Um panorama do vinho português atual

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Enóloga Marta Galamba ensina a degustar..

Nossa primeira degustação em Portugal foi na aula de Marta Galamba, em Lisboa, na sede da Viniportugal. Pudemos conhecer todas as regiões de Portugal. Vinhos Verdes, com seus brancos frescos e aromáticos e tintos austeros e magrinhos ao mesmo tempo. Da Bairrada, os vinhos da caprichosa uva Baga, dão preciosidades vindas de suas grandes planícies. Da montanhosa região do Dão, com seus solos de granito, xisto e calcário, vêm vinhos elegantes. Do Douro, além do vinho do Porto, há tintos enormes, perfumados com flores e minerais e brancos elegantes e finos, também muito minerais. Trás-os-Montes também vem aparecendo aos poucos, ali perto do Douro, com tintos ultra estruturados e potentes.  Do Alentejo, o calor do clima fica impresso vinhos com potência alcoólica e estrutura fenólica. De Lisboa e suas várias denominações de origem temos brancos (com destaque para a DO Bucelas, apenas de brancos com a uva Arinto) e tintos frutados, além do curioso aguardente de vinho no estilo Cognac da região de Lourinhã.  No Tejo, produtores dos novos vinhos surpreendem pela atitude corajosa de apostar em novos brancos e tintos com preços incríveis e estilo idem. A Península de Setúbal tem seus moscatéis, mas também brancos e tintos das DOC Setúbal e Palmela.

Enfim, há um universo sem fim de vinhos no pequeno país e, abaixo, um pouco do que degustamos.

Uma rapidinha dos vinhos portugueses

Espumante 3B – Filipa Pato, região de Beiras, feito com Baga e Bica. Tem frutinhas vermelhas no nariz, morango, goiaba e groselha. Na boca é fresco, tem espuma fofa, um toquezinho de taninos e uma pontinha amarga no final, sem ser defeituosa e um final frutado,delicado.

No Brasil é importado pela Casa Flora.

O Quinta de Murta é um Bucelas 2007. Aromas de mel com própolis, resina, hortelã, uma nota mineral, “aromas de pedras, quando entramos numa gruta”, disse Marta e é totalmente verdade, muito interessante. Umas notas tostadas, de madeira. Muito cremoso em boca, alcoólico, com pouca acidez e retrogosto tostado.

Do Alentejo, tomamos o Paulo Laureano Reserve 2005. Tem notas tostadas, quentes, de carne, frutas cozidas e noz moscada. Na boca tem frescor impressionante, taninos finos e densos com final alcoólico, quente e longo. No Brasil é importado pela Adega Alentejana.

Do Douro tomamos o Quinta da Sequeira 2005. Toque de folhas pisadas, balsâmico e pimenta doce. Na boca é cheio, gordo, taninos duros, mas finos. É alcoólico, com um retrogosto lembrando vermute ou ervas maceradas.

Terminamos com um fenomenal Moscatel Roxo da Bacalhôa, 1999. Notas de cera de abelha no nariz, um pouco de resina e mel. Na boca é redondo, gordo, ótimo equilíbrio e acidez e finalzinho lembrando nozes caramelizadas. Docísssimo.

Uma resposta to “Um panorama do vinho português atual”

  1. NetEmporio.com Says:

    Bela análise, bastante técnica. Parabéns pelo texto!

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