Rotas do Vinho do Norte da Grécia

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(for English text please scroll down)

A “Wine roads of Northern Greece” foi criada em 1993 pela Associação dos Produtores do Norte da Grécia. Atualmente reúne 37 membros e já são 8 as rotas através da zona, passando pela Tessália, Epirus, Macedônia e Trácia. A rota inclui não apenas vinícolas, mas restaurantes, tavernas e hotéis grandes e pequenos.

As 8 rotas do vinho do Norte da Grécia

No extremo sudoeste, em Metsovo, de cor marron, está a rota de Epirus, que passa pela região de Denominação de Origem Zitsa e várias outras pequenas cidades. É uma região montanhosa e pitoresca, dominada pela paisagem das montanhas Pindus, nevadas. É uma região famosa pela produção de queijos e pela uva autóctone Debina. O estilo de vinhos é o de clima frio, e as outras uvas são: Roditis, Malagousia, Sauvignon Blanc, Chardonnay, Bekari, Vlahiko, Agiorgitiko, Merlot e Cabernets.

Na cor lilás está a rota dos lagos, passando por alguns dos principais lagos do país: Polifitos, Vegoritida, Petron e Kastoria. Aqui fica a DOC Amyndeo, feita apenas de Xynomavro. Há outros vinhos feitos nas denominações regionais, com uvas internacionais e locais.

Mais a leste, está Naoussa, famosa pelo vinho do mesmo nome, um dos mais famosos e elegantes da região. Como a Xynomavro é uma uva com pouca cor e corpo, mas com taninos firmes, aromas picantes, de frutinhas vermelhas e animais, nesta região é comparada com a Nebbiolo do Piemonte, sendo considerada uma espécie de Barolo.

A pequena rota amarela escura (quase não dá pra ver) no extremo norte, é a rota de Pela-Goumenissa. Região conhecida pela neve, é onde fica a DOC Goumenissa que tem como base a uva Xynomavro, mas vem em companhia de um pouco de Negoska.

Seguindo a sul, em cor azul mais escura, a rota dos Deuses do Olimpo. Como seu nome diz, passa pelos montes Olimpo, Pieria e Vermio. A DOC mais famosa é Rapsani, produzida à base de Xinomavro, Krassato e Stavroto.

A de cor roxa é a rota de Thessaloniki, uma região mais plana, perto do golfo de Termaikos. Não há denominações de origem, mas produz-se uma rica variedade de vinhos regionais. Aqui ficam alguns dos mais importantes produtores da Grécia: Tsantalis, Boutaris, Babatzimopoulou e Gerovassiliou. Todos vêm apostando muito na região e são responsáveis por alguns dos vinhos mais interessantes e exportados do país.

Logo abaixo, está Halkidiki,onde ficam as três penínsulas de Kasandra, Sithonia e Athos, ou Aghios Oros (montanha sagrada) onde moram os monges que preservam tradições vinícolas antiquissimas. Aqui está a DOC Cotes de Meliton, que produz brancos (mínimo de 50% Athiri, 15% Assyrtico e Roditis) e tintos com Cabernet, Limnio e Cabernet franc.

Já dá para começar a passear pela rica região do norte de Grécia. Voltarei com mais informações sobre as uvas.

The Wine Routes of Northern Greece

The “Wine roads of Northern Greece” was created  by the Association of Producers of Northern Greece in 1993. Presently there are 37 members and there are already 8 routes in the region, which go through Thessaly, Epirus, Macedonia and Thrace. The route includes not only wineries, but also restaurants, taverns, and big and small hotels.

In the extreme southwest, in Metsovo, in brown on the map, is the Epirus route, which goes through the Zitsa Wine Appellation of Origin region and a number of other small towns.It’s a mountainous and picturesque region, surrounded by the snowcapped Pindus mountain landscape. The region is famous for the production of cheese and its native grape Debina. The style of the wine is that of a cold climate, the other grapes are : Roditis, Malagousia, Sauvignon Blanc, Chardonnay, Bekari, Vlahiko, Agiorgitiko, Merlot and Cabernet. 

