Um Rueda quase perfeito

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Não precisa ser perfeito para ser incrível. E este Rueda está incrível! No nariz é fresco, tem um nota de maracujá, é perfumado, lembra alguma florzinha branca, pêssegos, um toque de manga. Com a oxigenação, vai ficando mais exótico e mais floral. Na boca é fresco, apesar da pouca acidez, é muito saboroso, enche o meio de boca, super frutado e longo, com um pouquinho de álcool no final, mas não é defeituoso, é ricão no sabor.

Por que ele não é perfeito? Porque se eu fosse comprar um Rueda eu esperaria mais tipicidade, um vinho mais refrescante, com mais acidez e talvez menos exótico, mais para o lado dos aromas de ervas frescas.

Quando falamos de tipicidade,  nos referimos às características que o jogo solo – clima – uvas – homem imprime aos vinhos.
De maneira geral, em uma vinícola, em uma mesma propriedade, os solos, as uvas e os homens não mudam tanto de um ano para o outro. Mas o clima sim. É a safra. E há safras melhores e piores para cada vinho.

Para podermos sentir toda a tipicidade dos vinhos da DO Rueda, no norte da Espanha, verões mais frescos são importantes. Seu estilão é refrescante, com boa acidez e aromas verdes, de grama cortada. Essas características ficam ressaltadas quando a safra é bem continental, com noites frias. Segundo o site oficial da DO Rueda,a uva Verdejo, símbolo da região, “tiene matices de hierba de monte bajo, con toques afrutados y una excelente acidez” Mas, se faz muito calor,esse estilo muda.
Não precisa ser um verão super fresco, mas é bom que as noites sejam mais frias, para manter o lado refrescante tão típico de Rueda. Não foi o que aconteceu em 2009.
Segundo um relatório da  jancis robinson, a coisa esquentou bem por lá, o verão foi bem seco e muito quente. Choveu um pouco no final do período de amadurecimento, mas aí as uvas já estavam super maduras.

O que quero dizer é que, mesmo cada região tendo uma certa tipicidade, um ano mais quente pode balançar bastante o estilo regional. Foi o que aconteceu aqui. O vinho está incrível, mas faltou um toquezinho daquela tipicidade de Rueda, do frescor herbáceo. . Mas não precisa ser perfeito para ser maravihoso.

Na Península

An almost perfect Rueda

Wine does not have  be perfect to be incredible. And  this Rueda is amazing! The nose is fresh, has a note of passion fruit and flower, it is fragrant, reminds me of some white peaches, a touch of mango. With oxygenation, it gets  more and more exotic and floral. The palate is fresh, despite the low acidity, it is very tasty, fills the middle of the mouth, very fruity and long, with a little extra alcohol in the end, but not unbalanced, just really rich.

Why isn’t it perfect? Because if I was buying one I would expect more typicity of Rueda, a more refreshing wine with more acidity and perhaps less exotic, more freshness.
When we speak of typicity, we refer to features like those of  “soil – climate – grapes – man “

In general, in a estate, soils, grapes and men do not change much from one year to another. But the weather does. And there are best and worst vintages for each wine.

To be able to feel all the typicity of the wines from DO Rueda, in northern Spain, cooler summers are important. Its style is refreshing with good acidity and green aromas of cut grass. These characteristics are highlighted when the climate is tipically  continental, with cold nights. According to the official website of the DO Rueda, Verdejo grapes, symbol of the region, “has aromas of herbs, fruity touches and excellent acidity”.  But if it there is a lot of heat, the style changes.
 It was what happened in 2009.
According to a report from Jancis Robinson, things heated up well there, the summer was very dry and very hot. It rained a bit at the end of the ripening period, but then the grapes were already overripe.

What I mean is that even if each region having a certain typicality, a warm ripenning periond can change a lot the regional style. That’s what happened here. The wine is amazing, but lacked a touch of that typical features of Rueda, the herbal freshness. . But wine doesn’t have to be perfect to be wonderful. 

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2 Respostas to “Um Rueda quase perfeito”

  1. Alexandre Says:

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  2. Um Rueda quase perfeito | Wine Lovers | Scoop.it Says:

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