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Torrontés: a perfumada (Folha de SP)

14 de setembro de 2012

12/09/2012 – 03h31

 Torrontés: a perfumada

A torrontés está longe de estar entre minhas uvas brancas preferidas. Sua tendência aromática exageradamente floral e a pouca acidez em boca são aspectos que encontrei em vários exemplares e que me irritam um pouco.

No entanto, a qualidade e o equilíbrio de um vinho não dependem só da uva, mas do clima onde se encontra e da boa vontade do homem que a cultiva.

Há uma uva na Galícia chamada torrontés e, apesar de uma certa migração de galegos para a Argentina, a origem desta variedade é mesmo argentina.

Segundo me contou Susana Balbo, numa entrevista há alguns anos, segundo uma pesquisa realizada na Universidade da California, em Davis, ela é um cruzamento de muscat de Alexandria com criolla chica.

Há três tipos de torrontés – mendocino, sanjuanino e riojano, sendo este último o que mostra mais qualidade.

Seus aromas característicos são os de jasmim, rosas brancas, frutas brancas muito maduras. O problema é que ela tende a ser muito alcoólica e com um toque amargo no retrogosto.

Para encontrar exemplares com acidez equilibrada, a sugestão é procurar climas mais frescos, de altitude.

A região de Salta, no norte do país, vem se destacando com seus vinhedos de altitude, onde, pelo menos teoricamente, se consegue um equilíbrio melhor de acidez.

Não todos os exemplares que tomei da região comprovavam esta teoria. O mais refrescante das amostras foi um Uruguaio, que mostrava um lado mais atlântico, menos alcoólico.

Uma outra dica é conhecer bem o produtor e saber que é sério. Não basta ter perfume e molejo para ser um bom torrontés. É importante que tenha acidez para evidenciar os sabores e lhes conferir mais brilho.

Crios 2011
Mendoza
Nariz muito floral. Tem força na boca, com acidez e álcool imponentes, mas equilibrados
Onde Cantu, tel. 0/xx/11/2144-4450
Quanto R$ 40

Félix Lavaque 2010 Cafayate
Salta
Jasmim e banana. Alcoólico, tem suficiente acidez, mas poderia ter mais
Onde WorldWine/Enoteca Fasano, tel. 0/xx11/3383-7477
Quanto R$ 78

Cisplatino 2011
Uruguai
Rosa branca e mineral, muito elegante. Bom frescor em boca, amarguinho no final
Onde Mistral, tel. 0/xx/11/3372-3400
Quanto R$ 37,61

Colomé 2011
Pêssego branco, fresco. Boca equilibrada, intensa, final frutado
Onde Decanter, tel. 0/xx/11/3702-2020
Quanto R$ 48,10
Folha de São Paulo

Inverno na praia (Folha de SP)

14 de junho de 2012

Folha 13/06:

Julho está aí. É  quando estamos em marcha mais lenta, esperando o frio pra hibernar. Uma boa pensar em vinhos para o momento. Como geralmente aproveitamos para sair da cidade, é bom fazer um seleção de vinhos de acordo com o local.

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Folha de São Paulo

Refresco do Novo Mundo (Folha de SP)

13 de junho de 2012

Folha 29/02:

Os países conhecidos como Novo Mundo são, basicamente, aqueles que não são da Europa. Já não são novidade e se estabeleceram como uma opção para o, às vezes, complicado estilo europeu.

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Folha de São Paulo 

O lado floral de Bordeaux (Folha de SP)

31 de maio de 2012

Comentei semana passada como sempre associamos os vinhos da região de Bordeaux a vinhos duros e potentes e esquecemos que a região é cheia de recortes de peculiaridades. Talvez um dos pedaços mais charmosos de Bordeaux seja a cidade de Saint-Émilion e seus vinhos, bem como a vizinha Pomerol.

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Passeando por Bordeaux (Folha de SP)

29 de maio de 2012

Quando pensamos em Bordeaux, logo nos vêm à mente os grandes tintos, feitos à base de cabernet sauvignon, encorpadões e raros. Mas, na verdade, estamos pensando no Médoc, a região ao norte da cidade de Bordeaux. É lá onde foi realizada a classificação de 1855 que deu origem aos “grand crus classés” , ou seja, propriedades classificadas e agrupadas de primeiro a um quinto nível (de “première” a “cinquième” “grand cru classé”).

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Folha de São Paulo

ERREI!!!!: no terceiro parágrafo, quando menciono a “comuna mais setentrional” estou me referindo a St.-Éstephe. St.-Julien é que fica mais ao sul, entre Pauillac e Margaux. 

A Champanhe desconhecida (Folha de SP)

16 de maio de 2012

Estou em Épernay, capital da região de Champanhe, célebre produtora de vinhos espumantes que tem um método todo peculiar de produção. O clima e o solo calcário imprimem características inimitáveis aos seus vinhos – por isso mesmo somente o que é produzido nessa região pode levar a palavra “champanhe” no rótulo.

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http://acervo.folha.com.br/fsp/2012/05/09/578//5786142


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