In lilac we have the lake route, going through the main lakes of the country: Polifitos, Vegoritida, Petron, Kastoria. We find DOC Amyndeo here, made only with Xynomavro. There are other wines made with regional denominations, with international and local grapes.

More to the east, we find Naoussa, famous for its wine which bears the same name, one of the most famous and elegant of the region. As the Xynomavro is a grape with little colour and body, but with firm tannins, hot spicy aromas, of small red fruit and animals, this region is compared to Nebbiolo of Piemonte, and the wine is considered a kind of Barolo.

The small dark yellow route (almost not visible on the map) in the extreme north, is the Pela-Goumenissa route. In what is known as a snowy region, we find the DOC Goumenissa that has the Xynomavro grape as base but in the company of a little Negoska.

Down south, in dark blue, the Gods of Olympus route. As the name suggests, it goes through mount Olympus, Pieria and Vermio. The most famous DOC is Rapsani, produced with a Xinomavro, Krassato and Stavroto.

The purple route is the Thessaloniki route, a region that is flatter, near the Thermaikos Gulf. There are no origin appellations, but they produce a rich variety of regional wines.  Some of the main Greek producers are found here: Tsantalis, Boutaris, Babatzimopoulou and Gerovassiliou.All bets are on this region and they are responsible for some of the most exported and  interesting wines in the country. 

Just below, is Halkidiki, where we have the three peninsulas of Kasandra, Sithonia and Athos, or Aghios Oros (holy mountain) where the monks live that uphold ancient vineyard traditions. We find DOC Cotes de Meliton here, that produces whites (a minimum 50% Athiri, 15% Assyrtico and Roditis) and reds like Cabernet, Limnio and Cabernet Franc.

And so you can already travel through the rich region of Northern Greece. I’ll be back with more information about the grapes.

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2 Respostas to “Rotas do Vinho do Norte da Grécia”

  1. F.S. Monteiro Says:

    Oi, Alexandra, pela minha lembranca, a uva xynomavro näo é täo fraca de cor e corpo assim. Tanto é que seu nome, em grego, significa “amargo e negro”, o que, por sua vez, pode indicar um parentesco com a uva negroamaro, da Apúlia. Sabe-se que foram os gregos que levaram a viticultura pro sul da Itália. Confira no livro da Jancis Robinson, sobre castas. E os Naoussas que já provei eram todos bons de cor, com boa capacidade de envelhecimento.

    De qualquer forma, parabéns pelo blog.

    • sommelierprofissional Says:

      Olá Fabio.
      Não quis dizer que o vinho não tem corpo. O estilo da Xynomavro é um estilo mais “lean”, magro, ficando a força estruturada pelo tanino e não pelo corpo do álcool, que dá mais gordura. Assim como um nebbiolo. Por mais potente que seja, nunca vai ser um vinho gordo – neste sentido disse que não tem corpo. Não disse que era “fraco”.
      O livro da Jancis é ok e eu sempre o uso para informação básica, mas é um pouco genérico. Melhor fonte para uvas gregas, (é o que eu uso) em específico, é o “Wines of Greece” publicado pela Mitchell Beazley Classic Wine Library. Cito alguns trechos: “mesmo em mãos experientes, os açúcares e taninos podem ter dificuldade em alcançar maturidade (…) na vinícola, é difícil extrair cor sem perder suas características de taninos secos, angulares e imperdoáveis. No envelhecimento em barrica ou garrafa, a cor é muito instável, faltando profundidade e fica facilmente alaranjada” E, por fim “o estilo mais tradicional é pálido e evoluído em cor, falta o frescor e doçura de frutas, (…) enquanto a acidez pode ser punjente no paladar que é magro, apertado e tânico”. Foi isso que eu quis dizer, mas não estava desenvolvendo muito o tema das uvas. Pelo menos não por enquanto, pois estou às voltas com ser jurada aqui no Concurso Internacional de Vinhos Thessaloniki. Acompanhe a cobertura. De qualquer forma, obrigada pelo comentário

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