Vinhos de Portugal e sua última feira em SP

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umas palavras para a Wine of Portugal - camera man gente boa!

(to read in english, scroll down)

Então, ViniPortugal, Wines of Portugal e todos os primos andam vindo – vocês devem ter percebido – muito pra cá. É ótimo ver o nvestimento alto em mostrar os vinhos aos brasileiros, já que, apesar de termos bastante intimidade com os vinhos de lá, eles têm ficado esquecidos quando falamos em números de importação e, sobretudo, de consumo – onde argentinos e chilenos lideram.

E, no último dia 7 de junho, precisamente, fui visitar a última feira que trouxeram.

Este formato de feira tem vários prós e contras. Os pros são, por exemplo, para quem estuda vinhos, é uma excelente oportunidade de degustar as várias regiões. Você pode escolher uma ou duas que não conheça tanto e degustar vários produtores. Você tem a oportunidade de falar com enólogos, viticultores, fazer perguntas e esclarecer coisas que fichas técnicas e vendedores de vinho geralmente não conseguem responder. Também tem a oportunidade de provar rótulos novos no mercado, lançamentos, novas safras de vinhos que você já conhecia safras anteriores ou algumas raridades que votem poucas chances de provar.

Há alguns contras que pesam, no entanto. Acredito que falta precisão na informação, por exemplo. Acho que muitos expositores põem pessoas em seus stands que não estão aptas a falar do produto. Se limitam a dizer que uvas compõem o vinho e pronto. Um outro ponto negativo é que há muitos vinhos apresentados que não estão no mercado. Claro que se pode arugmentar que eles estão lá justamente para isso: achar um representante ou um importador. Mas, o que mais vemos nestas feiras são sommeliers, algumas pessoas que escrevem e muitos curiosos. Raramente vejo importadores. O lado ruim disso é que há muitos produtos que degustamos e não podemos escrever sobre porque não estão no mercado. Ou, no caso de sommeliers, não têm como colocá-los na carta, pelo mesmo motivo.

E, voltando à informação. Acho que os stands poderiam estar divididos em sessões por regiões. Deveria haver um especialista sobre cada região dando informação precisa sobre a geologia, o clima, os aspectos estilísticos dos vinhos produzidos em cada uma delas porque, afinal de contas, o estilo do vinho Português é definido pela região e não pelas uvas.

Sempre disse isso, inclusive tive a oportunidade de me expressar no Wines of Portugal International Conference (WoPIC), dizendo que é um erro grave tentar focar na Touriga Nacional como uva emblemática, ou em qualquer outra uva, já que são raríssimos os vinhos portugueses monovarietais. E no caso de o serem, o estilo dos vinhos são muito mais expressivos pelos climas e solos da região do que pelas uvas.

Portugal é um país tímido na comunicação e aí reside seu charme. E carrega uma história e uma tradição vinícola que se expressa muito bem através de seus vinhos. Mas eles precisam ser bem explicados. (tive até uma experiência nesta feira com um expositor de vinhos de Lisboa, quando comentei “antes era extremadura, né?” e ele disse,  “não sei do que você está falando” – já que ele era um novo importador e não tinha noção de vinhos). Neste outro post, quando estive na WoPIC, escrevi um pouco sobre essas regiões e o panorama do vinho Português. Aliás, a ViniPortugal desenvolveu um livrinho – que foi distribuído na sacolinha de brinde no final da feira – que é fenomenal e consegue resumir todos os aspectos importantes do vinho português.

Enfim, sempre vale a pena visitar e degustar nestas feiras, mas acho que alinhar melhor a comunicação com conteúdo didático teria um efeito melhor no entendimento da complexidade do vinho português.

Wines of Portugal and their latest fair in São Paulo

ViniPortugal, Wines of Portugal have been coming to Brazil a lot, I’m sure you’ve noticed. It’s excellent to see the high investment they’ve made to show Brazilians their wines. Despite the intimacy that we have with Portuguese wines , they’ve remained forgotten when we consider import numbers and above all consumption, where the Argentinians and Chileans are leaders.
On the 7th of June I went to the latest fair they brought over.

This kind of fair has its pros and cons. The pros are, for example,  for those who study wines it’s an excellent opportunity to taste the different regions. You can choose one or two you don’t know so well and taste a number of producers. You also have the chance to speak to enologists and viticulturists , ask questions and get answers for the questions technical data and wine merchants cannot answer. You also have the chance to taste new wine labels on the market, launches, new vintages of wines you knew previously or some rarity you would have little chance of tasting.

Some cons do however weigh. I believe there is a lack of precision in the information, for example. Many of the expositors hire people for their stands who are not apt to speak of the product. They limit themselves to saying what grapes make up the wine and that’s it. Something else that is negative is that many wines are presented that are not on the market. Of course you could argue and say that they are there for that exact purpose: find a representative or importer.

But who we see at these fairs are sommeliers , some people who write and many curious people. Rarely importers come. The bad side of all of this is that many products we taste we will not be able to write about because they are not on the market. Or , in the case of the sommeliers we cannot put them on our wine lists for the same reason.

And returning to further information, I believe the stands could be divided into sections per regions. There should be a specialist about each region giving precise information about geology,  climate,  the stylistic aspects of the wines produced in each of them because afterall the style of the Portuguese wines is defined by region and not by the grapes.

I’ve always said this in fact I had the opportunity to express myself at the International Wines of Portugal Conference(WoPIC). On that occasion I said that it was a serious mistake to focus on the Touriga Nacional as a symbolic grape or any other grape, as it is rare to find mono-varietal Portuguese wines. When they are in fact mono-varietal the style of the wines expressed a lot more  by the climate and the soil of the regions than by the grapes.

Portugal is a timid country when it comes to communication, yet here is where its charm lies. It has a history and a wine tradition that expresses itself very well through it’s wines. But it has to be well explained ( I even had an experience at this fair with an expositor of wines from Lisbon where I commented,  “..before this was known as Estremadura” ,  and he said he didn’t know what I was talking about as he was a new importer and didn’t know about wine much). In my other post when I went to W0PIC, I wrote a little about these regions and a panaorama of Portuguese wine. In fact ViniPortugal put together a little book- that went with the gift bag at the end of the fair-  which is phenomenal and sums up the most important aspects of Portuguese wines.

But in the end it’s always worth going and tasting at these fairs. I still think however that a better combination of communication and didactic content would have a better result on the understanding of the complexity of Portuguese wines.

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