Amor líquido e os bombons paraenses

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Bombonsdo Pará: bacuri, cupuaçu, castanha e queijo marajoara. Com que vinho eu vou?

 

O vinho

Tobin James Liquid Love 2006. Um zinfandel de colheita tardia,  californiano de Paso Robles, como não poderia deixar de ser. Nariz lembrando amarone, com muita jaboticaba pisada, fumo de corda, fechadão. Na boca, excelente acidez, bem quente do álcool, taninos muito finos, chocolate amargo e pimenta, comprimento médio.

Os bombons.

 De queijo: um toquezinho salgado, textura de doce de leite sequinho, chocolate delicado. Juntos: o vinho perdeu a doçura e ficou sem álcool ou taninos. O queijo marajoara destroçou a bebida.

De bacuri: Chocolate sequinho e crocante, recheio molinho e ácido, com sabor que lembra uma pera cozida ou algo assim. Vinho desmoronou. Juntos: um pouco melhor, mas não se nota no vinho nem a doçura, nem os taninos, só a acidez. Pena.

De cupuaçu: também acidinho, mais gelatinoso, mais ácido, já com sabor de fruta tropical madura. Quase. O vinho ficou um pouco mais próximo, mas não é uma harmonização.

Misto (castanha do pará e cupuaçu) : mmm, acidinho, tropical e com a nota da castanha do pará tostadinha (sabia que este ia ser o melhor, devia ter comprado mais), ficou interessante. O vinho ainda perde muito, mas pelo menos aqui, encontra o sabor torrado da castanha, que acompanha um pouco seus próprios sabores.

Difícil exercício. Poucas soluções. Mas eu faço por vocês, querido leitores.

o estrago calórico e o vinho derrotado. Cenas de um sábado à noite.

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