Sudoeste da França e País Basco, tem que conhecer.

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O Vitor Lima vai mandando notícias de regiões cada vez menos comentadas. Todas as outras eu conhecia, mas esta do país Basco foi totalmente novidade para mim. Desfrutem aí, por Vitor LIma.

Gaillac, é uma apelação de 3700 hectares, e é considerada uma das mais versáteis da França pois produz todos os tipos de vinho (tinto, branco, frisante, rose, espumante, primeur e doce).

O clima em Gaillac tem tanto influencia oceânica a oeste, que reduz o riscos das geadas de primavera, quanto calor do mediterrâneo a sudeste.

Para os tintos as uvas mais utilizadas são Duras, Fer Servadou (Braucol) e Syrah; para os brancos são Len de l’el, Mauzac, Muscadelle e Sémillon e para os rosés, especificamente utilizam a Mauzac.

A região de Gaillac, também produz o Primeur, uma versão do Beaujolais Nouveau, feito também com uvas Gamay. O vinho é distribuído na 3 semana de Novembro, e é conhecido como “Gaillac Primeur”.

Cave de Rabastens – Princesse Emilie Rouge – 2008

Gaillac – Sud-Ouest – França

Duras, Fer e Syrah. (tinto)

Aromas: Geléia de Amoras, ameixa madura, folhas secas e cacau (um pouco terroso).

Boca: Acidez equilibrada, taninos firmes e ligeiramente arenosos, encorpado e álcool correto equilibrado. Final frutado leve e terroso, boa persistência.

Assemblage interessante, bom equilíbrio entre fruta, carvalho e acidez, álcool e taninos todos bem integrados. Final curioso lembra cacau, mas sem nenhum amargor.

Após algumas horas aberto o vinho revelou seus aromas de frutas e principalmente o toque de cacau que aparece no retro gosto.

Irouléguy é uma pequena apelação de 210 hectares localizada no País Basco, sudoeste da França, divisa com a Espanha.

As uvas utilizadas nos tintos são: Tannat, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon. E para os brancos : Gros Manseng, Petit Manseng e Petit Courbu.

Os vinhos tintos de Irouléguy são de maneira geral rústicos e fechados na juventude, precisam de algum tempo de garrafa para equilibrarem e tornarem-se agradáveis. Isso não desqualifica sua qualidade, mas sim demonstra o potencial das uvas da região. Possuem potencial de guarda de pelo menos 10 anos. São vinhos excelentes para acompanhar refeições, principalmente com carnes vermelhas ou molhos de tomate mais pesados.

Domaine Arretxea – 2006

Irouléguy – Sud-Ouest – França

Tannat (tinto)

Aromas: Frutas negras (cereja negra e cramberry), couro, carvalho, madeira seca.

Boca: Acidez fresca, taninos firmes (um pouco seco), encorpado e álcool equilibrado (correto).

Final amadeirado e com um toque de fruta. Persistência longa e amadeirada.

Mesmo sendo naturalmente um Tannat encorpado e pesado, a acidez estava tão presente que acabou equilibrando sua estrutura geral.

O vinho ainda estava em evolução, com certeza melhorará após 1 ou 2 anos na garrafa. É um vinho muito encorpado e com bastante depósito no fundo da garrafa. Seria melhor se tivesse sido decantado, tanto para arejar o vinho como para remover o depósito. É um vinho um pouco cansativo para tomar sem comida, melhor servi-lo com uma refeição e compartilhar com amigos.

Este Domaine só produz vinhos biodinâmicos, sem filtragem, sem SO2, sem químicos no vinhedo, leveduras selvagens para fermentação alcoólica, entre outros procedimentos. Tudo isso me pareceu um pouco novo pra mim, mas todo ano aumenta o número de produtores iniciando a produção de biodinâmicos.

Get to know Southwest of France and Basque Country.

Vitor Lima was my student in the professiona sommelier course and is living in France. He has been sending us news of those regions people speak of less and less. I had heard of the others but this one of the Basque Country was totally new to me. Enjoy. by Vitor Lima.

Gaillac is a 3700 hectares appellation, and is considered one of the most versatile of France as it produces all types of wines (red,white,frizzante,rose,spumante,primeur and sweet)

The climate in Gaillac has both the oceanic influence from the west, that reduces the risk of frost in the spring, and the Meditarranean heat from the southeast.

The grapes most used for the reds are Duras, Fer Servadou(Braucol) and Syrah; for the whites  Len de L’el, Mauzac, Muscadelle and Semillon and for the roses, specifically  the Mauzac is used.

