Degustando Retsina

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avaliando o Retsina

(for English text please scroll down)

 

No concurso internacional de Thessaloniki, onde fui jurada, uma das baterias de degustação era composta de 7 vinhos Retsina. Este é um dos mais tradicionais vinhos gregos, sendo amplamente consumido pelos locais e exportado como um produto típico. Basicamente é feito com a uva branca Savatiano, podendo ter a também branca Roditis. No entanto, apesar de conhecermos a tipicidade de cada uma destas uvas, o resultado do vinho depende, além da qualidade da uva, de alguns outros fatores.

Para entender estes fatores, antes da degustação, tivemos uma mise-en-bouche, para que o grupo conversasse antes sobre os parâmetros que devem ser considerados na degustação de um vinho tão peculiar. Peculiar porque é um vinho base que passa depois por um período em contato com resina de pinho. Para avaliar, temos que considerar um equilíbrio e qualidade do vinho base, mas também a qualidade da resina utilizada. No caso de ela não ser boa, trará aromas de petróleo e champignons ao vinho. A ideia é buscar equilíbrio entre a presença de uma boa resina e um bom extrato do vinho. E, nos melhores casos, o resultado é um vinho de aromas frescos, de pinho, florais brancos, etéreo, leve e atraente. Na boca é fresco, com cremosidade leve e retrogosto também perfumado a menta e ervas frescas.

Tasting Retsina                                                                                                                                                                         

At the Thessaloniki International Wine Competition, where I was a judge, one of the tasting sessions was made up of  7 Retsina wines. This is one of the most traditional Greek wines, amply drunk by the locals and exported as a typical product. It is basically made with the Savatiano (white grape), it can also have the (also white) Roditis. However, although we may know the tipicity of each of the grapes, the result depends, besides  the quality of the grape,  on some other factors.

To be able to understand  what these factors are , before the tasting we had a mise-en -bouche, so that the group could exchange ideas about the parameters to be considered of a tasting of a wine that is so singular. Singular because we have a  base  wine that afterwards goes through a period of contact with pine resin.  To evaluate, we have to consider the balance and quality of the base wine, in addition to the quality of the resin used. If it is not good, it brings aromas of petroleum and mushrooms to the wine. The idea is to reach a balance between the presence of a good resin and a good wine extract. At its best, the result is a wine with fresh aromas of pine, white flowers, ethers, light and attractive. On palate it has to be fresh, with a light creaminess with a perfumed aftertaste of mint and fresh herbs. Otherwise, it is not considered a quality example of Retsina.

                                 

2 Respostas to “Degustando Retsina”

  1. Evelyn Says:

    Amo Retsina!! Aqui no Brasil, por um acaso, chegam bons rótulos? Onde podemos encontrá-los?
    Beijo,
    Evelyn

  2. Bernardo Silveira Says:

    E aí, Ale? Sobrou algo de bom dessa degustação? Você tem algumas referências bacanas pra nos passar? Tudo o que eu provei de Retsina até hoje era no máximo curioso: nada de delicadeza, nada “étereo” nem atraente… Mas, de fato, não é que haja muita coisa no mercado e Retsina realmente não é prioridade quando estou nas feiras e eventos maiores. Pode nos dar uma mão?

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