+er+o the name of the vineyard, and so we have FORSTER MARIENGARTEN RIESLING KABINETT from producer Eugen Müller

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5 Respostas to “Três brancos incríveis!”

  1. Renata Battista Says:

    Olá Alexandra,
    Tudo bem?
    Lendo uma entrevista sua recentemente falando de um bom vinho branco o Terranoble, tomei este vinho no Sul – Praia do Rosa, procurei muito em São Paulo mas não achei.
    Você poderia me passar o telefone ou endereço de onde poderia encontrar?
    Agradeço desde já.
    Renata

  2. Renan Says:

    Boa tarde Alexandra, gostaria de saber seu email para mandar uma nota sobre um novo vinobar de que vamos abrir… abraços!

  3. Renan Says:

    Boa tarde Alexandra, gostaria de saber seu email para mandar uma nota sobre um novo vinobar de que vamos abrir… abraços!

    renan@sfcomunicacao.com

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