The region also produces the Primeur, a version of the Beaujolais Nouveau, also made  with the Gamay grapes. The wine is distributed in the 3rd week of November, and is known as “Gaillac primeur”

Cave  Rabastens – Princesse Emilie Rouge – 2008

Gaillac – Southwest- France

Duras, Fer and Syrah. (red)

Aromas: Mulberry jam,ripe plum, dry leaves and cocoa (a little earthy).

Palate: Balanced acidity, firm tannins and slightly sandy, body and alcohol correctly balanced. Finish light fruity and earthy, good persistence.

Interesting assemblage, good balance between fruit, oak and acidity, alcohol and tannins well integrated. Curious finish reminds one of cocoa but, without the bitterness

After some hours of it being open, the wine revealed its fruity aromas and especially a touch of cocoa that appears in the aftertaste.

Irouléguy is a small appellation of 210 hectares located in the basque Country, in the southwest of France, on the Spanish border

The grapes used in the reds are: Tannat, Cabernet Franc and Cabernet Sauvignon. And for  the whites: Gros Manseng, Petit Manseng and Petit Courbu.

The reds of Irouléguy are generally rough and closed in their youth, they need some time in bottle to balance and go back to being pleasant. This does not in anyway deminish its quality, but shows the potential of the wines of the region. The keeping potential is of at least 10 years.They are excellent wines to accompany meals, especially with red meat or heavy tomato sauce.

Domaine Arretxea – 2006

Irouléguy – Southeast – France

Tannat (red)

Aromas: Black fruit (black cherry and cranberry), leather, oak, dry wood.

Palate: Fresh acidity, firm tannins (a little dry), body and alcohol balanced (correctly).

Woody finish with a touch of fruit. Long and woody persistence.

Eventhough it is naturally a Tannat with body and heavy, the acidity was so present that it ended up balancing overally.

The wine was still evolving, certainly it will  improve in bottle after 1 or 2 years. It’s a full body wine with a lot of residue at the bottom of the bottle. It would have been better had it been decanted, as much to air as to remove the residue. It’s a little tiring to drink without food, best to serve it with a meal and share with friends

This Domaine only produces biodynamic wines, without filtering, no SO2, no chemicals at the vine, wild yeast for alcohol fermentation amongst other procedures. All this seemed a little new to me, but every year there are new producers starting biodynamic production.

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4 Respostas to “Sudoeste da França e País Basco, tem que conhecer.”

  1. Rafa Says:

    Olá Alexandra!
    Primeiro, parabenizo por seu blog. Eu o acompanho desde quando você publicava no blog da Veja SP, e sempre gostei bastante.
    Recentemente recebi de um site de compras coletivas um super desconto para sua aula de vinhos e queijos. Entretanto, quando fui comprar para mim e para minha namorada, já não estava mais disponivel! Teremos esta chance novamente?😉

    Beijos e bons vinhos a todos.

  2. Carlos lanza Says:

    Olá campeão, parabéns pela precisão e riqueza descritiva, quem sabe un dia chegue a saborear o gosto do couro, do cadeado enferrugado pela ação da água salina etc, como vês é pura ignorância de quem toma água.
    Prometo que quando você voltar, pelo menos vou a aprender a identificar com os olhos fechados o sabor a UVA, você sabe carências típicas de pessoas das cavernas como de onde eu procedo. Alias, você poderia visitar as nossas montanhas e provar a nossa bebida típica de alta montanha; o ORUJO da cidade de Potes na província de Santander. Estou orgulhoso pelo teu sucesso e não vejo a hora de te dar um abraço e brindar com um vinho da tua preciosa escolha e pago pelo Alecio após fechar um otimo negocio. Não percas nunca o élan de luta pelos teus sonhos, é assim que se formam os grandes profissionais, com o temple da determinação ferrenha. ABRAÇOS

  3. Vitor Lima Says:

    Oi Carlos!
    Obrigado pelo elogio e pelo apoio.
    Viver por aqui não é fácil e esse suporte dos amigos, família e professora me ajuda muito!
    Vou procurar esse Orujo de Potes. Aqui estou sempre descobrindo coisas novas, essa pode ser mais uma surpresa.
    E prometo que quando eu voltar, levo o vinho para tomarmos todos juntos, já que aqui as opções são ilimitadas.
    Um grande abraço.
    E Ale, mais uma vez obrigado pela oportunidade de escrever no blog!
    Vitor.

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